Central do Timão
·4 August 2026
Técnico do Corinthians explica alterações e avalia derrota da equipe contra o Internacional na ida da Copa do Brasil

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·4 August 2026

Na noite do último domingo (2), o Corinthians enfrentou o Internacional, no Estádio Beira-Rio, em confronto de ida das oitavas de final da Copa do Brasil de 2026, e foi superado por 2 x 0. Atual campeão da competição mata-mata nacional, o Timão contará com o fator caso no segundo jogo para reverter a vantagem do time colorado.
Instantes depois do apito final, o técnico Fernando Diniz concedeu entrevista coletiva à imprensa e fez uma análise da derrota diante do time gaúcho, afirmando que, no primeiro tempo, a equipe controlou o jogo. O comandante do Timão também explicou algumas alterações na etapa final, como as entradas de Jesse Lingard e Allan para as saídas de André Luiz e Gustavo Henrique. Além disso, falou sobre as lesões de Zakaria Labyad, Yuri Alberto, utilização de Gui Negão e a confiança por permanência de Memphis Depay.

Foto: Reprodução/Central do Timão
Confira abaixo as respostas do técnico Fernando Diniz em entrevista coletiva:
Avaliação da derrota e substituições de André Luiz e Gustavo Henrique
“Eu acho que no primeiro tempo, embora você ache que foi distinto, o resultado acaba camuflando muito as visões do que foi a partida. A gente teve um domínio do jogo, mas a gente podia ter acelerado muito mais o jogo, jogar mais pelos lados, chegar com mais gente na área e finalizar mais. No começo do segundo tempo, acho que foi o nosso melhor momento do jogo. A gente começou a jogar mais pelos lados, preencher mais a área, terminar com mais velocidade nas jogadas.”
“E aí, depois o André saiu, o Lingard já entrou e quase que imediatamente a gente tomou dois gols, um em cima do outro. E aí o jogo muda de configuração, deixou o jogo ficar muito picado. Principalmente depois, a bola não andava, não rolava e foi meio conivente com isso. Essa foi a minha visão da partida. Eu acho que a gente tinha que, no primeiro tempo, já ter jogado de uma maneira mais acelerada e com mais agressividade. E no segundo tempo, a gente voltou melhor.”
“Aí depois que a gente tomou o segundo gol com as mexidas, e falamos já do Gustavo Henrique, o Gustavo tinha tomado o cartão amarelo na hora do pênalti e a gente ia jogar mais em cima e ficar mais exposto. Então é uma maneira também dele ter o jogador exposto ali. O André que sai com uma lesão no olho, numa entrada do Alan Patrick, uma dividida.”
Explica a substituição de André Luiz por Jesse Lingard
“A intenção foi ter um jogador, como tinha o Caio César do lado direito, ter o Linga do lado esquerdo. Como foi o Zakaria contra o Remo e esse jogo que passou também, porque a gente tinha que terminar as jogadas mais pelo lado. A gente não estava com o Bidon, poderia fazer, e a posição do Bidon é oito.A mesma posição do André de origem, camisa oito. Então a intenção foi abrir mais o campo e ter um jogador com um grau de ofensividade maior. Foi isso.”
Utilização de Gui Negão e Pedro Raul
“Aquilo que tem acontecido nos treinamentos, o que aconteceu na semana, ele (Gui Negão) acabou sendo um pouco prejudicado, e pela minha chegada ele estava machucado. Depois, quando ele voltou, o time já vivia um bom momento e ele foi tendo poucas oportunidades. Mas ele não estava treinando pior do que os outros. É uma questão de opção. Nada impede também do Pedro Raul jogar na quinta-feira. Ele também teve um problema de lesão na véspera do jogo, contra o Athletico Paranaense, que ele sentiu púbis. E ele teve uma questão de opção para jogar na quinta-feira. Hoje eu achei que era o que o jogo pedia, um jogador que tinha algumas características, em algumas coisas lembro o Yuri Alberto, um jogador que ataca espaço, que se dedica muito também na marcação, que preenche bem a área, que está sempre incomodando. E ele (Gui Negão) procurou fazer o melhor hoje no jogo e contribuiu da maneira dele.”
Confiante na reversão do resultado e otimismo em contar com Memphis Depay nas próximas semanas
“Obviamente que não é uma situação fácil, a reversão, mas a gente tem que acreditar e procurar fazer o nosso melhor. A gente já fez ótimas partidas em casa, com volume importante de ataque, e o mínimo que a gente tem que fazer é acreditar. Se a gente não acreditar, não teríamos chance de reverter. Então, tem que acreditar, o time tem potencial para fazer, mesmo sabendo que o Ita tem um grande time, um time bem treinado, mas a gente tem que acreditar até o final e nós temos que fazer o nosso melhor daqui até o final do jogo de quinta-feira. Algumas vezes você já falou sobre esse problema de tentar preencher mais a área.”
