Raniele analisa atuação como lateral-direito no Corinthians, fala sobre expulsão de André e punição a Hugo | OneFootball

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·27 April 2026

Raniele analisa atuação como lateral-direito no Corinthians, fala sobre expulsão de André e punição a Hugo

Article image:Raniele analisa atuação como lateral-direito no Corinthians, fala sobre expulsão de André e punição a Hugo

Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão

Durante a tarde do último domingo (26), o Corinthians enfrentou o Vasco da Gama, na Neo Química Arena, em jogo válido pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2026, e acabou vencendo pelo placar de 1 x 0. O triunfo colocou a equipe corinthiana na 14ª colocação com 15 pontos – três vitórias, seis empates e quatro derrotas – nove gols marcados e 11 sofridos. O lateral-esquerdo Matheus Bidu foi quem marcou o gol corinthiano, aos 38 minutos da etapa inicial.


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Logo após o apito final, o volante Raniele concedeu entrevista à imprensa na zona mista e fez uma análise da sua atuação improvisado como lateral-direito. O camisa 14 respondeu se vive sua melhor fase da carreira, comentou sobre a expulsão do meio-campista André Luiz na reta final da primeira etapa e respondeu sobre a punição ao goleiro Hugo Souza por parte do STJD.

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Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

O volante, atuando na lateral, foi um dos principais destaques do Corinthians na partida. Segundo o Sofascore, aplicativo de estatísticas esportivas, ele acumulou os seguintes números nos 90 minutos de jogo: 1/3 desarmes ganhos, 11 contribuições defensivas, quatro cortes, três interceptações, seis recuperações de bola, um chute bloqueado, 9/12 duelos ganhos pelo chão, 1/3 duelos aéreos ganhos, 17/21 passes certos, 10 conduções, três faltas sofridas, 3/4 dribles certos e 54 ações com bola.

Confira abaixo as respostas de Raniele na zona mista:

Como se sentiu atuando improvisado na lateral-direita?

“Eu me senti bem, me senti à vontade, já tinha feito essa função em outras equipes. Aqui, se eu não me engano, no Corinthians eu fiz só uma vez, foi num amistoso, se não me engano, lá em Londrina. Acho que foi, contra o Londrina. Me sinto bem na função, me sinto tranquilo, o Diniz me passou toda a confiança e perguntou como é que eu me senti ali. Eu falei, pessoal, não vai esperar que eu saia dando caneta, chapéu, mas o mínimo que eu puder fazer eu vou fazer e graças a Deus aconteceu. Fico feliz pela confiança que ele me deu, fico feliz também de ter atribuído, foi uma boa partida e principalmente a gente está vencido.”

Qual nota se deu pela partida?

“Quem dá nota são vocês. O meu trabalho é vir aqui, é dar o meu melhor. Já falei outras vezes quando vocês me perguntaram como seria jogar de zagueiro, falei que independente da função, eu ia dar o meu máximo. E na lateral não é diferente, vou me entregar o máximo pelo Corinthians e deixam vocês julgarem aí, darem nota que vocês têm que entrar nesse papel.”

Expulsão de André Luiz e conversa no vestiário com o Filho do Terrão

“São situações isoladas. Algumas vezes é um excesso de vontade, por exemplo, hoje no lance do André concordei que foi para expulsão, mas acho que foi um lance em que a gente tinha perdido a bola e tentou fazer uma reação pós-perda e tentar recuperar a bola rápido. Infelizmente ultrapassou um pouco o limite da força e fez aquele lance, mas poderia ter sido qualquer um também. A gente tem que se entregar, tem que fazer o máximo pelo Corinthians. E hora a outra vai acontecer isso. Espero que não seja tão recorrente assim como está sendo, porque a gente sabe o quão forte a gente é com dez jogadores na linha linha. Então acho que é importante pra gente manter a cabeça no lugar. Óbvio, tem que se entregar, tem que dar o máximo na linha, mas não sou eu quem vou julgar, porque já fui eu uma vez expulso. Pode ser que aconteça de novo, espero que não, mas eu vou precisar da força dos meus companheiros se acontecer isso e é o que a gente pode fazer com o André. Lógico, ele sabe o quanto prejudica estar com o jogador a menos. Tem crescido muito, tem evoluído muito com a gente, já desequilibrou, já decidiu jogos aqui pelo Corinthians e a gente tem que estar do lado deles.”

