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·20 February 2026

Prémios por desempenho e cláusulas específicas elevam custos com pessoal

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O FC Porto divulgou, na quarta-feira, o Relatório e Contas referente ao primeiro semestre de 2025/26, indicando um lucro total de 1,9 milhões de euros, enquanto para os acionistas da SAD o resultado apurado foi negativo em 900 mil euros. Esta diferença gerou dúvidas, mas, para efeitos de contabilização dos capitais próprios e da sua evolução, considera‑se o resultado positivo. Em essência, os 1,9 M€ correspondem aos proveitos obtidos por todas as empresas do grupo (Porto Seguro, Porto Comercial, StadCo, FC Porto Media, entre outras) e a principal razão para a discrepância entre os 1,9 M€ positivos e os 900 mil euros negativos prende‑se com os 30% dos resultados da StadCo que não revertem para os acionistas da SAD, sendo atribuídos diretamente ao investidor Ithaka. Assim, a variação do capital próprio entre junho e dezembro traduz‑se, essencialmente, pelo resultado deste semestre.

Outro assunto que tem alimentado comentários, sobretudo nas redes sociais, é o aumento de 34% dos custos com o pessoal, que passaram de 38,2 M€ para 51,2 M€ face ao período homólogo da época anterior. Conforme consta no relatório enviado à CMVM, houve um acréscimo significativo – 5 M€ – nas remunerações de atletas e equipa técnica, resultado do investimento na equipa principal com o objectivo de disputar o título. Neste montante estão incluídos não só os salários, mas também prémios por desempenho desportivo. Refira‑se que não se trata do pagamento de qualquer verba por um terceiro lugar ou por apuramento para a Liga Europa, mas de prémios por golos de bola parada, golos nos primeiros/últimos 15 minutos, reviravoltas e «folhas limpas», um sistema implementado por Francesco Farioli.


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Quanto às remunerações do pessoal registou‑se um aumento de dois milhões de euros, sendo que metade desse valor resulta da transferência dos Serviços Partilhados do clube para a SAD. Funções como a contabilidade e os recursos humanos deixaram de aparecer como «fornecimento de serviços externos» e passaram a integrar directamente os custos com o pessoal. O outro milhão de euros de acréscimo está associado ao incremento dos custos com o staff técnico, relacionado com o futebol feminino e com a formação.

Nos restantes custos, sobressai o montante de 5,5 milhões de euros pagos em indemnizações, contra 900 mil euros no período homólogo. Este valor deve‑se, em grande parte, à rescisão de contrato de Martín Anselmi e da respectiva equipa técnica. Foram também incluídas compensações referentes a Grujic e Fábio Cardoso, bem como ao anterior director‑desportivo, Andoni Zubizarreta, entre outros quadros da SAD. O valor mais expressivo corresponde à antiga equipa técnica, composta por seis elementos. No caso de Grujic e Fábio Cardoso, o FC Porto pagou o remanescente dos seus contratos, tendo, porém, poupado cerca de metade do montante que teria de suportar caso permanecessem no clube, devido às deduções relacionadas com impostos e Segurança Social.

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