Cogita testar outras alternativas contra o Internacional no jogo de volta da Copa do Brasil? e necessidade de continuar evoluindo ofensivamente
“Eu acho que a gente terminou o jogo hoje de uma maneira positiva, no sentido de ter mais pressão, mais presença na área. A gente teve chance, pelo menos, de fazer um gol, quando ele fez uma grande defesa, em um dos lances, e tivemos um pênalti muito claro que não foi marcado. Então, a gente teve o volume, depois que a gente tomou os dois a zero com as mexidas, a gente soube se lançar mais na frente e jogamos de uma maneira mais compacta. Embora a gente tivesse colocado o time mais para a frente, a gente não ficou exposto.”
“Então, a gente teve a área mais preenchida. A questão não é só ter o jogador contra o Remo, contra o Grêmio aqui, contra o Peñarol em casa. A gente fez jogos com bastante ataque pelos lados e com bom preenchimento de área. Isso é uma coisa que a gente foi melhorando com o tempo. Hoje, no primeiro tempo, faltou bastante. Contra o Remo não faltou, contra o Grêmio aqui também não faltou isso, mas hoje, principalmente no primeiro tempo, faltou a gente preencher mais a área.”
Peso dos desfalques do Corinthians para o duelo contra o time colorado, lesão de Yuri Alberto, desfalque de Labyad, Memphis Depay e confiança no elenco
“Eu espero, sinceramente, que a gente consiga dar conta, confiar nos jogadores. Essa questão só teria o futuro que vai dizer, só o tempo que vai dizer. Eu acho que a gente tem condições de se ajudar e buscar soluções com o que a gente tem e conseguir fazer boas partidas e conseguir continuar de uma maneira positiva na temporada. Não estou falando especificamente do jogo de hoje, da maneira como o time vinha vindo.”
“Não adianta a gente ficar olhando para trás, os jogadores machucar, ninguém queria. Todo mundo sabe que o jogador do Yuri Alberto, um dos principais atacantes do Brasil, a gente jamais queria que tivesse acontecido, mas aconteceu. O Labyad estava vivendo o melhor momento dele no Corinthians, machucou. A gente espera que dê tudo certo para o Memphis chegar e entrar em forma rapidamente para poder nos ajudar. Mas não adianta a gente achar que ficar olhando no retrovisor daquilo que já aconteceu. Eu acredito muito no potencial do grupo. A gente tem tudo para achar boas soluções e caminhar bem. Eu não tenho essa informação com precisão ainda. Ele (Yuri Alberto) teve uma lesão muscular, a lesão muscular sempre requer cuidado.”
Prazo de volta de Yuri Alberto?
“Eu não tenho o tempo exato de lesão e também não sei se o departamento vai.. porque se fala que é um tempo muito grande, depois se recupera antes. A lesão muscular tem um prognóstico por conta da lesão, mas tem a recuperação muito específica de cada jogador. Então é muito difícil fazer prognóstico. Eu espero que o Yuri volte o quanto antes, porque ele é um jogador que ajuda muito o time em muitas questões.”
Gols sofridos estão relacionados com a entrada de Jesse Lingard?
“Isso é uma briga que eu tenho muito com vocês. O que teve a ver o gol com a entrada do Lingard? Porque senão a gente fica discutindo nesse vazio. E se tivesse entrado e o Lingard tivesse feito dois cruzamentos e saído o gol… Não é uma coisa específica. Isso é um tipo de análise que a gente atrasa muito a discussão no futebol brasileiro. O Lingard pode ter errado na substituição. Eu não estou defendendo ou deixando de defender isso.”
“É uma questão que os gols não têm sentido absolutamente nenhum. O Lingard já entrou aqui do lado esquerdo. A gente fez uma pressão boa na frente. O goleiro chutou. Aí o Gustavo Henrique errou quase todas as bolas do jogo. Nessa bola o cara raspou e a gente demorou para retornar. Aí virou um escanteio. Aí o escanteio, o cara bateu o escanteio mal. A bola veio baixa. Aí foi tudo confuso. Aí tirou, ali, espanou a bola. O cara acertou o chute que não estava programado nada para ele fazer aquele chute.”
“E logo depois de um minuto, um minuto e meio, teve um pênalti e a gente ficou com dez caras dentro da área. Então não tem absolutamente nada a ver o André ter saído e o Lingard ter entrado. É fazer uma associação muito pequena. É como aquelas coisas assim. O time toma dois gols seguidos aos 47 segundos do tempo. Logo o time cansou e a preparação física está ruim. Essas alusões que às vezes as pessoas fazem de uma maneira simples acabam mais desenformando e poluindo a cabeça do torcedor do que informando. Não estou falando que a substituição foi boa ou foi ruim. Isso a gente pode discutir.”
