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·23 April 2026

Na busca por capital estrangeiro, Atlético contrata assessoria que estruturou venda de franquia da NBA por US$ 6,1 bilhões

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Foto: Reprodução NBA Por: Angel Baldo

O Maior de Minas deu mais um passo significativo em sua jornada de profissionalização financeira e busca por sustentabilidade. Em um movimento que sinaliza ambições globais, o diretor financeiro e administrativo do Galo, Thiago Maia, revelou detalhes sobre a nova estratégia do clube para atrair investidores para sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF).


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A grande novidade é a contratação da BDT & MSD Partners, uma das boutiques de investimento mais prestigiadas do mundo, famosa por ter assessorado recentemente a venda bilionária do Boston Celtics, franquia da NBA, por US$ 6,1 bilhões.

O objetivo é claro: oxigenar o caixa atleticano para enfrentar uma dívida consolidada de R$ 1,7 bilhão. Embora o clube já tenha nomes como o BTG Pactual no auxílio dessa jornada, a chegada da BDT visa colocar o Galo na vitrine dos maiores fundos de investimento internacionais.

O DESAFIO DE ATRAIR CAPITAL ESTRANGEIRO:

Apesar da imponência da marca Atlético, o cenário macroeconômico e as particularidades do futebol brasileiro impõem barreiras que Thiago Maia não hesita em reconhecer. Em entrevista ao canal Sports Market Makers, o dirigente detalhou que, embora o clube esteja “rodando o mundo”, o investidor estrangeiro ainda observa o Brasil com cautela.

“O Galo continua no mercado, tem empresas mandatadas no mundo inteiro rodando atrás de (investidores). A gente continua com o BTG, contratamos uma empresa chamada BDT, é uma boutique americana bem conhecida, auxiliou o Boston Celtics, por exemplo. A gente conversa com o mundo inteiro, mas o mercado brasileiro ainda tem insegurança jurídica, tem esse momento do Brasil, falta de criação de uma liga, algumas SAFs passando por problemas, é um cenário desafiador para encontrar um bom parceiro para entrar no Galo, mas esse é um dos objetivos.”

Essa busca ocorre após especulações envolvendo nomes de peso, como o bilionário boliviano Marcelo Claure e o norte-americano Peter Grieve. A meta agora é encontrar um parceiro que não apenas traga capital, mas que compreenda o modelo de gestão pretendido pelos atuais acionistas.

MANUTENÇÃO DA COMPETITIVIDADE EM MEIO AO ENDIVIDAMENTO:

Um dos pontos mais sensíveis da gestão da SAF é equilibrar o pagamento do passivo bilionário sem desmantelar o elenco campeão. Thiago Maia foi enfático ao afirmar que, enquanto o parceiro ideal não chega, os atuais donos (a família Menin e Ricardo Guimarães) assumiram o compromisso de manter o time protagonista, ainda que isso exija aportes diretos dos sócios majoritários.

Segundo Maia, a conta operacional do futebol não fecha sozinha quando se tem um endividamento desse porte, o que torna a entrada de dinheiro externo ou de capital próprio uma necessidade vital:

“Como os donos não querem reduzir investimentos, o Galo só tem duas saídas: aumentar as suas receitas, segurar os custos sem reduzir os investimentos, sendo mais eficiente, e precisa de aportes, porque organicamente o Galo não vai conseguir pagar o seu endividamento.”

PROTAGONISMO COMO PRIORIDADE INEGOCIÁVEL:

A mensagem para o torcedor é de que o arrocho financeiro administrativo não será sentido dentro das quatro linhas de forma drástica. A estratégia é segurar as pontas com recursos próprios para garantir que o Atlético continue brigando por títulos, o que, consequentemente, aumenta o valor de mercado da própria SAF.

“Os donos já que tomaram essa decisão de manter o time competitivo, de querer aumentar receita, de querer que o Galo continue protagonista, por enquanto está tendo que segurar com dinheiro próprio.”

Com a assessoria de quem vendeu uma das maiores potências do basquete mundial, o Atlético espera agora transmitir a segurança necessária para que o próximo passo da sua SAF seja tão grandioso quanto a sua história no campo.

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