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·26 March 2026

Pleno nas sete jornadas finais pode dar ao FC Porto o título e um recorde absoluto

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O FC Porto chega aos 72 pontos quando faltam apenas sete jornadas para o fim da Liga. Se vencer todos os encontros até ao término da prova, Francesco Farioli passará a figurar na história do clube e da competição como o treinador com mais pontos alcançados numa só edição do campeonato, com 93. Esse registo não surge como uma fixação, mas enquadra-se na perfeição no grande objectivo definido pelo italiano na sua época de estreia nos dragões: recuperar o título nacional, conquistado pela última vez em 2021/2022, a temporada mais produtiva de sempre em termos de pontos.

Naquele ano, a equipa orientada por Sérgio Conceição ultrapassou a anterior referência de 88 pontos – partilhada pelo FC Porto de 2017/18, também com Conceição, e pelo Benfica de 2015/16, então treinado por Rui Vitória – numa Liga disputada em 34 jornadas. O total final de 91 pontos, construído com 29 vitórias, quatro empates e apenas uma derrota, traduziu-se numa eficácia impressionante de 89,9% dos pontos em disputa.


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Quatro anos mais tarde, Francesco Farioli tem em mãos a possibilidade real de assinar um novo capítulo de ouro na história azul e branca. A solidez demonstrada ao longo da época, com uma identidade de jogo bem definida e capacidade de resposta nos momentos de maior pressão, mesmo em exibições nem sempre brilhantes, coloca o FC Porto muito perto de derrubar todos os registos anteriores.

De resto, a campanha actual já entrou na história graças à melhor 1.ª volta de sempre na Liga, fruto dos 49 pontos amealhados em 17 jogos, com 16 vitórias e apenas um empate, sinal evidente da regularidade e da eficácia colectiva que o técnico italiano conseguiu impor. Se mantiver este ritmo nas derradeiras sete jornadas, o conjunto portista pode chegar aos 93 pontos – um valor que ultrapassaria todos os registos da era moderna do futebol português.

O desafio está, naturalmente, em não desviar o foco do essencial: a reconquista do título nacional, perdido depois do domínio recente repartido entre o Sporting, bicampeão, e o Benfica, vencedor em 2022/2023. Ainda assim, um eventual triunfo com um recorde absoluto de pontos seria a forma mais simbólica de afirmar o novo ciclo liderado por Farioli e Villas-Boas, juntando sucesso imediato a um projecto virado para o futuro.

No capítulo da percentagem de aproveitamento, o transalpino já não conseguirá chegar ao topo absoluto, devido aos dois empates com Benfica e Sporting e à derrota em Rio Maior frente ao Casa Pia. Mesmo assim, caso vença todos os jogos até ao fim, terminará com um registo próximo dos 88%, muito perto do alcançado por Conceição em 2021/22.

No topo da lista de campeões com melhor taxa de aproveitamento aparece o Benfica de 1972/73, com 96,7% dos pontos possíveis. Num campeonato disputado em 30 jornadas, os encarnados somaram 28 vitórias e dois empates, ficando com 58 pontos em 60 possíveis. Essa equipa, orientada por Jimmy Hagan, assinalou também a época de estreia de Bento, então contratado ao Barreirense.

O FC Porto surge logo a seguir nesse ranking de rendimento, com dois nomes que aparecem quase sempre quando o tema são recordes: Miguel Siska, que em 1939/40, num campeonato com 10 participantes, se sagrou campeão com apenas uma derrota e 17 vitórias (94,4%), e André Villas-Boas, que em 2010/11 conduziu os dragões ao título sem qualquer derrota, com três empates numa Liga com 30 equipas (93,3%). Vítor Pereira também venceu uma Liga sem desaires em 2012/13, alcançando uma eficácia pontual de 86,7%, com seis empates.

Em comparação com o mesmo período da época passada, o FC Porto de Francesco Farioli soma mais 16 pontos, marcou mais um golo e sofreu menos 10. Outro dado relevante: à 27.ª jornada da edição anterior, os dragões já estavam a nove pontos de Sporting e Benfica e encontravam-se em igualdade com o SC Braga, todos com 56 pontos.

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