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JB Filho Repórter

·26 July 2026

Os jogadores estão fazendo de tudo para rebaixar o Inter

Article image:Os jogadores estão fazendo de tudo para rebaixar o Inter
  • O Internacional perdeu por 2 a 0 para o Athletico-PR e começa a dar sinais cada vez mais preocupantes de que vai lutar contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Ainda estamos no início do segundo turno, mas basta olhar para o futebol apresentado pelo time, a qualidade de algumas peças e o trabalho realizado após 50 dias de treinamentos para perceber que a situação colorada é muito delicada.
  • O primeiro tempo até foi equilibrado. O Inter conseguiu competir, controlou parte das ações e criou algumas oportunidades. O Athletico também teve suas chances, mas a partida estava sob controle. Até que Juninho cometeu um erro absurdo e entregou o primeiro gol. Pouco depois, quando o Internacional tentava novamente controlar o jogo, Félix Torres também falhou de maneira grave e entregou o segundo gol.
  • Esse tipo de erro é a cartilha de um time que está brigando contra o rebaixamento. O Internacional consegue competir durante parte da partida, mas entrega gols ao adversário por falhas individuais completamente evitáveis. Juninho é um jogador que há muito tempo demonstra não ter nível suficiente para ser titular do Inter, mas continua sendo utilizado. Félix Torres, que já havia apresentado problemas no Corinthians, chegou ao Beira-Rio para tentar se recuperar e agora atua em uma função híbrida, entre zagueiro e lateral-direito, mas acabou sendo decisivo negativamente na derrota.
  • O resultado é que o Internacional está trabalhando para ser rebaixado. E, neste momento, só não enxerga isso quem não quer. A situação é grave e não pode ser tratada apenas como uma sequência de resultados ruins.
  • Paulo Pezzolano, que não esteve à beira do campo porque viajou ao Uruguai após a morte da mãe, também precisa ser responsabilizado. Não é o principal culpado pelo momento do Inter, mas teve 50 dias de preparação para fazer o time evoluir e o resultado apresentado até agora é insuficiente. O time tem algumas ideias táticas e demonstra que existe trabalho. Vitinho começa aberto e, em determinados momentos, vira uma espécie de falso nove. Bernabei pode atuar como ponta, meia e depois ocupar espaços mais recuados. Bruno Gomes também é utilizado em uma função híbrida, entre segundo volante, meia pela direita e auxiliar na marcação.
  • O problema é que, apesar dessas variações, o Internacional não conseguiu evoluir o suficiente. O time até pode estar organizado em alguns momentos, mas não tem qualidade para suportar erros individuais tão graves. Contra o Athletico, o jogo estava equilibrado e o empate fora de casa seria um resultado importante para uma equipe que luta contra a zona de rebaixamento. Mas Juninho perdeu uma bola de maneira infantil, Leozinho aproveitou e abriu o placar.
  • No segundo gol, Félix Torres recuou a bola diretamente para o adversário, como se estivesse dando um passe para um camisa 10. O jogador do Athletico recebeu, passou pelo goleiro Anthoni e marcou. São erros técnicos que comprometem completamente uma partida e fazem o Inter perder pontos que poderiam ser importantes na luta contra o rebaixamento.
  • O problema não está apenas na defesa. O Internacional também tem dificuldades para transformar suas oportunidades em gols. Vitinho acertou a trave em uma das melhores chances do primeiro tempo. Na segunda etapa, Alerrandro ficou cara a cara com o goleiro e finalizou para fora. Bruno Henrique também perdeu uma oportunidade com o gol praticamente aberto. Carbonero teve outra chance, enquanto João Bezerra, que entrou no segundo tempo, também apareceu em uma jogada perigosa.
  • Ou seja, o Inter falha na defesa e também não consegue aproveitar as oportunidades que cria no ataque. O resultado é uma equipe que entrega gols de um lado e desperdiça chances do outro.
  • O Athletico, inclusive, teve oportunidades para ampliar ainda mais a vantagem. Viveros perdeu uma chance clara de cabeça dentro da pequena área e teve outra oportunidade para fazer o terceiro. Se o time paranaense tivesse vencido por 3 a 0, não seria absurdo dizer que o resultado refletiria o que aconteceu em campo.
  • A situação de Félix Torres também chamou atenção. Depois de cometer o erro que originou o segundo gol, o zagueiro foi substituído. Na saída, demonstrou irritação, não cumprimentou o auxiliar técnico e chegou ao banco de reservas jogando a caneleira no chão. O jogador aparentemente não entendeu a substituição e demonstrou incômodo com a decisão.
  • É compreensível que um jogador fique frustrado ao ser substituído depois de uma falha. Mas, naquele momento, a prioridade deveria ser o Internacional. Félix Torres estava fazendo uma partida ruim, havia cometido um erro grave e o treinador tentou fazer uma mudança para tentar corrigir a situação. O jogador não pode colocar o próprio ego acima do conjunto.
  • E esse tipo de comportamento também é sintomático de um time que está em uma situação muito complicada. O Internacional parece, em vários momentos, mais preocupado com questões individuais do que com o coletivo. O jogador pensa em si, o time não consegue reagir e o adversário aproveita.
  • O Inter tem um elenco com limitações técnicas, mas isso não explica tudo. A equipe teve tempo para treinar, tem algumas variações táticas e demonstra que existe trabalho do treinador. Porém, depois de 50 dias de preparação, era necessário apresentar uma evolução muito maior.
  • O Internacional está no início do segundo turno, mas os sinais são cada vez mais preocupantes. Erros individuais, falta de qualidade defensiva, oportunidades desperdiçadas e um time que, em determinados momentos, parece completamente entregue. A derrota para o Athletico-PR não é apenas mais um resultado negativo: é mais um capítulo de uma campanha que, neste momento, apresenta todos os sinais de uma equipe que vai lutar para não cair.
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