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·29 July 2026
Pedro Proença reage à polémica: «Conversas distorcidas, incompletas e descontextualizadas»

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·29 July 2026

Poucas horas depois da divulgação dos áudios de Pedro Proença, que motivaram uma reação oficial da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) pronunciou-se sobre o caso.
Através de uma publicação na rede social LinkedIn, o dirigente lamentou a divulgação de conversas que classificou como «privadas, informais, truncadas, meticulosamente selecionadas, distorcidas, incompletas e descontextualizadas», referentes a uma reunião realizada há cerca de dois anos.
«Reservo-me o direito de questionar não apenas a intencional forma contextualmente deturpada com que são apresentadas mas também o timing da sua divulgação, convidando todos a fazerem, de forma séria, essa reflexão», disse Pedro Proença.
Apesar disso, o líder garantiu que irá recorrer a todos os mecanismos legais ao seu dispor contra quem, na sua perspetiva, «de forma ilegal e cobarde, contribuiu para a obtenção e posterior divulgação pública» desses conteúdos, registados numa reunião em que participou enquanto candidato às eleições da FPF.
Recorde-se que vieram a público várias conversas de Pedro Proença nas quais o atual presidente da FPF tece duras críticas a diversos árbitros portugueses, faz referências a processos judiciais do Benfica e utiliza um tom pouco elogioso ao falar de José Fontelas Gomes.
«Apesar da relutância - que penso dever ser comum a qualquer cidadão, independentemente da sua profissão, cargo ou estatuto - em comentar áudios que, além de obtidos e divulgados de forma ilegal e imoral, apresentam excertos de conversas privadas, informais, truncadas, meticulosamente selecionadas, distorcidas, incompletas e descontextualizadas, sinto ser meu dever prestar os seguintes esclarecimentos: 1 – As conversas agora vindas a público – repito, privadas, informais, truncadas, meticulosamente selecionadas, incompletas e descontextualizadas - foram mantidas há mais de dois anos, num contexto pré-eleitoral, com todos os Clubes do Futebol Profissional e todos os restantes stakeholders do Futebol Português, em reuniões nas quais me apresentei, única e exclusivamente, como candidato às eleições para a Federação Portuguesa de Futebol; 2 – Nessas reuniões, mantidas nesse contexto muito específico, foram abordadas diversas matérias relevantes para o futuro do Futebol Português, entre as quais a arbitragem, a disciplina ou a equipa que me acompanharia caso o meu projeto fosse escolhido pelos Sócios Ordinários da Federação Portuguesa de Futebol. Entre muitos outros temas. Trataram-se de reflexões conjuntas que ficaram, de resto, explanadas no Programa Eleitoral com que me apresentei ao ato eleitoral para a FPF e que estão hoje em implementação no Plano Estratégico 2024-36. 3 – Tratando-se de conversas mantidas, como já referido, há mais de dois anos, reservo-me o direito de questionar não apenas a intencional forma contextualmente deturpada com que são apresentadas mas também o timing da sua divulgação, convidando todos a fazerem, de forma séria, essa reflexão. 4 - Constituindo matéria criminal suscetível de apreciação pelas entidades competentes, reservo-me ainda o direito de acionar todos os meios legais à minha disposição contra quem, de forma ilegal e cobarde, contribuiu para a sua obtenção e posterior divulgação pública.»







