“É perder o meio do campo. Os caras começaram a jogar muito dentro.Foi isso. Depois que o jogo mudou, depois que tomamos os gols, o jogo ganha outra característica. Aí acontece outras coisas. Fica um pouco mais nervoso, quer sair um pouco de trás com muita velocidade e o time acaba ficando mais descoordenado. Então não dá nem muito para fazer uma análise. Se entra o Lingard e depois de um tempo a gente vê como o jogo vai fluir e não acontece nada, a gente não cria mais chances. Se fica mais um tempo, mais 15, 20 minutos 0 a 0, a gente poderia fazer uma análise. Essa análise não tem muito sentido de fazer. Associação só se fosse um lance de sorte. O cara acabou de entrar, pisou no campo e tomamos dois gols. E se fosse assim, tomamos o gol bem ali onde o André especificamente estaria. Nem isso teve. Foi uma coisa assim, uma casualidade. Não dá para a gente fazer essa análise dessa maneira. Essa é a minha opinião.”
Meio-campo não ficou exposto com as alterações?
“Não abri o meio, não deixei ninguém jogar no meio. O Bidon é camisa 8. O Bidon é 8, ele não é atacante. Ele joga ali, mas ele é 8. Não tirei, não deixei sem ninguém. Eu não coloquei um atacante, não coloquei um língua de 8. Coloquei o Bidon de 8. Eu não acho que aconteceu isso. Aconteceu, foi um descompasso, a gente perdeu um pouco de organização depois que tomou o gol, e logo depois que tomou o segundo, e foi isso que aconteceu.”
“Do mesmo jeito, posso fazer uma análise reversa. Depois eu tirei o Gustavo Henrique. Se eu tivesse tirado o Gustavo Henrique, se eu tivesse tomado o terceiro gol, eu ia falar que tirou o Gustavo Henrique. Tirar o Gustavo Henrique foi ruim para o time? A gente atacou mais, preencheu mais a área, a gente ficou menos exposto ao contra-ataque. Porque foi isso que aconteceu depois que o Gustavo Henrique saiu, que o time ficou mais para frente. Essa é uma análise para ser feita.”
“Se a gente ficar analisando o resultado de jogo, aí não dá. O que você acha? Por que o time ficou mais exposto ainda? Aí sim, eu tirei um zagueiro, botei o Raniele, coloquei o Allan, coloquei o Matheus Pereira, que é um segundo volante meia, mais para frente, e o time ficou, teria que ter ficado mais exposto. E não ficou, o time ganhou mais organização, ganhou mais ritmo e conseguiu ter mais chances de chegar no ataque e ficou menos exposto, porque ficou um pouco mais organizado.”
“Mas não dá para a gente fazer esse tipo de análise igual foi feita do Linga, quase que uma coisa supersticiosa. Se fosse para a gente ter perdido o meio, teria perdido o meio depois. Isso também falando do Ranieri, o Ranieri é um jogador que joga de volante, mas a origem dele, como jogador, é zagueiro. Também ali não tem uma grande improvisação. Por isso que ele joga o jogo bem, quando ele jogou bem na quinta-feira, hoje, quando foi para zagueiro, jogou bem de novo. Ele é um jogador que conhece muito bem a posição, jogador rápido, jogador grande, jogador que tem boa técnica.”
“Então essa é a análise do jogo. Se a gente discutir o futebol só pelo prisma, de que ganhou, a gente fica justificando por que ganhou o jogo, depois que ganhou, saiu os gols, foi uma associação sempre fácil, sempre simples, aí o time fica no mesmo lugar. Não acho que o time piorou, piorou, mas piorou sim porque tomou os gols. Aí tomou o gol e perdeu um monte de coisa. Não foi, sinceramente, porque o Ingrid entrou e o André saiu.”
Próximo compromisso
O Corinthians retornará aos gramados na próxima quinta-feira (6), às 20h (de Brasília), na Neo Química Arena, para enfrentar o Internacional, pelo duelo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil de 2026. Caso queira ter chances de avançar às quartas de final, terá que vencer ao menos por dois gols de diferença para levar a disputa para as penalidades máximas. Em caso de triunfo por três gols, o Timão se classificará diretamente.
Até o momento, o clube do Parque São Jorge soma R$ 5 milhões em premiações na Copa do Brasil, sendo dois pela participação na quinta fase e três por ter conquistado a vaga nas oitavas do torneio mata-mata nacional ao eliminar o Barra-SC vencendo os dois jogos por 1 x 0, com gols de Jesse Lingard e Yuri Alberto.







































