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·2 February 2026

O motivo que traz polêmica para jogo entre Flamengo x Inter

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Inter e Flamengo voltam a se enfrentar pelo Campeonato Brasileiro em contextos esportivos e, principalmente, financeiros que evidenciam uma disparidade cada vez maior entre os clubes. Pouco mais de cinco meses após o confronto no Beira-Rio marcado pela chuva de papel prateado e pela vitória rubro-negra por 2 a 0, o reencontro desta quarta-feira acontece em um cenário que expõe um verdadeiro abismo fora de campo — talvez até mais profundo do que o visto naquela noite de 2025.

Se dentro das quatro linhas o início de temporada do Inter transmite mais organização e segurança do que o Flamengo ainda em processo de ajustes, nos bastidores a realidade é dura para o clube gaúcho. As negociações recentes ajudam a ilustrar essa diferença. Para fazer caixa, equilibrar o orçamento e viabilizar reforços, o Colorado precisou vender Vitão justamente ao Flamengo. O zagueiro saiu por 10 milhões de euros, sendo cerca de 6 milhões pagos à vista, enquanto o restante foi compensado por dívidas antigas envolvendo Thiago Maia. Um valor considerado relevante para a realidade financeira do Inter, mas que representa apenas uma fração do poder de investimento do adversário.


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Na semana passada, o Flamengo se deu ao luxo de desembolsar R$ 187 milhões para repatriar Lucas Paquetá junto ao West Ham. O valor supera em R$ 44 milhões os R$ 143 milhões pagos anteriormente ao Atlético de Madrid por Samuel Lino, jogador que sequer se firmou como titular absoluto e hoje compõe o elenco como opção de banco. É um contraste brutal com a realidade colorada, onde cada venda precisa ser cuidadosamente calculada para sustentar o planejamento esportivo.

A frase do presidente rubro-negro Luiz Eduardo Baptista, dita em dezembro, resume bem o cenário: “O Flamengo vai virar um monstro das Américas do ponto de vista de receita”. Os números confirmam. Em 2025, o clube carioca faturou R$ 2,07 bilhões e fechou o ano com saldo positivo de R$ 328 milhões em caixa. Mesmo com a projeção de queda para R$ 1,8 bilhão em 2026, trata-se de uma realidade mais próxima do futebol europeu do que dos padrões brasileiros.

Do outro lado, o Internacional convive com limitações conhecidas. O orçamento aprovado pelo Conselho Deliberativo prevê uma receita bruta de R$ 709 milhões para a temporada, dos quais R$ 204 milhões dependem diretamente da venda de jogadores. O superávit estimado é praticamente simbólico: R$ 283 mil. Para investimentos no futebol, o clube reservou cerca de 8 milhões de euros para contratações — um número absolutamente distante do poder de fogo do rival desta rodada.

Assim, quando Inter e Flamengo se enfrentarem no Maracanã, não será apenas um jogo entre duas camisas pesadas do futebol brasileiro. Será, também, o retrato de dois modelos financeiros completamente distintos. De um lado, um clube que vende para sobreviver e competir. Do outro, um gigante que compra, acumula e dita o ritmo do mercado. Dentro de campo, o futebol ainda permite surpresas. Fora dele, a distância já parece definida.

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