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·31 March 2026
Rivaldo no Palmeiras: a passagem meteórica do futuro Ballon d’Or pelo Verdão

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Rivaldo Vítor Borba Ferreira chegou ao Palmeiras em 1994 como uma aposta — e saiu em 1996 como uma lenda. Contratado junto ao Mogi Mirim por cerca de R$ 2,4 milhões (valor equivalente a aproximadamente US$ 2,4 milhões à época, dada a paridade inicial do Plano Real), Rivaldo chegou ao Verdão graças ao acordo de co-gestão do clube com a Parmalat. Em 129 jogos com a camisa verde, o pernambucano de Recife provou que o Corinthians havia cometido um erro histórico — e deixou ao torcedor palmeirense as memórias de talvez o maior camisa 11 que o Verdão já teve.
A trajetória de Rivaldo no Palmeiras é mais do que um capítulo de uma carreira extraordinária. É a história de um clube que, bancado pela Parmalat e comandado por Vanderlei Luxemburgo, montou uma das equipes mais dominantes do futebol brasileiro dos anos 90. E Rivaldo foi o coração técnico desse time.
⚽
Ficha do Ídolo
Rivaldo no Palmeiras
Período
1994–1996
129
Jogos
68
Gols
2
Títulos
0,53
Gols/Jogo
Títulos conquistados
🏆 Brasileirão 1994 🏆 Paulistão 1996
Momentos decisivos
JUL 1994
Contratado pelo Palmeiras junto ao Mogi Mirim por US$ 2,4 mi
DEZ 1994
3 gols nas duas finais do Brasileirão contra o Corinthians — bicampeão
1996
18 gols no Paulistão — campanha dos 102 gols e apenas 1 derrota
JUN 1996
Última partida — saída para o Deportivo La Coruña e caminho ao Ballon d’Or
Fonte: palmeiras.com.br · verdazzo.com.br · Portal do Palestra
A resposta é simples: o Corinthians não quis pagar.
Rivaldo foi emprestado pelo Mogi Mirim ao Corinthians em duas rodadas de seis meses. Na primeira, foi bem e o empréstimo foi renovado. Na segunda, o rendimento no Campeonato Paulista de 1994 não impressionou, e o clube do Parque São Jorge desistiu de comprá-lo. O próprio jogador contou anos depois: “Fui seis meses emprestado, fui bem. Depois, na segunda vez que fui mais seis meses não fui tão bem, e foi aí que o Corinthians não quis me contratar.”
O Palmeiras aproveitou a oportunidade. Após o encerramento do empréstimo, o Mogi Mirim vendeu Rivaldo ao Verdão. Escalado na posição que queria — entre o ataque e o meio-campo — o resultado virou história.
Havia também uma dimensão humana na história que raramente é contada. O Corinthians havia vaiado Rivaldo quando ele ainda jogava pelo clube. O Palmeiras também o vaiou no início — a torcida o via como “jogador do Corinthians”. Foi Luxemburgo quem segurou o barco: “Vão te vaiar mais 45 minutos, pois eu não vou te tirar”, disse o técnico no intervalo de uma partida decisiva. Rivaldo nunca esqueceu.
Sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, Rivaldo rapidamente assumiu o papel de maestro do time. O Palmeiras de 1994 era uma máquina: Roberto Carlos na lateral esquerda, César Sampaio, Zinho, Edmundo, Evair — e Rivaldo conectando tudo isso.
Mantendo a base de 1993, porém ainda mais reforçado com a chegada de Rivaldo, o Palmeiras iniciou o torneio de maneira arrasadora — foram 9 vitórias e 1 empate nos 10 primeiros jogos. Era um time em outra dimensão.
Mas o momento que nenhum palmeirense vai esquecer veio em dezembro. Na primeira partida da final, disputada em 15 de dezembro no Estádio do Pacaembu, o Palmeiras derrotou o Corinthians por 3 a 1. Rivaldo marcou dois dos três gols palmeirenses. O detalhe que torna a cena ainda mais épica: ele estava marcando contra justamente o clube que o havia descartado meses antes.
No segundo jogo, em 18 de dezembro, com árbitro Márcio Rezende de Freitas, Rivaldo marcou o gol do empate por 1 a 1 que confirmou o bicampeonato. Três gols em duas finais contra o Corinthians. Ele mesmo descreveu: “Tive a sorte de fazer três gols no confronto, um deles o do empate na partida de volta. É algo de que os torcedores palmeirenses não se esquecem e vêm sempre falar comigo quando me encontram.”
