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·26 June 2026
Nascida na Alemanha e experiente no futebol alemão e inglês, Ivana Fuso reconhece: “Meu coração é mais para o Brasil”

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Uma das jogadoras com maior vivência no futebol feminino europeu, Ivana Fuso poderia jogar pelas seleções do Brasil, Itália e Alemanha. Com a mãe brasileira e o pai italiano, a atleta nasceu, foi criada e iniciou a carreira em solo alemão. A dupla nacionalidade lhe possibilitou disputar as categorias de base da seleção germânica, incluindo um mundial da categoria, antes da Amarelinha.
No profissional, ela atuou no Basel, da Suíça; Manchester United, da Inglaterra; Bayer Leverkusen, da Alemanha; e Birmingham City, também inglês. A primeira convocação para a Seleção Brasileira foi em 2021 para o SheBelieves Cup. “Eu já tinha jogado com a seleção de base alemã, estava no Manchester United, mas foi só quando me viu na seleção brasileira que minha mãe disse ‘você é boa mesmo’”, lembra, rindo.
Contratada pelo Corinthians em 8 de julho de 2025, a “gringa”, como algumas colegas chamam, abraçou a chance de voltar à Seleção Brasileira. A última convocação pela Amarelinha, já pelo técnico Arthur Elias, tinha sido em outubro de 2023, quando ela ainda atuava no Birmingham.
“Eu estava na Inglaterra e poderia ter ficado lá, mas surgiu a oportunidade no Brasil [de jogar no Corinthians] e eu queria voltar para a seleção, alemã ou brasileira - mas meu coração é mais pro Brasil que para Alemanha. Como não tive frequência de jogos lá fora, acabei vindo. Era um sonho meu voltar”, revela Ivana.

Atletas convocadas para período de treinos fora Data FIFA em Itu (SP)Créditos: Staff Images/CBF
Mesmo regular com as Brabas, ela ficou surpresa com a convocação para o período de treinos em Itu, entre 15 e 20 de junho. “Hoje estou jogando como lateral no Corinthians, posição bem diferente da minha, de atacante. Essa convocação [de treinos fora Data FIFA] é bem legal para entender o estilo do Brasil, conhecer e estar mais próxima do Arthur e das jogadoras que podem estar na Copa ano que vem”, ressalta.
A lateral observa que o modelo de jogo adotado por Arthur, de marcação individual, se difere dos clubes pelos quais passou. “No clube, a gente marca em zona, não fica no duelo, seguindo a jogadora adversária. Fisicamente, temos que ser fortes”, compara. Para o mundial do ano que vem, ela afirma que será algo muito grande para o país e o futebol feminino, que deve ser mais valorizado do que é hoje.
Sobre as características que tem para agregar ao time e a experiência acumulada fora do país, Ivana reconhece a velocidade e versatilidade em campo, nas posições de lateral, ala e atacante, além da leitura de jogo. “Da Alemanha eu trago a disciplina e o tático de jogo rápido, menos toques na bola, maior profundidade, ler os passes, saber onde vai a bola”, avalia.
Fora de campo, a jogadora se apoia na família, a quem agradece o suporte que a fez amadurecer. A perda da mãe, há cerca de dois anos, veio seguida da chegada do filho, que a transformou: “Filho muda tudo, o pensar, o estar e o ser. Você quer ser sua melhor versão. Tudo que eu faço é para ele”.
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