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·23 May 2026

“Tenho um orgulho imenso neste grupo”, sublinha Daniel Chaves após a final perdida frente ao Valadares

Article image:“Tenho um orgulho imenso neste grupo”, sublinha Daniel Chaves após a final perdida frente ao Valadares

Daniel Chaves terminou a final da Taça AF Porto com um discurso de derrota no resultado, mas não na análise ao encontro. Depois do desaire do FC Porto frente ao Valadares Gaia, o treinador da equipa de futebol feminino destacou a falta de eficácia, defendeu o domínio portista e enquadrou tudo no fecho de uma época exigente. No meio da frustração, deixou ainda um elogio claro ao balneário azul e branco e garantiu: “tenho um orgulho imenso neste grupo”.

No balanço de uma final pesada no marcador, mas mais rica na forma como foi disputada no relvado, Daniel Chaves manteve-se fiel a uma ideia que atravessou toda a sua leitura: o FC Porto foi penalizado pelo que não conseguiu concretizar. Entre a amargura de um 3-0 e a convicção de que a equipa se impôs durante largos períodos, o técnico procurou separar o resultado da exibição e valorizar o percurso de um grupo que considera em evolução.


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Instado a resumir o jogo, Daniel Chaves foi objetivo e baseou a sua análise na produção ofensiva desperdiçada, na forma como o adversário explorou as transições e num desfecho que, na sua perspetiva, castigou em excesso a equipa portista.

“Faltou a bola entrar na baliza adversária. É difícil perder no final de um jogo que dominámos e em que o adversário só teve duas ocasiões de golo, porque o terceiro foi um autogolo nosso.”, lamentou. “O primeiro golo também posso dizer que surge de um fora de jogo claro, que influencia o desfecho uma vez mais, mas não quero estar a falar da arbitragem.”

O treinador explicou depois onde, para si, esteve o verdadeiro ponto de decisão da final: na incapacidade para travar dois lances de transição e, acima de tudo, na falta de acerto junto da baliza contrária.

“Os dois golos surgem em duas transições, um aspeto em que o adversário é muito forte, e nós não conseguimos controlar os princípios básicos do corredor, acabando por sofrer dois golos num jogo que dominámos completamente. Tivemos sete ocasiões claras de golo dentro da área, algumas delas de baliza aberta em que era só encostar, mas faltou eficácia.”, explicou. “É a isso que temos de nos agarrar, assim como a todo o trajeto que fizemos, à época desgastante que tivemos e à forma como jogamos com o Valadares Gaia hoje. Chegar aqui e dominar um jogo contra o Valadares é difícil, basta vermos o primeiro jogo que fizemos contra elas e a forma como hoje nos impusemos. Acima de tudo, a falta de eficácia ditou o resultado. É ingrato para mim estar a dizer que dominei o jogo após um 3-0, mas isto foi o resumo do jogo.”

Nas palavras do treinador, houve uma tentativa evidente de resgatar a substância por trás da imagem final. O marcador pesa, mas Daniel Chaves preferiu sublinhar a resposta competitiva da equipa, insistindo na ideia de que o encontro teve mais camadas do que o resultado seco sugere.

Quando o olhar se virou da final para o que se segue, o técnico abriu espaço à reflexão interna, sem perder de vista a ambição de crescimento. A mensagem surgiu com exigência, mas também com reconhecimento pelo percurso da equipa ao longo da época.

“Vamos fazer avaliações internas para percebermos o quanto podemos crescer. Nós queremos crescer, queremos ser uma equipa dominante e isso obriga-nos a dominar outras questões do jogo. Jogar em bloco alto contra equipas da Liga BPI não é fácil, mas vamos pensar. Temos tempo.”, afirmou. “Acima de tudo, quero dar os parabéns às minhas atletas pela época que fizeram, tenho um orgulho imenso neste grupo. Crescemos muito, temos uma equipa dentro e fora de campo e é isso que me agarra. O resto é o resto e só vem depois de terminarmos esta época.”

Neste fecho, Daniel Chaves deixou menos a dor imediata da final e mais a marca de uma época levada até ao limite. Entre a exigência de querer mais e a valorização de um grupo que, nas suas palavras, se uniu dentro e fora de campo, ficou a imagem de uma equipa que termina ferida no resultado, mas não abalada na convicção.

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