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·3 March 2026

Roberto Assaf: Feliz Natal, Flamengo!

Article image:Roberto Assaf: Feliz Natal, Flamengo!

Leonardo Jardim não era o técnico dos sonhos do torcedor rubro-negro. Todos falavam em outro português, Arthur Jorge, que acertou o Botafogo campeão brasileiro e sul-americano em 2024. Mas a surpreendente saída de Filipe Luis, que era esperada por mais de 70%, foi da maior importância, e a contratação de um técnico que não inventa a roda já foi um alento.

Difícil afirmar que ele organizará o time em uma semana. No entanto, creio que poderá dar um mínimo de padrão a uma equipe perdida no tempo e no espaço. Filipe escalava mal, substituía pior ainda e justificava de maneira soberana, como se fosse o dono absoluto da verdade. Do lado de fora – treinamentos e bastidores hoje são muitos mais fechados aos normais – fica complicado saber se havia entendimento entre CT, diretoria e atletas, mas os títulos perdidos recentemente, de forma bizarra, indicaram que havia muitos ruídos no processo.


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Leonardo Jardim, no Flamengo

Leonardo Jardim precisa, por ora, fazer apenas o simples que se viu em sua passagem no Cruzeiro, ou seja, montar um time que não permita os jogadores se confundirem no campo, e não lançar, a cada jogo, uma formação diferente, como Filipe insistia em por em prática no Flamengo. Vamos acabar com o excesso de toques de bola, sem objetivo, e criar mais conclusões a gol, para deixar os adversários mais preocupados. A saída do antigo do que chamavam de treinador pode ser o dia da liberdade, da mudança de cara da equipe recheada de craques que não correspondia.

Criticar a chegada do português – que aliás nasceu na Venezuela – neste momento seria uma insensatez. Vamos aguardar o Fla-Flu cheios de esperança no coração. Três de março. Feliz Natal para todos(3/3 éa data de Aniversário de Zico, o maior da história do club, o Deus Rubro-Negro. Assim, é Natal).

Crônica do 8 a 0

Esta crônica foi finalizada antes da demissão de Filipe Luís, que ocorreu cerca de 90 minutos depois da partida e logo após a coletiva do treinador.

O Flamengo fez o óbvio, goleando o Madureira, que é um simples sparring, por 8 a 0. Os vexames recentes não desapareceram. O que ocorreu diante do Lanús – e como se deu – é e será sempre um resultados mais bizarros de todos os 130 anos do clube. Um recado para deixar tudo claro e evidente: o Flamengo é – sim – obrigado a disputar todos os títulos. Hoje em dia, então, trata-se de situação indiscutível. O Flamengo tem dinheiro para contratar grandes jogadores e um técnico para dirigi-lo. O problema é que adquire atletas sem qualidade por fortunas e não possui um treinador capaz. O Flamengo só está na final porque a Portuguesa venceu o Nova Iguaçu por 1 a 0 na Ilha. Não esqueçam. O Flamengo mesmo enfiando sete no Madureira – que que teve 10 jogadores por uma hora – irrita bastante.

O futebol realizou um péssimo planejamento para início de temporada, lançando um dos piores times da caregoria Sub-20 das últimas cinco décadas e lançou o elenco profissional com rapidez para evitar o quadrangular da morte. Perdeu dois títulos, um deles internacional, para um clube médio da Argentina, dentro do Maracanã lotado, praticando um jogo abaixo de qualquer exigência, e teve a sorte de enfrentar o Madureira nas semifinais no Estadual.

Agora, a final

Nos últimos tempos, o Rubro-Negro virou freguês de caderno do Fluminense, e não pode ser derrotado ma decisão, mais uma vez, porque enfrentará um rival centenário, briga por mais um tricampeonato e o 40º Estadual de sua história. Se perder, a crise continuará, e a demissão do que chama de técnico será obrigatório. Prestem atenção: o Flamengo continua jogando um futebol confuso, sem posições definidas, com um treinador que insiste em escalar, substituir e justificar mal. Não há aqui críticas ao comportamento do cidadão fora de campo, na vida particular, e nem palavras grosseiras sendo dirigidas ao homem, mas sim à quantidade de bobagens que comete nas partidas. E não importa competição ou adversário.

Há atletas ruins que continuam atuando – Emerson Royal, Léo Ortiz e Samuel Lino são fraquíssimos – e que gozam da simpatia do comandante. O Fla-Flu é outra situação, bem distinta do que se viu hoje, e vencê-lo é – no quadro atual – absolutamente obrigatório. Diante da tragédia diante do Lanús, o Flamengo tratou de disfarçá-lo no momento propício. E o fez. Até Samuel Lino marcou! Mas não enganou ninguém. O Flamengo é obrigado a gnhar do Fluminense, ganhar o tri, mandar os medíocres embora e demitir o treinador. Com qualquer resultado. Campeão ou não.

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