AVANTE MEU TRICOLOR
·30 March 2026
SE DEPENDER DO PRESIDA… Massis se posiciona e diz que votará pela expulsão de Mara Casares e Douglas Schwartzmann

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·30 March 2026

O presidente do São Paulo, Harry Massis, não se omitiu e se posicionou a favor da expulsão de Mara Casares e Douglas Schwartzmann, após recomendação feita pelo Comitê de Ética do nesta segunda-feira (30).
A recomendação pede que ambos sejam afastados de seus postos de diretores após terem sido flagrados em áudio vazado negociando a venda de um camarote institucional no Morumbi para um show da cantora colombiana Shakira, em março do ano passado.
Em nota emitida à imprensa já pela tarde, Massis foi direto e apoiou a decisão avaliada pela comissão são paulina.
“Meu voto será a favor da expulsão. Se a Comissão de Ética recomendou esta decisão, tenho plena confiança na investigação do órgão e acredito que é o melhor para a instituição. Diariamente, estamos trabalhando para mudar o futuro do São Paulo Futebol Clube e esta é mais uma medida importante”, declarou o mandatário tricolor.
“Na minha gestão, honestidade e integridade são valores inegociáveis e lutarei a qualquer custo para tornar o clube mais transparente e respeitoso com os nossos torcedores”, completou o presidente.
O presidente do Conselho Deliberativo do Tricolor, Olten Ayres de Abreu, tem agora o prazo de até cinco dias para solicitar a realização de reunião do órgão que irá votar sobre a recomendação. A previsão inicial era de que a Comissão de Ética emitisse seu parecer na última quinta-feira (26), mas um prazo maior foi pedido, usando como pretexto a necessidade de maior avaliação do caso “por conta de sua complexidade”.
Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR revelou, a tendência era mesmo que a dupla recebesse a pena máxima. Pressionados pela torcida e por sócios, que chegaram a realizar uma ‘pizzada’ dentro do clube como forma de protesto (relembre clicando aqui), até mesmo integrantes do órgão próximos de Douglas e Mara andaram anunciando voto favorável pela expulsão.
Mara não faz mais parte da vida política são-paulina. Além do cargo de diretoria de eventos, abdicou também de sua cadeira no Conselho Deliberativo. Schwartzmann, ex-diretor da base, saiu do cargo administrativo, mas se manteve como conselheiro.
A ex-mulher do ex-presidente Julio Casares é quem mais vem enfrentando problemas com as investigações policiais. No final do mês passado, um caderno apreendido na casa de Rita de Cássia Adriana Prado, uma das protagonistas do escândalo, deu novos contornos às autoridades.
Embora o conteúdo esteja sob sigilo, investigadores apontam que as anotações ajudariam a detalhar o funcionamento do esquema e indicam que ao menos um camarote do São Paulo era desviado de forma sistemática.
A operação foi conduzida pela 3.ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Desmanches Delituosos (Dicca) e também teve como alvos Schwartzmann, ex-diretor-adjunto das categorias de base, e Mara Casares, ex-mulher do ex-presidente Júlio Casares e então diretora feminina, cultural e de eventos.
O caderno apreendido traria mais elementos sobre a engrenagem que sustentava o esquema, que pode ter duração maior do que se supunha inicialmente. “Os documentos arrecadados autorizam visualizar a gravidade dos fatos e a extensão dos fatos, inclusive a abrangência temporal, muito mais tempo que se imaginava”, afirmou o promotor José Reinaldo Carneiro Guimarães, ressaltando que a investigação ainda não está concluída.
Na residência de Mara, a polícia ainda apreendeu R$ 28 mil em espécie e um computador, além de documentos considerados importantes para o avanço do inquérito. Por meio de nota, o São Paulo declarou que “é vítima neste caso e vai contribuir com as autoridades na investigação”.
Paralelamente, o jornal ‘O Estado de S. Paulo‘ apurou que os negócios envolvendo Adriana e Mara no clube aconteceriam ao menos desde 2023. Atualmente licenciada da diretoria, Mara teria atuado em parceria com Adriana na intermediação da venda de espaços e ingressos para jogos e shows no Morumbi, além de outros eventos do São Paulo.
A defesa de Mara afirma que ela mantém colaboração irrestrita com as autoridades e que a lisura de seus atos será comprovada. A linha do tempo traçada por polícia e Ministério Público indica que a atuação conjunta das duas não se limitou ao camarote 3A no show da cantora Shakira, citado no áudio divulgado em dezembro.
Fontes ouvidas pelo periódico relatam a presença de Adriana como intermediária ainda em 2022. A própria Adriana reúne trocas de mensagens e e-mails com diretores do clube e teria procurado opositores de Casares para negociar o material.









































