Portal dos Dragões
·12 May 2026
Sérgio Conceição usa Pinto da Costa para expor o que falhou no AC Milan

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Sérgio Conceição deu uma longa entrevista à edição desta terça-feira do jornal italiano La Repubblica, na qual explicou os motivos da curta passagem pelo AC Milan, entre dezembro de 2024 e junho de 2025, período em que registou 16 vitórias, cinco empates e dez derrotas em 31 jogos oficiais, com uma Supertaça de Itália conquistada pelo meio.
“Jogávamos de três em três dias, e treinávamos em jogo. Muitos vídeos e pouco trabalho em campo. Mas eu não me estou a queixar. Quando eu assinei, conhecia o calendário. Ainda assim, foram seis meses positivos. Alcançámos duas finais. Perdemos uma, é verdade, para poderia ter corrido de maneira diferente”, começou por afirmar.
“Não é fácil ser treinador do AC Milan. É uma equipa historicamente habituada a disputar temporadas de altíssimo nível e a vencer finais da Liga dos Campeões. Ao mesmo tempo, o momento era complicado”, acrescentou, antes de fazer um paralelismo com a realidade que viveu ao serviço do FC Porto, entre 2017 e 2024.
“Ganhei muito, lá, mas era diferente. Tive um presidente [Jorge Nuno Pinto da Costa] que estava no cargo há décadas e que se retirou como o mais titulado do mundo. O clube era bem estruturado e organizado. A transição não foi fácil. No AC Milan, depois da vitória na Supertaça, bastou um empate com o Cagliari para que começassem a circular rumores sobre quem iria ocupar o meu lugar, e ninguém os desmentiu”, completou.
Quanto à relação com os jogadores, o atual treinador do Al-Ittihad Jeddah referiu: “Eu frequentei balneários durante 25 anos, e sei que o ambiente instável também os afeta. Não era fácil jogar com os adeptos a abandonarem as bancadas. E, nas redes sociais, aquilo que se dizia de nós chegou aos jogadores. Precisávamos de uma grande proteção por parte do clube”.
Sérgio Conceição falou depois sobre a forma como o filho, Francisco Conceição, tem vindo a destacar-se na Juventus, orientado pelo técnico italiano Luciano Spalletti: “Tenho orgulho dele, tal como tenho dos meus outros filhos, ainda que não joguem na Serie A. Spalletti está a fazer um ótimo trabalho, com ele e com o plantel”.
“Somos diferentes. Eu sou destro, ele é canhoto. Eu deslocava-me para a ala para cruzar, ele desloca-se para o meio para rematar. Aquilo no qual me revejo é que tem um belo caráter. Nunca está satisfeito, quer melhorar a cada dia. É tão ambicioso como eu, mesmo tendo nascido numa situação desconfortável”, apontou.
“Tal como todos os outros, e como eu, em primeiro lugar, ainda precisa de evoluir. Jogador com bons jogadores ajuda”, concluiu, a propósito do avançado de 23 anos de idade, que soma quatro golos e outras tantas assistências em 40 jogos esta época, e que tem os olhos postos na convocatória de Roberto Martínez para a participação de Portugal no Campeonato do Mundo.







































