Sai do Benfica para o FC Porto e admite: “Fico muito contente por poder representar o Clube do meu coração” | OneFootball

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·7 July 2026

Sai do Benfica para o FC Porto e admite: “Fico muito contente por poder representar o Clube do meu coração”

Article image:Sai do Benfica para o FC Porto e admite: “Fico muito contente por poder representar o Clube do meu coração”

Beatriz Carvalho chegou ao FC Porto com a idade como nota de rodapé e a ambição em primeiro plano. A guarda-redes de 17 anos falou da ligação afetiva ao emblema azul e branco, do desejo de crescer sob o comando de Daniel Chaves e das metas que já carrega para esta nova etapa. Pelo meio, apresentou-se sem rodeios e garantiu: “Vou dar tudo”.

No arranque de um novo capítulo na equipa de futebol feminino do FC Porto, Beatriz Carvalho deixou uma mensagem de entusiasmo desarmante e convicção serena. O nome completo ainda se estreia neste patamar, mas a ideia que atravessa as suas palavras é simples: há gratidão pela oportunidade, orgulho em vestir as cores do clube e a noção de que este passo pede trabalho, aprendizagem e personalidade.


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Confrontada com o significado imediato da mudança, a jovem guardiã falou do salto que acaba de dar e da forma como o recebeu. Sem encenar prudências, assumiu a surpresa e a felicidade por chegar tão cedo a este nível.

“É um passo muito bom, não esperava chegar tão cedo a este patamar, mas estou muito confiante, muito contente e muito grata por me terem dado esta oportunidade.”

O tom é revelador de quem entra de olhos bem abertos no novo contexto, sem esconder a dimensão do momento. Mais do que celebrar a chegada, Beatriz Carvalho fixou desde logo a responsabilidade que vem com ela.

Quando falou da relação com o clube, a resposta ganhou uma dimensão íntima. Não foi apenas uma apresentação formal: foi também uma declaração de pertença.

“Eu sou portista, a minha família toda é portista e fico muito contente por poder representar o Clube do meu coração, meu e da minha família inteira.”

A guardiã explicou ainda o que a fez aceitar o desafio e colocou a decisão no lastro de crescimento recente do emblema azul e branco.

“Aceitei o convite por tudo o que o FC Porto conquistou nestes dois anos, e ainda tem muito para conquistar daqui para a frente.”

Há aqui um traço claro de identificação emocional, mas também de confiança no caminho do projeto. Beatriz Carvalho chega com o coração comprometido, sem perder de vista a ideia de futuro.

A idade, inevitavelmente, entrou na conversa, e a guarda-redes tratou o tema com maturidade. Em vez de a usar como escudo, apresentou-a como argumento para aprender.

“Espero aprender muita coisa, no fim de contas só tenho 17 anos e vou trabalhar com pessoas bem mais velhas do que eu, com quem tenho muito para aprender e para sair daqui ainda melhor do que já sou.”

Depois, ao ser desafiada a explicar o que acrescenta ao grupo, foi direta e objetiva, como quem sabe que a competição também se constrói nos detalhes do treino.

“Comigo vai aumentar a competitividade no plantel, principalmente entre as guarda-redes.”

É uma forma madura de se posicionar: com humildade para crescer e, ao mesmo tempo, com a confiança necessária para reclamar espaço. Nesse equilíbrio entre aprendizagem e afirmação percebe-se a matriz com que quer entrar no balneário.

Nos objetivos, Beatriz Carvalho não fugiu à palavra ambição. Falou da estreia, falou da Liga BPI e falou também do título, sem alargar o discurso para além do essencial.

“O objetivo é conseguir estrear-me no FC Porto e na Liga BPI, acho que é um objetivo muito bom para quem tem apenas 17 anos.”, afirmou. “E ser campeão pelo FC Porto, claro.”

A referência à estreia mostra prudência competitiva; a menção ao topo expõe a fome de quem não chega apenas para assistir. A meta individual e a coletiva surgem coladas, como costuma acontecer em quem quer crescer depressa dentro de um projeto maior.

Houve também espaço para revisitar um momento marcante diante do FC Porto, ainda do lado oposto, no primeiro clássico entre as equipas femininas de FC Porto e Benfica. A recordação mistura nervosismo, receio e a sensação de ter respondido à altura.

