Jogada10
·7 June 2026
Romário dá nota “11 de 10” para carreira e se coloca como top-5 na história do futebol

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Romário voltou a colocar o próprio nome entre as cinco maiores referências da história do futebol mundial. Em entrevista, o ex-jogador se colocou ao lado de Pelé e Ronaldo como os principais personagens do esporte em solo nacional. O Baixinho ainda avaliou as chances do Brasil na Copa do Mundo e disse que o título pode “aliviar o clima de tensão política” no país.
“Pelé, Maradona, Messi, Cristiano Ronaldo, eu e Ronaldo. É isso. Eu me daria 11 de 10 como jogador”, avaliou o campeão mundial de 1994 ao The Guardian.
Ainda durante o papo, Romário comparou o cenário atual do país, inclusive pela desconfiança na Seleção, ao vivido no período da campanha do Mundial de 94. O Baixinho terminou a competição como melhor jogador do torneio à época.
“Estamos em uma situação muito parecida com a de 1994, em tudo. Politicamente falando, o país está uma bagunça. Há essa polarização entre esquerda e direita e a violência está alta”, e completou:
“Há muita notícia negativa em todas as partes do país. Estou dizendo isso por experiência pessoal porque vivi. Uma vitória do Brasil traria alívio e alegria para o nosso povo que está sofrendo. Tenho certeza de que isso vai aliviar as tensões no país. O título da Copa traz esperança de dias melhores. Eu realmente espero que o Brasil ganhe a Copa, mas vai ser muito difícil”.

Ex-atacante fala sobre a Seleção Brasileira em entrevista ao The Guardian – Foto: Reprodução
Além das projeções e análises, o ex-atacante ainda aproveitou a entrevista para rebater críticas que recebia ao longo da carreira — especialmente ligadas à postura nos treinos. Ele afirmou que ainda escuta com frequência opiniões sobre ter sido “preguiçoso”, mas defendeu que o desempenho em campo sustentava sua trajetória.
“Escuto que Romário era preguiçoso, que Romário não treinava do jeito que muita gente achava que deveria treinar. Mas eu fazia gols”, rebateu.
Questionado sobre o momento atual da Canarinho, Romário disse que o país segue formando jogadores de alto nível, mas vê dificuldade no rendimento desses atletas com a Amarelinha.
“O Brasil tem jogadores que vão bem nos clubes. Eles jogam muito bem na Premier League e em LaLiga. São ídolos nos times. Mas quando vestem a camisa do Brasil, não entregam. Espero que isso tenha ficado para trás e que eles consigam jogar pelo menos a 80% do nível que mostram nos clubes. Se conseguirem, o Brasil vai ter chance ”, afirmou.







































