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·24 May 2026

Pepê mantém peso no FC Porto, mas termina com o registo mais baixo de golos

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Uma época à Pepê. Pelo melhor e pelo pior, Eduardo Gabriel Aquino Cossa, mais conhecido no futebol por Pepê, voltou a completar mais uma temporada ao serviço do FC Porto, a quinta em pleno, marcada pelas características que, ao longo deste período, o mantiveram como presença regular no onze dos dragões: forte capacidade técnica, aptidão para criar desequilíbrios no um para um e um espírito de grande entrega, que o transforma numa solução eficaz no ataque e num elemento relevante também no momento defensivo.

O brasileiro, de 29 anos, foi desde o primeiro dia uma das opções de eleição do treinador do FC Porto, agora Farioli, resistindo à concorrência apertada que William Gomes trouxe. Enquanto o jovem compatriota se destacou, e muito, pelos 13 golos marcados, Pepê voltou a evidenciar a sua utilidade através de uma consistência que incomoda os adversários e deixa os companheiros de equipa – e não só – convencidos do seu valor.


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“O Pepê é muito importante, fez grandes jogos, grandes sprints, recuperações, a defender com intensidade, é um jogador de ataque e com talento e precisamos dos seus golos e assistências. É um jogador de topo e merece, é um rapaz excelente”, afirmou Farioli, numa das ocasiões em que se referiu ao seu jogador, ainda em janeiro. Ao contrário do que aconteceu com Vítor Bruno e, sobretudo, Sérgio Conceição, para o técnico italiano Pepê foi quase sempre uma opção exclusiva para o corredor direito do ataque. Uma continuidade de que o extremo beneficiou, ele que, noutras épocas, foi também utilizado com frequência como defesa-direito ou até pela esquerda, embora continue sem conseguir apagar por completo aquilo que é a sua maior fragilidade: a definição perante a baliza adversária e, por vezes, o último passe.

Os números da época

O brasileiro fechou a temporada com quatro golos apontados, o registo mais baixo desde que chegou à Invicta, juntando ainda seis assistências. Dos momentos de celebração em nome próprio, três surgiram na I Liga e o restante na Taça de Portugal. São números que ainda podem subir, opinião partilhada não só pelos adeptos como também pela crítica.

“Digo-lhe sempre: com a qualidade que tens, se tens mais números… É algo sobre o qual sou muito crítico com ele, porque com a qualidade que tem, deveria rebentar com a baliza. Para mim, é um jogador de outro patamar”, referiu, por exemplo, Gabri Veiga, numa entrevista recente. A confiança dos companheiros nas qualidades do brasileiro é generalizada, tal como o reconhecimento do seu contributo para a equipa.

Esse é igualmente o entendimento de Victor Froholdt, que no final da visita ao Estoril, da 29.ª jornada, jogo que o FC Porto venceu por 3-1 e no qual o brasileiro marcou um dos golos, fez questão de lhe entregar o prémio de melhor em campo: “Quero dar este prémio ao Pepê, que fez um jogo muito bom. As pessoas não estão cientes do quão bom ele é.”

O reconhecimento de Pepê no universo azul e branco pode não ser total, mas dentro do grupo não há dúvidas de que poucos jogadores são tão úteis como o brasileiro, graças ao impacto de um trabalho muitas vezes invisível para quem está de fora, mas que é vital para quem pisa o relvado.

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