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·15 March 2026

Savarino pede passagem: atuação contra o Remo reforça que venezuelano merece mais espaço no Fluminense

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A vitória do Fluminense por 2 a 0 sobre o Clube do Remo trouxe uma constatação clara, quando Jefferson Savarino começa jogando, o ataque tricolor ganha outra dinâmica.

Escalado entre os titulares, o venezuelano foi um dos jogadores mais participativos da equipe. Não fez gol nem deu assistência, mas teve influência direta na construção ofensiva e ajudou o time a controlar o jogo no Mangueirão.


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Não foi por acaso.

Savarino oferece algo que o elenco do Fluminense não tem em abundância: criatividade entre linhas e tomada de decisão rápida no terço final.

Não é ponta tradicional, e isso muda o jogo

Quem espera ver Savarino colado na linha lateral talvez esteja olhando para o jogador da maneira errada.

O venezuelano é meia de origem, mas pode atuar aberto pelos dois lados ou centralizado, algo que o técnico Luis Zubeldía valorizou ao pedir sua contratação. A ideia era justamente ter um jogador capaz de atuar nas três posições atrás do centroavante.

Na prática, isso significa que Savarino raramente fica preso na ponta. Ele:

  • aproxima dos meias
  • circula pelo corredor central
  • troca posições no ataque
  • cria superioridade numérica no meio

Foi exatamente isso que aconteceu contra o Remo. Partindo da esquerda, ele se movimentou constantemente para dentro e se aproximou de Lucho Acosta, criando linhas de passe e ajudando o Fluminense a manter posse no campo ofensivo.

A conexão com Lucho muda o patamar criativo

A parceria entre Savarino e Lucho Acosta começa a dar sinais claros de que pode se tornar uma das principais armas do time.

Nos jogos contra Palmeiras e Remo, as duas partidas em que começaram juntos, o Fluminense apresentou um ataque mais associativo e criou mais oportunidades. Houve troca constante de posição, aproximação curta e aceleração nas transições ofensivas.

O próprio Acosta já destacou essa sintonia.

Segundo o argentino, os dois têm “boa conexão” em campo, justamente porque compartilham características parecidas: gostam de driblar, finalizar e encontrar o último passe.

Na prática, isso gera algo que faltou em alguns momentos do time na temporada passada, criatividade centralizada e imprevisibilidade no último terço.

A disputa por posição: Canobbio ou Serna?

Hoje, Savarino disputa espaço com dois titulares consolidados.

De um lado está Agustín Canobbio, ponta de grande intensidade física, forte na recomposição e um dos jogadores que mais ajuda defensivamente no setor ofensivo.

Do outro está Kevin Serna, artilheiro do Fluminense na temporada e peça importante pela agressividade no ataque.

São perfis bem diferentes, e isso explica o dilema de Zubeldía.

Canobbio entrega intensidade e equilíbrio defensivo.Serna oferece profundidade e gols.

Savarino, por sua vez, traz algo que nenhum dos dois entrega na mesma medida: organização ofensiva e criatividade.

Onde ele encaixa melhor?

O encaixe mais natural parece ser pela esquerda, função que ele já exerceu em diferentes momentos da carreira.

Partindo daquele lado, Savarino consegue:

  • cortar para dentro
  • aproximar de Lucho
  • finalizar de média distância
  • servir o centroavante

Além disso, o corredor pode seguir sendo ocupado pelo lateral, algo comum no modelo de jogo de Zubeldía.

Mas há outra possibilidade interessante: um ataque mais móvel, com Savarino e Lucho alternando posições por dentro e pelos lados.

Esse tipo de movimentação foi justamente o que marcou a melhor fase do venezuelano no futebol brasileiro, quando teve liberdade para circular no ataque e participou diretamente de muitos gols em 2024.

Um reforço que aumenta o repertório

A contratação de Savarino teve um objetivo claro, melhorar a produção ofensiva do time.

O venezuelano tem boa finalização, visão de jogo e capacidade de decisão, características que a comissão técnica buscava para elevar o nível criativo da equipe.

E quando entra em campo, isso aparece.

A atuação contra o Remo reforça uma impressão que cresce jogo após jogo, Savarino pode não ser o jogador mais físico do ataque, mas é um dos que melhor entende o jogo.

Num time que valoriza circulação de bola e inteligência posicional, isso pesa.

A disputa por posição no ataque do Fluminense é forte. Canobbio e Serna vivem bons momentos e não perderam espaço por acaso.

Mas Savarino mostrou que tem argumentos para entrar nessa briga.

Seja pela versatilidade, pela criatividade ou pela conexão com Lucho Acosta, o venezuelano começa a deixar claro que não veio apenas para compor elenco.

Ele veio para jogar.

E, se mantiver o nível das últimas atuações, a pressão por uma vaga entre os titulares tende a crescer.

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