AVANTE MEU TRICOLOR
·25 April 2026
Rui Costa defende torcida do São Paulo de acusações racistas, diz que sabia de reação por demissão de Crespo e justifica: “Divergência insuperável”

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Rui Costa tratou de apaziguar a situação com a principal aliada do clube, a torcida, e saiu em defesa dos tricolores na polemica questão em que alguns jornalistas levantaram a hipótese de racismo contra Roger Machado (veja aqui nossa opinião sobre o tema), que vem sofrendo fortes criticas nas arquibancadas e redes sociais.
O executivo de futebol do clube deu entrevista ao UOL publicada neste sábado (25) e defendeu sua torcida: “Não acho justo quando dizem que a torcida do São Paulo é racista. Quem fala isso não conhece o clube, sua história e seus ídolos”, afirmou Rui.
Entre outros temas, o homem forte do futebol tricolor revelou que já sabia da forte rejeição que a demissão de Crespo causaria, já que o treinador argentino liderava o Brasileirão e tinha grande carinho por parte da torcida, além de ser sempre muito honesta em suas respostas. No entanto, Rui Costa justificou revelando mais alguns motivos que levaram a saída de Hernán.
“Gostaria de sair em defesa do torcedor, porque as discussões acabaram ficando à flor da pele nos últimos dias e vimos muitas coisas serem ditas. Não acho justo quando dizem que a torcida do São Paulo é racista. Quem fala isso não conhece o clube, sua história e seus ídolos. Estamos falando de um dos clubes mais populares do país. Entendo que a chateação do torcedor tenha outras razões, ligadas aos momentos de dificuldade que o São Paulo atravessou nos últimos anos. Mas sabemos também que, independentemente das dificuldades, ficamos muito mais fortes ao lado deles”, disse Rui Costa.
“A torcida tem todo o direito de criticar os jogadores, corpo técnico e a diretoria. O que peço, humildemente, é que nos 90 minutos a arquibancada seja nossa aliada, como sempre foi. Após o jogo, acredito que qualquer manifestação sem violência seja válida“, completou.
“Quando tomamos a difícil decisão de encerrar o ciclo do Crespo, sabíamos que haveria uma reação, porque ele tinha afinidade com a torcida e os resultados das primeiras rodadas do Brasileiro eram positivos. Mas foi uma escolha técnica, baseada no que víamos no dia a dia, ao qual o torcedor não tem acesso total, e também a uma divergência insuperável de conceitos e propósitos”.
“Isso não muda o respeito que tenho pelo Hernán, com quem trabalhei em dois momentos distintos, com a conquista do Paulista de 2021. Mas entendemos que era o momento de mudar. Acreditávamos e continuamos acreditando que o São Paulo pode almejar coisas grandes, por maiores que sejam as dificuldades”.
“Ninguém fica feliz em demitir treinador, e comigo não é diferente. Respeito as críticas, sei que vou ser cobrado se não der certo, faz parte do meu trabalho. Quero dizer apenas que a troca foi por convicção, pensando no São Paulo. Temos o objetivo constante de evoluir e trabalhamos arduamente para isso todos os dias”.
“Sem dúvidas, eu trabalho para o São Paulo Futebol Clube e meu único compromisso é dedicar-me ao máximo para que o processo evolua constantemente. Roger Machado não está aqui por uma questão de amizade ou afinidade, a vinda do treinador foi uma escolha estritamente profissional. A única vez que estive na casa do Roger foi há mais de dez anos, quando fechamos a contratação para o comando técnico do Grêmio. Ele nunca foi à minha casa, não conhece meus filhos. Temos uma relação de trabalho excelente, assim como eu tenho com outros treinadores”.
“Ele não está aqui porque é meu amigo, nunca contratei e nem contratarei profissionais pelo vínculo pessoal. Ele está aqui porque conhece futebol, tem uma longa trajetória como treinador, goza do respeito da diretoria e dos atletas pelo que faz no dia a dia. A minha relação com o Roger Machado é similar com os vínculos que eu tenho com outros profissionais com quem trabalhei aqui, como o caso do Rogério Ceni, Hernán Crespo, Dorival Jr., Zubeldía, Carpini, entre outros”, finalizou o diretor tricolor.
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