“Lembro-me de muita coisa. No início estava um pouco nervosa, afinal aquele era o primeiro clássico da história entre as equipas femininas do FC Porto e Benfica.”, recordou. “Quando me disseram que ia jogar, fiquei com medo do que pudesse acontecer, mas entrei e acho que fiz um bom jogo. Defendi muito, principalmente na segunda parte, mas foi um bom jogo. Nós não pensávamos que o FC Porto desse tanto trabalho, mas deu-nos muito trabalho mesmo.”

O episódio ajuda a compor o retrato competitivo da guarda-redes: alguém que reconhece o medo, mas não se esconde dele. E, ao lembrar a dificuldade que o FC Porto impôs nesse jogo, reforça também a ideia de exigência que agora a passa a enquadrar por dentro.

Na adaptação ao novo ambiente, a presença de uma cara conhecida pode ter peso. Beatriz Carvalho falou de Mariana Queirós com naturalidade e sublinhou a afinidade já construída na seleção.

“Já tenho alguém com quem conversar. Dou-me muito bem com a Mariana e também estou muito feliz por isso.”

É um detalhe pequeno, mas raramente irrelevante num processo de integração. Entre a novidade do contexto e a juventude da jogadora, essa ponte emocional pode ajudar a tornar mais leve a entrada no grupo.

Quando a conversa passou para a origem da escolha pela baliza, a resposta devolveu-a ao ambiente familiar. A posição, percebe-se, não foi acaso nem capricho passageiro.

“O meu pai também foi guarda-redes e desde pequenina sempre quis ser guarda-redes, nunca quis jogar noutra posição.”

Essa herança reapareceu logo a seguir, quando lhe pediram referências entre os postes. E, mesmo com nomes grandes na resposta, a hierarquia afetiva ficou definida sem hesitação.

“O meu pai, o Diogo Costa e o Rui Patrício. Mas a maior de todas é mesmo o meu pai.”

O retrato ganha coerência: a vocação nasceu cedo, foi alimentada em casa e hoje chega ao mais alto nível do clube que sempre sentiu como seu. Há influência técnica, claro, mas há sobretudo uma raiz emocional muito nítida nesta escolha.

No momento de se descrever, Beatriz Carvalho resumiu o perfil com a mesma frontalidade com que encarou o resto da conversa. Sem ornamentos, deixou a sua própria definição competitiva.

“Acho que sou uma guarda-redes muito comunicativa, que vai a tudo, que nunca desiste e muito aguerrida dentro de campo.”

É uma autoimagem que combina bem com o discurso anterior: entrega, coragem e presença. Num posto onde a personalidade pesa tanto como a técnica, a forma como se apresenta diz quase tanto como aquilo que promete fazer.

A seleção apareceu como outro eixo central das suas ambições. Beatriz Carvalho falou do significado de representar Portugal e da vontade de chegar ainda mais alto nesse percurso.

“Significa muito, Portugal é o meu país e também quero chegar ao mais alto nível na seleção. Espero conseguir conquistar muitas coisas na seleção, porque ainda há muito para conquistar.”

Questionada sobre o que representa ser chamada, fez a ligação direta entre rendimento no clube e reconhecimento internacional.

“É reflexo do trabalho que faço no clube, onde demonstro que consigo estar na seleção. Jogar por Portugal representa muito para mim.”

Também aqui o discurso se mantém coerente: a seleção surge como consequência do trabalho diário e como horizonte de crescimento. O sentimento patriótico está lá, mas sempre preso à ideia de mérito e evolução.

Na mensagem final aos adeptos, a nova guarda-redes deixou a promessa mais simples e talvez a mais importante. Não falou em atalhos, apenas em entrega e ambição.

“Vou dar tudo, vou ser muito feliz aqui e espero conquistar muitas coisas pelo FC Porto.”

É uma despedida que fecha o círculo aberto no início: gratidão pela oportunidade, identificação plena com o clube e vontade de transformar entusiasmo em rendimento. Para Beatriz Carvalho, a chegada ao FC Porto é ao mesmo tempo sonho assumido e ponto de partida.

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