“Já foi falado no vestiário, a gente já conversou com ele, a gente falou que quando ele tava fazendo o gol, decidindo aí, sendo o melhor galador em campo, a gente tava com ele e nesse momento em que ele tá sendo expulso e acontecer essas coisas, a gente tá mais com ele ainda. Ele sabe, lógico, do mesmo jeito que a gente tá do lado dele, a gente deixou claro pra ele o quão prejudicial é isso pra equipe, então, é um garoto, a gente puxa a orelha, mas a gente também dá suporte, dá apoio pra que a gente saiba o quanto ele pode ajudar a gente, por favor.”

Houve provocação aos jogadores do Vasco relembrando a final da Copa do Brasil de 2025?

“Não, não, nenhuma. Não tem provocação nenhuma. É o jogo que a gente faz, é o jogo que tem que ser feito. A gente sabe que não tem como pedir por favor pra roubar a bola de ninguém, não tem isso. Ainda mais tratando do Vasco, tem jogadores rápidos ali, tem jogadores muito técnicos, então não teve nada pessoal com ninguém, não teve provocação nenhuma. É o estilo de jogo que a gente tem que fazer, porque a gente sabe que se der liberdade pros jogadores brasileiros hoje, todo mundo consegue desequilibrar uma partida, todo mundo consegue fazer gol, achar um passe, então quanto mais justa for a entrada, quanto mais ajustado você tiver pra roubar a bola do seu adversário, melhor. Então as faltas acontecem, o juiz marca, o juiz sabe se tem que dar cartão, se não tem que dar, isso aí não é problema nosso, mas nossa questão é roubar a bola rápida, tentar pressionar os caras o máximo possível pra que a gente possa roubar a bola o máximo possível.”

Diferencial neste início de trabalho com Fernando Diniz; zero gols tomados

“A principal diferença que eu vejo hoje é o tanto de gente que ajuda a defender. Hoje, com oito contra a família, a gente conseguiu defender bem outros jogos contra o Platense lá. Todo mundo correndo, todo mundo se entregando contra o Santa Fe quando a gente não tinha a bola. Os dez jogadores para trás andam da bola, então acho que isso é importantíssimo. O primeiro passo para a gente defender bem é os atacantes conseguirem pressionar, porque a gente sabe como a bola já vem mastigada quando tem pressão lá na frente. Então acho que a principal virtude nossa nesse momento é essa. Todo mundo correr, todo mundo se entregar e espero que o time continue desse ano.”

Punição do STJD em relação a Hugo Souza

“Eu não sei, não sei o que eu posso falar aqui, mas o único comentário que eu tenho é que eu já vi comentários piores que não foram punidos, comentários piores do que o Hugo fez que não foram punidos, então não sei. Não sei, confesso que fica meio difícil entender às vezes, mas vem de cima, a gente tem que acatar a punição, tem que cumprir, enfim, tem que cumprir a punição e a gente falar o mínimo possível, para eles erraram o mínimo possível também, que a gente não fala.”

Concorrência com Matheuzinho e ‘resenha’ com camisa 2 pela atuação contra o Vasco na lateral

“Pelo contrário, durante o treino, teve um momento durante a semana que a gente tava treinando lá, eu tava na lateral direita, e ele tava assim do lado do campo e ele me dando dicas, falando o que eu precisava fazer, o momento em que a bola tava em tal lugar, se precisava fechar mais, se precisava abrir mais. Pelo contrário, aqui todo mundo se ajuda. Fico feliz de ter suprido ali a falta de ele, mas o Mateus é um excelente jogador, hoje é um dos melhores da posição no Brasil, e, lógico, se precisar ali, a gente também tem o Pedro, que faz muito bem a função, e se precisar que eu jogue ali, eu vou fazer da melhor maneira, mas, em momento nenhum, acho que ele não tem o que temer, não. Fico feliz de ter suprido, minha posição é rolante, e o que precisar pra ajudar o Corinthians eu vou estar fazendo.”

Formação tática da equipe após a expulsão de Fernando Diniz

“A gente estava marcando com 4-4-2, o Garro e o Yuri na frente, a gente só fez tirar o Breno da ponta e jogar para o meio e jogar o Garro que estava na frente para a ponta. Se entrego para caramba o Garro ali na ponta, me ajudou para caramba a diminuir, a aumentar a pressão em cima do Andrés Gomes e depois do Piton quando entrou. Então, o ajuste foi esse e todo mundo sabe quando está na função ali o que tem que fazer, o que tem que cumprir. O mínimo de ajuste foi feito, ele viu que não precisava substituir ninguém naquele momento, depois ele trocou, então acho que ele leu bem o jogo, viu bem o que precisava fazer, as mudanças que precisava fazer e fico feliz por isso.”

