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·2 April 2026

Técnico do Sub-20 do Corinthians comenta impacto de substituições por lesão em derrota no Brasileirão

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  1. Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão

O Corinthians, ao longo da tarde da última quarta-feira (1), recebeu o Fortaleza, no Estádio Alfredo Schürig, Fazendinha, em partida válida pela quarta rodada da primeira fase do Campeonato Brasileiro Sub-20, e foi derrotado pelo placar de 1 x 0. O Timãozinho, com o resultado, acabou caindo da quarta para a segunda colocação da competição nacional com sete pontos – duas vitórias, um empate e uma derrota – nove gols marcados e quatro sofridos.

Logo após a partida, em entrevista aos jornalistas presentes na zona mista, o técnico dos Filhos do Terrão, William Batista, comentou sobre o impacto da substituição do trio de meio-campo por lesão (Caraguá, Luiz Gustavo Bahia e Gui Amorim), processo de aprendizagem mesmo com as derrotas, ressaltou as qualidades de João Vitor ‘Jacaré’ e Luiz Fábio ‘Favela’, utilização do meia Dieguinho em amistoso, reforços para a categoria e qualidade dos goleiros da base corinthiana.


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Foto: Rodrigo Gazzanel/Agência Corinthians

Confira abaixo as respostas do treinador:

O quanto interferiu as substituições de Caraguá, Luiz Gustavo Bahia e Gui Amorim na estratégia de jogo

“Acho que perder um jogador no primeiro tempo a gente tem planejado, mas a gente nunca espera. Isso já mexe um pouco com a dinâmica, você perde uma substituição e um tempo de troca. E a gente fez essa [Luiz Eduardo por Gui Amorim] no primeiro tempo e depois vai para o intervalo. A gente vai sabendo que tinha que fazer uma, que era do Bahia. E aí no retorno, o campo, a gente vê que o Caraguá também talvez não ia suportar o segundo tempo. A gente tem que trocar ele. E a gente se deparou com o meio de campo todo trocado no início do segundo tempo. Eu até acho que a gente voltou bem, a gente tem volume de chances perto do último terço, apesar de não serem tão contundentes. O goleiro deles fez alguma defesa difícil? Não.”

“Mas a gente passou a ter um pouco mais de volume do que a gente teve no primeiro tempo, porque a gente não foi tão brilhante no primeiro tempo, como a gente vinha sendo em outros jogos. E acho que os jogadores que estão no banco precisam estar preparados, precisam estar prontos para as oportunidades, ainda mais tratando de um sub-20, como é o nosso caso. Torcer agora para não ser nada, vai ter o exame do Amorim, vai ter o exame do Bahia também. O Caraguá foi uma paulistinha, mas foi forte, então acho que preocupa um pouco menos. Pra gente ver o que vai acontecer no próximo jogo, que já é na terça-feira, com o Botafogo no Rio.”

Como Gui Amorim após substituição por lesão

“Ele assustou, me parece que o joelho deu uma estralada, mas nos primeiros testes foi tranquilo, aparentemente. É óbvio que tem que esperar o exame e a ressonância para ver o que de fato foi. Torcer para não ter sido nada grave, porque o Amorim é um jogador talentoso, um jogador importante para nós, importante para o clube. A gente ficou um pouquinho mais tranquilo num primeiro momento, pelo teste clínico parecer que não foi tão grave. Mas tem que aguardar agora o exame amanhã cedo para ver de fato o que aconteceu.”

Processo de aprendizagem com as derrotas na base

“Eu acredito que eles são muito talentosos, todos eles. O Amorim é muito talentoso, o Nicolas muito talentoso, o Iago muito talentoso. Acho que o grande desafio meu é fazer eles olharem para o talento com muito esforço. E são coisas que eles conseguiram oferecer para a gente nos três primeiros jogos do Brasileiro, contra a América, Bahia fora e o Grêmio fora. E a gente precisa ter consistência nisso. Um grande talento que se esforça, acho que ele é maximizado naquilo que ele tem de bom. E esse é o meu grande desafio. Eles têm feito coisas boas no dia a dia, os três primeiros jogos foram bons. Hoje acho que a gente podia ter sido mais competitivo, nesse nível, como equipe num todo. Aquilo que a gente apresentou nos três primeiros jogos, que a gente fez 7 pontos em 3 jogos, foi muita disposição, foi muita entrega, foi aquilo que é a cara do Corinthians.”

“Hoje, infelizmente, a gente oscilou um pouco nisso. E no futebol de alto nível, que é o Brasileiro Sub-20 da Série A, se você oscila um pouco e o adversário não, talvez o adversário tenha alguma oportunidade. No meu caso, hoje, infelizmente, o Fortaleza acabou aproveitando. A gente tem que tirar isso como lição, como você disse, para que nos próximos momentos a gente consiga ter um embalo de fato dentro da competição e que acumule vitórias seguidas, jogos sem perder, e a gente não fique três jogos com vitórias e empates, aí perde no quarto. Eu acho que a minha média está quase que isso. Eu fiz 13 jogos e tenho três derrotas, então eu perco um jogo a cada quatro jogos. E eu quero que esse aproveitamento aumente. Ele é até mais alto que os dois anteriores que passaram aqui. Mas eu acho que o Corinthians pode mais do que isso.”

