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·23 June 2026

Roberto Martínez confirma ausência e atira: «Não espero receber rosas»

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Portugal está de volta a Houston para a segunda jornada da fase de grupos do Mundial 2026. Na conferência de imprensa de antevisão ao duelo com o Usbequistão, Roberto Martínez reconheceu a necessidade de melhorias lusas e confirmou a indisponibilidade de Tomás Araújo, titular frente à RD Congo.

Como o balneário lidou com os últimos dias?: «Para nós nada muda. É treinar bem, preparar os jogos, avaliar e analisar. Ser muito autocríticos. E foi o que fizemos. Vimos o que fizemos bem, o que não conseguimos executar, o porquê de não termos chegado ao último terço.


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É limpar o sentimento de raiva e tristeza, porque não atingimos o resultado que queríamos. O foco no balneário é total, o trabalho foi muito bom, e agora precisamos de melhorar tudo o que não conseguimos fazer no primeiro jogo. E a história no Mundial é essa. Portugal não é uma equipa que chega preparada para atingir objetivos, é uma equipa que precisa de autocrítica e crescer em momentos difíceis.»

Portugal vai atacar com mais gente?: «O Usbequistão tem uma estrutura muito boa, clareza, o treinador é muito experiente em Mundiais. É importante perceber o que podemos fazer com bola, como podemos criar vantagens táticas para encontrar os espaços certos. Esse não é um ponto fraco da nossa Seleção, pelo contrário. Mas no primeiro jogo houve muitos aspetos emotivos que fazem parte e não foi aquilo que queríamos.»

Portugal pode jogar com dois extremos interiores?: «Já jogámos com alas de pé trocado, podemos utilizar Nuno Mendes e Bruno Fernandes entrelinhas, Bernardo Silva, Félix, Trincão... Não é uma questão. O ponto forte é a nossa riqueza, temos muitas opções. Temos de escolher o momento do jogo, dos jogadores, as ligações, o trabalho que fazemos e, claro, o adversário.

Temos todos os jogadores aptos, menos o Tomás Araújo, que esteve condicionado a treinar individualmente e ainda não está apto. Mas depois deste jogo, penso que já poderá voltar. Temos 22 jogadores de campo, o Rúben Dias já voltou, e todos os guarda-redes estão preparados para ajudar. E isso é o que a Seleção faz muito bem: procurar duplas diferentes, ideias táticas diferentes e uma flexibilidade que permite utilizar perfis diferentes.»

O impacto da experiência de Rúben Dias: «O Rúben, sem estar em campo no primeiro jogo, também foi muito importante no processo. Temos seis capitães muito experientes. Foi difícil, o grupo sentiu raiva, mas todos os jogadores mostraram responsabilidade, ajudaram muito e focaram-se no que precisamos de fazer: chegar ao melhor nível o mais rápido possível.

Depois da fase de grupos é o momento de olhar para esses três jogos e ver onde estamos. Se esperamos entrar em campo e ganhar logo o jogo amanhã, acho que estamos no torneio errado.»

Ambiente está tenso na seleção?: «Não tive um jogo sem barulho desde o meu primeiro dia em Portugal. Já mostrámos que a equipa é experiente, focada e responsável e chegámos a um bom nível.  Aqui há muito barulho e faz parte. Para nós, o aspeto do ser humano é muito importante. É perceber quem está e quem não está com a Seleção. Mas o importante no balneário é mostrar atitude, ter autocrítica para melhorar e estarmos prontos.

Estamos focados, muito fortes e, agora, o grupo está mais unido do que antes de chegar. São já 22 dias de trabalho e o barulho não entra no balneário.»

Explicações para a irregularidade das exibições: «O campeão não ganha 3-0 em todos os jogos. O campeão do último Mundial perde o primeiro jogo e ganha, em 2010 a Espanha perde com a Suíça, há momentos em que vai a penáltis... O futebol são detalhes e pormenores.

É importante que a equipa trabalhe muito para poder ganhar nesses pormenores. Depois da experiência do primeiro jogo, a equipa está mais preparada agora para poder fazer isso. O Usbequistão é uma equipa que conhecemos bem. Durante o apuramento, fizemos jogos contra equipas semelhantes. Respeitamos muito o adversário, mas amanhã é ver como podemos ter o desempenho dos primeiros 20 minutos frente à RD Congo durante 90.»

O barulho incomoda?: «Quando não atinges o resultado é normal ter críticas. Não espero receber rosas depois de empatar o primeiro jogo. Mas há muito barulho que não é justo, que não é certo, e muitos aspetos que não fazem sentido. Mas isso não faz parte do nosso trabalho. É importante saber quem está com a Seleção e quem não está.»

Razões para as pequenas seleções surpreenderem: «Hoje em dia já não há surpresas. Hoje preparamos um jogo com tecnologia que nos permite ter todas as informações. Todas as equipas preparam muito bem os jogos. A nível tático, técnico, aproveitamento dos espaços, os momentos de finalização.

Quando as equipas conseguem manter o jogo com o plano que prepararam, tornam-se muito competitivas. Hoje toda a gente se prepara muito bem e todos os selecionadores trabalham muito bem (...) Olhar para os outros jogos? Não temos tempo. Se vir a imprensa portuguesa percebe que estamos sempre na praia.»

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