Jogada10
·3 June 2026
Norte-americano com sotaque mineiro guarda dicas a Ancelotti

In partnership with
Yahoo sportsJogada10
·3 June 2026

Sinônimo da congregação entre pessoas de diferentes origens em tempos de Copa do Mundo, a Seleção Brasileira consegue atravessar fronteiras e ultrapassar a barreira das nacionalidades. Nesta terça-feira (2), minutos após a delegação da equipe verde e amarela chegar a Basking Ridge, o Jogada10 encontrou, por exemplo, um norte-americano com sotaque mineiro. Torcedor do Flamengo por influência de um tio, Gabriel Deolindo vestia a camisa da equipe pentacampeã com um autógrafo do narrador Galvão Bueno. Filho de uma mãe brasileira e um pai português, ele nasceu nos Estados Unidos, país onde há seis anos serve o exército local.
Nascido em Nova Jersey, Gabriel topou conversar com a equipe de reportagem do J10. Apesar da distância entre Estados Unidos e Brasil, o jovem de 25 anos guarda dicas valiosas ao técnico Carlo Ancelotti.
“Pelas minhas observações, tenho confiança de que o Brasil vai longe. Porém, para chegar ao hexa, só atuando coletivamente, igual a Marrocos e Argentina de 2022. Os africanos jogaram assim e foram às semifinais. E os argentinos ganharam a Copa com um grande conjunto. Tem que atuar da mesma maneira”, insistiu.

Gabriel recebeu o autógrafo de Galvão Bueno em um Brasil x Costa Rica de 2015, em New Jersey – Foto: Reprodução
Com personalidade, no entanto, Gabriel nada contra a corrente daqueles que almejam ver o atacante Neymar, ainda lesionado, entre os titulares o mais rápido possível. O norte-americano com coração rubro-negro quer prudência em relação ao futuro do camisa 10 da Seleção Brasileira no Mundial e entende a relevância do principal assunto das últimas semanas.
“Não é uma boa ideia ele estar entre os 11 titulares. Corre o risco de se machucar de novo e perder o resto da Copa. O ideal é Neymar começar sempre no banco e entrar na metade da etapa final. Só assim poderá desempenhar um bom futebol e fugir do risco das pancadas. Eu, contudo, também não o cortaria. É importante a Seleção ter nomes experientes como Neymar e Marquinhos. São referências para os mais jovens”, argumentou.
Em 2002, Gabriel tinha apenas um ano de idade quando o Brasil conquistou a taça mais cobiçada do planeta pela última vez. Ele, então, faz parte de uma geração ávida por celebrar a conquista da Copa do Mundo. Por isso, estará presente na segunda rodada do Grupo C, contra o Haiti, no dia 19 de junho, no Lincoln Financial Field. Em New Jersey, contudo, o militar prefere acompanhar os jogos e os treinos de longe.
“O trânsito até o MetLife (estádio onde o Brasil enfrenta o Marrocos, na primeira rodada) é pesadíssimo. Além disso, o custo para o transporte público e para conseguir um estacionamento é muito alto. Nos treinos, para passar pela segurança, é difícil. A polícia daqui não costuma brincar em serviço”, explicou Gabriel.







