Melhor momento da carreira no Corinthians?

“A melhor fase da minha carreira é hoje, mano. Amanhã vai ser o melhor dia da minha vida e depois o outro dia vai ser o melhor dia da minha vida. Eu vivo um sonho aqui, fico feliz de estar aqui no Corinthians. Representa muito pra mim estar aqui nesse lugar, então eu acho que eu realizei sim o sonho. Tenho que realizar todos os dias e espero que esse sonho seja prolongado o máximo possível, porque quando eu jogava contra aqui ou quando eu assistia da TV, pra mim era do caralho essa atmosfera. Cada jogo, pra mim, eu fico feliz pra caramba e espero que venham mais e mais jogos como esse na minha carreira.”

Cobrança das organizadas no CT no início de abril

“Lógico que não gostaria de passar por aquela situação. Não quero passar novamente. A gente sabe da insatisfação da torcida e não precisa ninguém apontar o dedo na minha cara para falar que está insatisfeito. Mas foi falado, foi ouvido, eu ouvi. Mas independente de eles terem falado alguma coisa ou não, eu dou o meu melhor todos os dias. Mas eu tenho ciência disso. O fato de eles terem ido lá no CT não me fez correr um quilômetro a mais aqui no jogo. De jeito nenhum, pelo contrário. O que me faz correr todos os dias aqui, a organização do meu sonho é eu estar no Corinthians. É óbvio. Respeito muito a torcida, tenho o máximo de respeito pelas organizadas, que é quem faz o estádio pulsar, quem faz o estádio cantar. Não vou dizer que eu concordo com aquilo, mas se foi a decisão deles, não tem problema nenhum. Não teve agressão, ninguém me tocou, ninguém falou nada. Então está tranquilo. Mas aquilo não me fez me dedicar mais. Pelo contrário. Continuo amando a torcida, minha relação com os torcedores é a mesma, minha relação com a camisa do Corinthians é a mesma e acredito que esse episódio é um episódio que já esqueci e não vai manchar. Acho que nem manchou a minha imagem por eles e nem manchou mais deles comigo, então seguimos a nossa relação a mesma e eu continuo identificando pelo clube.”

Atuação de Kauê Camargo no gol

“É sensacional, do mesmo jeito que quando o Kayke entrou, a gente deu suporte. Quando o André entrou, começou a jogar, a gente deu suporte e com o Kauê não seria diferente. A gente sabe que substituiu uma responsabilidade enorme e ele está fazendo da melhor maneira. Espero que ele continue com boas atuações. É um cara que sabe jogar bem com os pés também, que tem esse ponto positivo aí com a gente. Então, fico feliz por isso. Espero que ele, quando necessário, continue fazendo boas partidas e que a gente continue esse grupo unido com eles. Porque a gente sabe a importância que é a rapaziada da base está subindo. O importante é pra eles jogarem num momento bom. Então, fico feliz pelo Kauê. Parabéns pra ele pela partida e pra todo mundo.”

Assimilação do elenco quanto estilo de jogo de Fernando Diniz

“Já tivemos tempo para implementar algumas coisas na nossa partida, no nosso jogo. É lógico, a gente tem muito pouco tempo para treinar. Eu criei um dia em recuperação, no outro dia a gente vai para campo e não tem uma carga de lente para fazer e no outro dia já é jogo. Então ele tem passado aos poucos, tem passado muito vídeo, tem mostrado muito do que ele tenta fazer. Mas a gente já está tentando assumir lá, já está tentando fazer, às vezes, algumas jogadas que ele perde, algumas situações que ele perde. E a tendência é só evoluir, espero que a gente possa mudar essas situações.”

Projeção da condição física dos atletas para a partida desta quinta (30), contra o Peñarol-URU, em casa, pela terceira rodada da Libertadores

“Cara, eu espero que melhor do que hoje. A gente tem três dias aí pra treinar, pra trabalhar. A gente tem aproveitado bem, a gente tem feito da maneira que ele acha melhor e a gente tem se adaptado bem a isso. Espero que a gente possa chegar com bastante energia pro jogo. A gente, já falei outras vezes aqui, vai ter jogo na Libertadores que não vai ser um jogo de mil maravilhas. A gente não vai sair dando caneta, chapéu e tocando dentro da área. Não vai ser dessa maneira alguns jogos. Espero que a torcida entenda, mas a gente também faça o melhor pra que no final da partida a gente saia com esses três pontos, independente da maneira que for o jogo. O futebol se ganha de todas as maneiras e espero que, independente da maneira que for, a gente possa sair com os três pontos.”

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