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·4 August 2026
STJD converte suspensão de Maurício em advertência, e meia não desfalca o Palmeiras

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·4 August 2026

Jogador recebeu pena mínima de um jogo pelo lance contra Cacá, do Vitória, mas suspensão foi transformada em advertência pela Segunda Comissão Disciplinar
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) converteu em advertência a suspensão de um jogo aplicada ao meia Maurício, do Palmeiras. O jogador foi julgado nesta terça-feira (4) pelo lance envolvendo o zagueiro Cacá, do Vitória, durante partida do Campeonato Brasileiro.
Com a decisão, Maurício não precisará cumprir suspensão e continua à disposição de Abel Ferreira para os próximos compromissos da equipe. O primeiro deles será diante do Fortaleza, nesta quarta-feira (5), às 21h30, na Arena Pantanal, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil.
O Palmeiras venceu o confronto de ida por 3 a 0 e pode perder por até dois gols de diferença para garantir a classificação. Maurício participou da vitória no Nubank Parque e poderá ser novamente utilizado no duelo decisivo.
O meia foi denunciado com base no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata da prática de jogada violenta e prevê suspensão de uma a seis partidas.
Durante o julgamento, o relator Luiz Gabriel Batista Neves considerou que Maurício deveria ter sido expulso no lance. Por isso, o jogador não foi absolvido: recebeu a pena mínima de uma partida, posteriormente convertida em advertência por ser primário.
A decisão foi tomada pela Segunda Comissão Disciplinar do STJD e ainda é de primeira instância, podendo ser levada ao Pleno do Tribunal.
O episódio aconteceu aos 27 minutos do primeiro tempo da vitória do Palmeiras por 4 a 0 sobre o Vitória, no dia 29 de julho, no Barradão.
Durante uma disputa de bola, Maurício atingiu Cacá na região do rosto. O árbitro Alex Gomes Stefano marcou a falta e aplicou cartão amarelo ao palmeirense. O lance foi analisado pela equipe responsável pelo VAR, mas a decisão de campo foi mantida.
Posteriormente, a Procuradoria do STJD considerou que poderia ter ocorrido um “notório equívoco” da arbitragem e apresentou a denúncia contra o jogador do Palmeiras.
A defesa sustentou que o árbitro avaliou a jogada dentro de campo, marcou a infração e aplicou uma punição disciplinar. Segundo o clube, portanto, não existiria o erro evidente necessário para justificar uma nova análise do lance pela Justiça Desportiva.
Antes do julgamento, o Palmeiras publicou uma nota oficial contestando a denúncia contra Maurício e cobrando maior uniformidade nos critérios adotados pela Procuradoria.
O clube argumentou que situações semelhantes não receberam o mesmo tratamento em outras partidas do Campeonato Brasileiro.
Um levantamento do Portal do Palestra identificou 49 ocorrências registradas nas súmulas com o mesmo código utilizado no cartão de Maurício, envolvendo 46 atletas diferentes. Entre esses casos, apenas o palmeirense acabou denunciado.
O próprio jogador também havia se manifestado sobre o processo. Em entrevista após a vitória sobre o Fortaleza, Maurício afirmou que não teve intenção de machucar Cacá e destacou seu histórico disciplinar.
Cacá, expulso após uma entrada em Jhon Arias, também recebeu uma partida de suspensão convertida em advertência.
Já o lateral Luan Cândido, que recebeu cartão vermelho por fazer um gesto insinuando roubo da arbitragem, foi punido com uma partida. Como já cumpriu a suspensão automática, não terá um novo jogo acrescentado à pena.
Com o desfecho do julgamento, o Palmeiras mantém Maurício entre as opções para a sequência da temporada e, especialmente, para o confronto que definirá a classificação às quartas de final da Copa do Brasil de 2026.
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