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·28 May 2026

Segundo encontro do GT das Categorias de Base reúne clubes, federações e especialistas

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O Grupo de Trabalho (GT) das Categorias de Base do Futebol do Brasil se reuniu nesta quinta-feira (28) na sede da CBF. O segundo encontro do GT tratou da regulação de agentes, do desenvolvimento do futebol feminino, do modelo de clubes formadores e do calendário de competições.

Ao abrir a reunião, o diretor executivo de Gestão da CBF, Helder Melillo, lembrou que esse é o terceiro GT criado pelo presidente Samir Xaud, desde que ele assumiu o comando da CBF há um ano - os outros dois são sobre Fair Play Financeiro e arbitragem.


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“Essa gestão tem sido marcada pelo diálogo sobre o que precisamos enfrentar de problemas estruturais no futebol. Daqui saem ações que vão permear nosso trabalho por anos”, adiantou Helder Melillo.

Felipe Silva, presidente do GT e da Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF), agradeceu a presença de representantes da CBF, dos clubes e das federações estaduais, além de especialistas: “Essa construção coletiva vai promover mudanças importantes nas competições e seleções da base”.

Os resultados dos investimentos no futebol feminino de base

A evolução do futebol feminino nos últimos anos prova a importância do investimento e do trabalho integrado nas categorias de base. “Até 2024, poucas federações promoviam torneios sub-17, e hoje mais de 22 federações fazem competições da categoria”, exemplificou a gerente de Competições Femininas da CBF, Aline Pellegrino.

Ela lembrou que as mudanças começaram com a alteração do Estatuto da FIFA, em 2016, que trouxe o tema da igualdade de gênero. De lá para cá, a entidade tem atuado com as filiadas em pilares como aumentar o número e a qualidade de jogadoras e competições, comunicar e comercializar o futebol feminino e aumentar a presença de mulheres em cargos de liderança.

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Aline Pellegrino apresenta números do futebol femininoCréditos: Luciana Vermell/CBF

O Brasil, apesar dos desafios, apresenta resultados significativos: em quatro anos, o número de jogadoras profissionais registradas praticamente quintuplicou, saltando de 214 em 2022 para 1.058 em 2026.

O gerente das Categorias de Base da Seleção Feminina, Gabriel Mastrodomenico, complementou, ressaltando que, das 26 atletas convocadas recentemente para os amistosos da seleção principal, 24 passaram pelas categorias de base. Um aproveitamento de 92,3%, que só não foi maior, porque a primeira convocação de seleção de base feminina aconteceu em 2002, com o sub-19.

“Temos gerações de jogadoras que não tiveram a oportunidade de vestir a camisa brasileira na base. E contamos com os clubes, porque é um processo, o investimento não resolve o problema nem dá retorno imediato, os resultados são de médio e longo prazo”, observou.

A presidente fundadora do Minas Brasília Futebol Feminino, Nayeri Albuquerque, e a gerente de futebol feminino do Internacional, Renata Armiliato, apresentaram os cases dos clubes e falaram sobre a relevância de a atleta estar no centro do processo, com melhores condições de treinamento e das competições.

Consultas sobre agentes e calendário de competições

Desde a criação do GT, em fevereiro, a CBF promoveu duas consultas, uma sobre a proposta de regulação de agentes de futebol e outra sobre o calendário de competições.

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Integrantes do GT propõem soluções Créditos: Luciana Vermell/CBF

O presidente da CBF Academy, Tiago Pereira, detalhou as principais demandas levantadas sobre a regulação dos agentes e os prazos para que o Regulamento da CBF passe a vigorar a partir do ano que vem. João Paulo Di Carlo, coordenador Jurídico na CBF, adiantou que o regulamento terá um Código de Ética e Conduta.

Sobre o calendário das competições, o diretor de Competições da CBF, Julio Avellar, mostrou os resultados da consulta e ouviu os questionamentos e as sugestões de federações e clubes.

As atividades do segundo encontro do GT incluíram ainda uma dinâmica em grupos para propostas de problemas estruturais da base, realizada pelo consultor Diogo Matos. O CEO da Youth Football Management falou sobre clubes formadores ao lado de Ênio Gualberto, diretor de Registro, Transferência e Licenciamento da CBF; e Augusto Oliveira, presidente do Movimento dos Clubes Formadores.

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