Times brasileiros que têm patrocínio de Casas de apostas — Clubes, Valores e Impacto Econômico | OneFootball

Times brasileiros que têm patrocínio de Casas de apostas — Clubes, Valores e Impacto Econômico | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Mantos do Futebol

Mantos do Futebol

·25 February 2026

Times brasileiros que têm patrocínio de Casas de apostas — Clubes, Valores e Impacto Econômico

Article image:Times brasileiros que têm patrocínio de Casas de apostas — Clubes, Valores e Impacto Econômico

2

Você vai descobrir quais times brasileiros exibem marcas de casas de apostas e por que esses acordos viraram parte central do futebol nacional. Atualmente uma parcela significativa dos clubes das séries principais tem patrocínios de casas de apostas, com contratos que vão do patrocínio máster no uniforme a parcerias comerciais mais amplas.


OneFootball Videos


Ao longo do texto, será mostrado quem são os principais clubes envolvidos, como esses patrocínios influenciam finanças e visibilidade dos times, e quais tendências e desafios emergem desse relacionamento entre apostas e futebol. Isso ajuda a entender o cenário atual e o que esperar nas próximas temporadas.

Os maiores clubes do país recebem aportes financeiros significativos de marcas de apostas, com contratos máster e secundários que aparecem nas camisas, no material de treinamento e em ativações digitais. Valores reunidos por essas parcerias ultrapassam centenas de milhões de reais por temporada e afetam orçamento e visibilidade dos clubes.

Vários clubes da Série A exibem marcas de apostas como patrocinadores principais. Exemplos citados na imprensa incluem Corinthians (Esportes da Sorte), Fluminense e São Paulo (Superbet), Palmeiras (Sportingbet), Cruzeiro e Vasco (Betfair) e Grêmio e Internacional (Alfa).

Esses acordos muitas vezes são contratos máster que aparecem na frente da camisa, trazendo impacto direto na receita comercial dos clubes.

Clubes maiores costumam negociar bônus por metas esportivas, exposição em mídia e ativação para sócios.

Reportagens apontam que, coletivamente, as quatro maiores operadoras chegam a investir mais de R$530 milhões por temporada em clubes, embora valores variem por contrato e duração.

Times de divisões inferiores e clubes regionais também firmaram parcerias relevantes com casas de apostas. A presença se estende à Série B, C e a clubes tradicionais que buscam receitas fora dos grandes mercados.

Marcas como Betano, Bet7k e Esportes da Sorte aparecem em contratos com clubes menores e médias equipes, oferecendo patrocínios de camisa e acordos de combustível comercial.

Esses contratos normalmente têm valores menores que os da elite, mas podem incluir combinações de pagamento fixo, comissões sobre novos cadastros e ações de marketing local.

A adoção generalizada segue mudanças regulatórias que facilitaram a entrada das operadoras no futebol brasileiro.

Patrocínios de casas de apostas trouxeram aportes financeiros significativos e maior exposição de marca para os clubes. Esses contratos afetaram receitas operacionais, orçamentos de elenco e a percepção pública das equipes.

Geração de receitas para os times

As receitas diretas vêm principalmente de contratos máster exibidos no peito das camisas, acordos de naming rights e ativações digitais. Clubes da Série A chegaram a fechar contratos que variam de dezenas a centenas de milhões de reais por temporada, permitindo pagamentos imediatos e parcelas anuais que melhoram o fluxo de caixa.

Alguns fecham com casas de apostas, onde o valor a ser recebido varia, assim como o resultado do jogo do bicho de hoje.

Esses valores foram utilizados em contratações, quitação de dívidas e investimentos em infraestrutura, como centros de treinamento e categorias de base. A dependência crescente também expõe os clubes a riscos: redução de patrocínios — observada entre 2025 e 2026 em vários times — pode gerar déficits orçamentários e necessidade de readequação salarial.

Principais efeitos financeiros:

  • Aumento do orçamento de futebol em clubes médios e grandes.
  • Melhor capacidade de negociação por desempenho e premiações.
  • Exposição a volatilidade do mercado de apostas e mudanças regulatórias.

Valorização das marcas dos clubes

A presença contínua das marcas de apostas nas camisas ampliou alcance de audiência nacional e internacional. Transmissões, mídias sociais e campanhas de marketing das casas de apostas elevaram a exposição dos clubes para públicos fora das bases tradicionais de torcedores.

Essa visibilidade tende a valorizar direitos de transmissão e licenciamento de produtos oficiais. Por outro lado, a associação com apostas altera a percepção de patrocinadores institucionais e pode restringir parcerias com marcas que evitem esse setor. Alguns clubes ajustaram suas estratégias de comunicação para mitigar riscos reputacionais, adotando políticas de jogo responsável e segmentação de público nas ativações.

A presença das casas de apostas trouxe fluxos financeiros significativos e riscos operacionais para clubes e competições. Esses acordos mudaram a receita de muitos times, ao mesmo tempo em que colocaram em evidência questões de regulação e integridade.

Desde a lei de regulamentação das apostas, clubes da Série A e B passaram a receber contratos multimilionários que frequentemente aparecem como patrocínios máster nas camisas. Em 2025, 18 dos 20 clubes da Série A tinham casas de apostas como patrocinadoras principais, e a soma dos contratos ultrapassou a casa do bilhão de reais em alguns relatórios do setor.

Esse dinheiro aumentou a folha salarial, permitiu contratações e melhorou infraestrutura para muitos times que enfrentavam déficits. Ao mesmo tempo, surgiu dependência financeira: cortes ou retrações do mercado de apostas em 2026 já geraram preocupação sobre sustentabilidade de orçamentos baseados majoritariamente nesses contratos.

Regulamentação e perspectivas futuras

A regulamentação trouxe transparência e permitiu a entrada de operadores maiores no futebol, mas deixou lacunas sobre limites de exposição de marcas e mecanismos de proteção ao consumidor. Autoridades preveem regras mais rígidas sobre publicidade durante transmissões, patrocínios em categorias juvenis e mecanismos de compliance para prevenir manipulação de resultados.

Clubes e federações precisam adaptar contratos para cenários voláteis e criar políticas internas de governança. Ferramentas de monitoramento de integridade, cláusulas contratuais de contingência e diversificação de receitas surgem como respostas práticas para mitigar riscos regulatórios e de reputação.

View publisher imprint