Importância de João Vitor ‘Jacaré’ e Luiz Fábio ‘Favela’ para o Sub-20

“São dois jogadores que têm boa qualidade física, o Jacaré muita velocidade, muita força, muita intensidade, tem boa capacidade de ganhar duelo, o Luiz Fábio é um centroavante parecido. Ele é muito rápido, ele ganha muito duelo, ele pressiona bem a defesa adversária. É um cara que tem facilidade em incomodar os zagueiros. É óbvio que a gente precisa desenvolver coisas junto deles, tanto do Jacaré quanto do próprio Favela, para a gente tentar entregar eles ainda melhor do que eles estão, para que quando eles tenham a oportunidade de entrar dentro do campo e representar o Corinthians. Eles terem todas essas competências que eles já têm e ter outras coisas. Ter um passe mais refinado, a finalização um pouco melhor, para que eles encantem a nossa Fiel Torcida. Eles têm coisas que a torcida corinthiana gosta, tem muita raça, muita entrega, muita disposição. E aí a lucidez é importante para juntar tudo isso e entregar bons jogadores. Um bom centroavante e um bom lateral direito também para o futuro do nosso clube.”

‘Descida’ de Dieguinho, que está integrado ao profissional, para jogar amistoso contra o Audax no Sub-20

“O Dieguinho é uma pessoa super do bem, um cara muito tranquilo, um cara que gosta do treino, gosta do jogo, ele é apaixonado pelo que ele faz, então fica fácil de lidar com ele. Porque ele gosta, né? E quem gosta, quem é apaixonado pelo jogo, igual ele é pelo treino, fica simples de fazer o melhor dele, como foi legal ter ele no amistoso contra o Audax. É um jogador de muito talento. Foi a primeira vez que eu tive um contato mais próximo dele, foi bem legal. Tem a conversa da comissão do Dorival com ele também, então isso fica bem aliado para ele descer motivado, descer mobilizado. É legal que a gente conseguiu dar ritmo para ele. Ele hoje está convocado para o jogo contra o Fluminense, no Rio. Então acho que de alguma maneira a gente conseguiu ajudar nesse ritmo de jogo do Dieguinho.”

Reforços contratados para a categoria Sub-20 do Corinthians – João Vitor (lateral-esquerdo), Yago Melo (zagueiro), Levy Dias (zagueiro), Zé Antônio (zagueiro), Christian Oliveira (meio-campo) e Ryan Evaristo (atacante)

“O João tem boa formação no Athletico Paranaense, então é um jogador que a gente percebe que tem conteúdo. Ele tinha uma minutagem muito alta lá, ele foi titular quase que durante todo o ano, desde o sub-17 no Atlético Paranaense. Isso nos chamou a atenção, é importante ter minutagem para chegar no Corinthians e conseguir performar. É um cara de 2007, então ele tem mais dois anos praticamente no sub-20 do Corinthians. A gente precisava de um jogador na posição onde estava só com o Pires e o Luca, que é um 2008, faltava um 2007. Os que vieram do Flamengo tem bom lastro. O Levi tem bom lastro. O Levi foi capitão ano passado no Sub-17 da equipe deles. O Yago Melo foi capitão há dois anos no Sub-17, ou seja, a gente tem os dois últimos capitães do Flamengo no 17, tanto na geração 2007, que é o Yago Melo, quanto a 2008, que é o Levi. E o Christian é um cara que teve convocação para a seleção no Sub-15. Ele teve uma lesão no joelho na época, e isso atrapalhou ele um pouco na sequência lá dentro do clube. Ele está recuperado, então são jogadores que encorpou o nosso elenco, tem nos ajudado no dia a dia, e a gente conta bastante com eles para a temporada. E é legal que a gente conseguiu trazer jogadores contratados com o nível que é a exigência do Corinthians, e a gente precisava, então foi bem legal da parte de scout do pessoal do clube.”

Oportunidade para Pietro e qualidade dos goleiros da base do Corinthians – vem sendo convocados para Seleção Brasileira de base

“O Corinthians está bem servido. Tem muitos goleiros talentosos. O (Gustavo) Milani (Sub-17) é talentoso, o Matheus Alemão (Sub-15) é muito talentoso, o Matheus é muito talentoso. Enfim, tá lá o (Felipe) Longo e o Kauê, que também são talentosos. O Nicolas (Sub-20), que tá machucado também, é muito bom goleiro. É uma pena que ele esteja machucado, pelo quanto ele trabalha. E o Pietro (Sub-20) teve a chance hoje e ele foi muito bem. Eu acho que de uma ou outra coisa positiva talvez que a gente tenha hoje, o Pietro é uma coisa muito positiva. Acho que ele fez um jogo seguro, fez um jogo bacana de assistir, é um cara que merece pelo quanto ele trabalha. E acho que o Corinthians fica bem servido. E é bom para a gente que dá confiança, independente de quem esteja no jogo, a gente vai estar bem servido. Teve o Milani que jogou o primeiro jogo, matou os outros dois. Hoje jogou o Pietro. Então, o Corinthians tem três goleiros convocados para a seleção: Hugo, Matheus Alemão, Milani. Então, espero que daqui a pouco tenha mais. Acho que é bom para o clube.”

Próximo compromisso

 Buscando se reabilitar na competição, o clube do Parque São Jorge retornará aos gramados na próxima terça-feira (7), às 19h (de Brasília), no Nilton Santos, diante do Botafogo, pela quinta rodada da primeira fase do Brasileirão da categoria.

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