Sete nomes em quatro anos: Chelsea vira máquina de moer técnicos | OneFootball

Sete nomes em quatro anos: Chelsea vira máquina de moer técnicos | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: oGol.com.br

oGol.com.br

·23 April 2026

Sete nomes em quatro anos: Chelsea vira máquina de moer técnicos

Article image:Sete nomes em quatro anos: Chelsea vira máquina de moer técnicos

O Chelsea demitiu seu segundo treinador nesta temporada - algo bastante atípico no futebol europeu - e vive uma crise profunda na reta final da temporada. Liam Rosenior resistiu pouco mais de três meses, com 23 jogos em 106 dias no comando do time azul de Londres, atual campeão do mundo e que corre risco de ficar de fora de competições continentais na próxima temporada. 

Foi em maio de 2022 que os Blues saíram das mãos de Roman Abramovich e foram adquiridos por Behadad Eghbali e Todd Boehly em um negócio de 4,25 bilhões de libras (mais de R$ 28,6 bilhões na atual cotação). Em menos de quatro anos, já foram investidos cerca de 1,5 bilhão de libras (R$ 10,1 bilhões) em contratações, e o clube virou uma máquina de moer treinadores. 


OneFootball Videos


Thomas Tuchel, campeão da Liga dos Campeões em 2021 com o Chelsea, foi demitido no fim dos primeiros 100 dias da nova gestão. Veio então Graham Potter, que resistiu por sete meses antes de ser substituído interinamente por Frank Lampard, que terminou aquela temporada com uma vitória em 11 jogos. Do terceiro lugar na Premier League alcançado dias antes da mudança de gestão, a equipe caiu para a 12ª posição na liga local.

A temporada seguinte foi sob o comando de Mauricio Pochettino, que deixou o clube em comum acordo após apenas um ano, ficando em sexto no Campeonato Inglês. Veio Enzo Maresca e comandou o clube na conquista da Conference League e depois no primeiro Mundial de Clubes. E isso lhe rendeu apenas seis meses de paciência numa temporada de altos e baixos. 

Calum McFarlane foi o interino por dois jogos até a chegada de Rosenior e vai voltar ao banco de reservas até o fim desta temporada, que pode ter ainda o título da Copa da Inglaterra. Ou seja, em quatro anos, foram cinco treinadores efetivos e dois interinos, sendo um com duas passagens. 

Sobre o futuro, alguns nomes são especulados, como o de Xabi Alonso, ex-Real Madrid, Cesc Fabregas, que vem fazendo um trabalho de destaque no Como, e Andoni Iraola, que deixará o Bournemouth no fim da temporada. Resta saber não apenas quem será o escolhido da direção, mas quem vai se arriscar em águas tão revoltas.

Sem direção?

Recentemente o Chelsea anunciou ter sofrido o maior prejuízo pré-taxas na história da Premier League, acumulando um déficit de 262 milhões de libras (R$ 1,76 bilhão) na temporada 2024-25. Isso aconteceu apesar do clube ter declarado que tinha conquistado a segunda maior receita de sua história, arrecadando 490,9 milhões de libras (R$ 3,3 bilhões) neste mesmo período.

Dentro de campo também existem algumas dúvidas sobre a montagem do elenco. Trata-se de um grupo jovem, com apostas valorizadas, como é o caso de Estêvão, e sem um jogador sequer acima dos 28 anos - idade do goleiro Robert Sánchez e do defensor Rosin Adarabioyo, os mais experientes do grupo. 

Recentemente, em entrevista ao L'Equipe, o norte-americano Todd Boehly, contou sobre "processo" que levou-o a contratar o espanhol Marc Cucurella por 65 milhões de euros junto ao Brighton. Era a primeira janela de transferências que passou no comando da equipe e seu "método" foi pouco ortodoxo.

"Me vi preso como diretor esportivo interino durante todo o verão, sem a menor ideia do que definia um bom jogador de futebol. Mas eu sabia que se o Manchester City queria Marc Cucurella, eu também o queria. Era simples assim", contou.

Paul Winstanley e Laurence Steward assumiram a função na direção de futebol pouco tempo depois, e Boehly, que também é coproprietário do Los Angeles Lakers, da NBA, e do Los Angeles Dodgers, da MLB, voltou a ter apenas o papel de dono do time londrino.

View publisher imprint