Segundo dados compilados pelo Verdazzo, Rivaldo disputou 129 partidas pelo Palmeiras, com 81 vitórias, 26 empates e 21 derrotas, marcando 68 gols. Sua estreia foi em 14 de agosto de 1994, vitória por 4×1 sobre o Paraná Clube pelo Brasileirão. O primeiro gol veio em 21 de agosto, contra o Internacional. A última partida aconteceu em 19 de junho de 1996, derrota por 2×1 para o Cruzeiro.
O Palmeiras de 1996 foi um espetáculo. Rivaldo foi um dos grandes personagens da conquista do título paulista, numa campanha em que o clube marcou 102 gols com apenas uma derrota em todo o torneio. Foram 18 gols de Rivaldo só no estadual — a mais alta taxa de conversão de toda a sua carreira (aproximadamente 0,62 gols por partida). O São Paulo, vice-campeão, somou apenas 55 pontos contra os 83 do Palmeiras.
Mas os Jogos Olímpicos de Atlanta trouxeram uma consequência amarga. Uma falha nas semifinais contra a Nigéria gerou críticas intensas. Sob pressão, Rivaldo ficou um ano sem ser convocado para a Seleção Brasileira. Logo após Atlanta, deixou o Palmeiras e assinou com o Deportivo La Coruña. O Verdão havia lançado o futuro melhor do mundo para a Europa.
O que aconteceu depois é amplamente conhecido. No Deportivo, foram 21 gols em 41 partidas e o terceiro lugar na La Liga. Em seguida, o Barcelona — onde Rivaldo marcou 130 gols em 235 partidas ao longo de cinco temporadas. Em 1999, foi eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA e conquistou a Bola de Ouro da France Football. Em 2002, foi protagonista do pentacampeonato brasileiro na Copa do Mundo, encerrando uma carreira de 24 anos com 21 títulos e 417 gols.
Tudo começou no Palestra Itália.
Há três razões pelas quais essa passagem ocupa um lugar especial na memória do futebol brasileiro:
1. A vingança histórica. Rivaldo foi descartado pelo Corinthians, vendido pelo Mogi Mirim ao rival direto, e voltou para marcar três gols nas finais do Brasileirão 1994 contra o ex-clube — dois no primeiro jogo, um no segundo.
2. O contexto do time. O Palmeiras da Parmalat era uma seleção fantasiada de clube. Rivaldo estava cercado de Roberto Carlos, Zinho, Edmundo, Evair e César Sampaio. Mesmo assim, era ele o diferencial — o jogador que Luxemburgo usava para decidir.
3. O que veio depois. Rivaldo saiu do Palmeiras como um grande jogador brasileiro. Voltou da Europa como o melhor do mundo. O Verdão foi o laboratório onde aquele potencial foi descoberto e desenvolvido.
Rivaldo disputou 129 partidas pelo Palmeiras, com 81 vitórias, 26 empates e 21 derrotas. Sua estreia foi em 14 de agosto de 1994, contra o Paraná Clube, e sua última partida foi em 19 de junho de 1996, contra o Cruzeiro.
Rivaldo marcou 68 gols pelo Palmeiras em 129 partidas — média de 0,53 gols por jogo. Seu melhor momento individual foi o Paulistão de 1996, quando marcou 18 vezes.
Rivaldo conquistou o Campeonato Brasileiro de 1994 e o Campeonato Paulista de 1996 pelo Palmeiras.
O Palmeiras pagou cerca de R$ 2,4 milhões ao Mogi Mirim em julho de 1994 — valor equivalente a aproximadamente US$ 2,4 milhões à época, pela paridade inicial do Plano Real.
Logo após os Jogos Olímpicos de Atlanta de 1996, Rivaldo deixou o Palmeiras e foi contratado pelo Deportivo La Coruña, iniciando sua carreira europeia.
Após o Palmeiras, Rivaldo foi para o Deportivo La Coruña, marcou 21 gols em 41 jogos e se transferiu para o Barcelona. Em 1999, foi eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA. Em 2002, foi protagonista do pentacampeonato do Brasil na Copa do Mundo.









































