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·26 June 2026
Nova Zelândia x Bélgica: análise, prováveis escalações, palpites e onde assistir | Copa do Mundo 2026 (Grupo G)

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A Bélgica entra pressionada após uma fase de grupos abaixo das expectativas e precisa convencer diante de uma Nova Zelândia que segue viva na briga pela classificação e já mostrou que é capaz de surpreender favoritos nesta Copa do Mundo.
Jogo: Nova Zelândia x Bélgica Competição: Copa do Mundo 2026 — 3ª rodada do Grupo G Data: 27 de junho de 2026 Horário: 00h00 (horário de Brasília) Local: BC Place, Vancouver, Canadá Transmissão: CazéTV
A Nova Zelândia chegou à Copa do Mundo sendo apontada como a principal candidata à última colocação do grupo, mas rapidamente mostrou que poderia incomodar. Logo na estreia, empatou em 2 a 2 com o Irã em uma partida que chamou atenção principalmente pelas atuações de Chris Wood e Elijah Just.
Chris Wood mostrou toda a sua capacidade no jogo de pivô, dominando bolas longas e servindo os companheiros, enquanto Elijah Just aproveitou duas dessas jogadas para marcar os gols neozelandeses.
Outro personagem que chamou atenção foi Tim Payne. O lateral-direito iniciou a competição como o jogador menos seguido nas redes sociais entre todos os participantes da Copa do Mundo e acabou se transformando em fenômeno na internet após uma campanha organizada por torcedores.
Defensivamente, Finn Surman vem sendo um dos destaques da equipe. O zagueiro do Portland Timbers faz uma excelente Copa do Mundo até aqui e voltou a aparecer contra o Egito, marcando o gol que abriu o placar para a Nova Zelândia.
Contra os egípcios, a seleção da Oceania chegou a controlar o primeiro tempo e foi superior durante boa parte da etapa inicial, mas acabou sofrendo a virada após grande atuação de Mohamed Salah na segunda etapa. A derrota por 3 a 1 deixou a equipe na última colocação do grupo, mas ainda viva na disputa pela classificação.
A expectativa para a Bélgica antes do início da Copa do Mundo era enorme. A seleção vinha de grande reta final das Eliminatórias Europeias e de amistosos preparatórios extremamente positivos, com 13 gols marcados e apenas três sofridos nos quatro compromissos anteriores ao torneio.
Em um grupo com Egito, Irã e Nova Zelândia, o esperado era que os belgas dominassem a chave com tranquilidade e talvez terminassem entre as seleções de melhor campanha da fase de grupos.
Nada disso aconteceu.
A Bélgica encontrou duas equipes extremamente fechadas defensivamente e sofreu para criar espaços. O Egito executou praticamente uma partida perfeita do ponto de vista defensivo e conseguiu dificultar muito a vida da equipe de Rudi Garcia, abrindo o placar cedo e obrigando os belgas a correrem atrás do resultado.
Contra o Irã, o cenário foi semelhante. O bloco extremamente baixo da seleção iraniana voltou a causar dificuldades e a Bélgica novamente não conseguiu apresentar o futebol dominante que muitos esperavam.
Alguns fatores ajudam a explicar parte desse desempenho abaixo das expectativas. Jeremy Doku enfrentou problemas físicos e respiratórios durante a competição e ainda precisou viajar para acompanhar o nascimento do filho, desfalcando a equipe em parte da preparação recente.
Ainda assim, o desempenho geral é considerado abaixo do esperado.
Agora, diante de uma Nova Zelândia que precisa se lançar ao ataque, a Bélgica finalmente terá o cenário que mais desejava durante toda a fase de grupos: espaços para atacar em velocidade.
Palpite: Nova Zelândia 0 x 4 Bélgica
Max Crocombe; Tim Payne, Finn Surman, Michael Boxall e Liberato Cacace; Joe Bell, Marko Stamenic e Callum McCowatt; Sarpreet Singh, Elijah Just e Chris Wood.
Desfalques: Matthew Garbett (dúvida).
Thibaut Courtois; Thomas Meunier, Brandon Mechele, Arthur Theate e Maxim De Cuyper; Youri Tielemans, Kevin De Bruyne e Hans Vanaken; Leandro Trossard, Alexis Saelemaekers e Romelu Lukaku.
Desfalques: Nathan Ngoy (suspenso).
O zagueiro do Portland Timbers vem sendo um dos grandes destaques da seleção neozelandesa na competição. Além da segurança defensiva, já marcou um gol na Copa e pode ser uma arma importante nas bolas paradas graças aos seus 1,90m de altura.
Chris Wood e Elijah Just também merecem atenção após a excelente atuação na estreia contra o Irã.
Mesmo sem começar entre os titulares, Jérémy Doku segue sendo o principal nome belga para observar nesta partida. Recuperado da infecção respiratória e já de volta ao grupo após acompanhar o nascimento do filho, o camisa 11 está confirmado para receber minutos contra a Nova Zelândia, mas será preservado do início justamente por ainda não estar em condições de atuar durante os 90 minutos.
E talvez isso seja até positivo para a Bélgica. Entrando no segundo tempo, Doku encontrará uma Nova Zelândia mais cansada e provavelmente mais exposta, já que os neozelandeses precisam buscar o resultado para sonhar com a classificação.
A expectativa é que o atacante seja utilizado como uma espécie de “arma final” de Rudi Garcia para explorar os espaços deixados pela defesa adversária e acelerar as transições belgas nos minutos decisivos da partida. Mesmo começando no banco, continua sendo o jogador com maior potencial de desequilíbrio individual da seleção belga nesta Copa do Mundo.
A Nova Zelândia não pode se contentar com o empate. Para seguir sonhando com a classificação, a equipe precisará buscar o resultado e inevitavelmente oferecerá espaços que a Bélgica não encontrou contra Egito e Irã.
Esse cenário favorece diretamente os belgas, que devem adotar uma postura extremamente agressiva desde os primeiros minutos. A provável escalação da Bélgica, inclusive, mostra uma equipe bastante ofensiva, sem um volante de marcação puro e apostando em intensidade e pressão alta.
Do lado neozelandês, as esperanças passam novamente pelos pivôs de Chris Wood, pelas infiltrações de Elijah Just e pelas bolas paradas envolvendo Finn Surman.
O Egito lidera o grupo com quatro pontos, enquanto Irã e Bélgica aparecem com dois pontos cada. A Nova Zelândia soma apenas um ponto, mas segue viva matematicamente.
Uma vitória praticamente garante a classificação da Bélgica, enquanto a Nova Zelândia precisa vencer e torcer por um tropeço iraniano para avançar.
Para os belgas, além da classificação, existe também a disputa pela liderança do grupo, que dependerá diretamente do resultado entre Egito e Irã e do saldo de gols construído nesta última rodada.
Imagem de Capa: Reprodução via Getty Images.







































