Calciopédia
·17 April 2026
Todo dia um 7 a 1: o Bologna foi humilhado pelo Aston Villa no agregado e caiu na Liga Europa

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·17 April 2026

Sem choro nem vela. O Bologna foi atropelado pelo Aston Villa em Birmingham, perdeu por 4 a 0 no Villa Park e fechou as quartas de final da Liga Europa com um duro (e, para o olhar brasileiro, fatídico) 7 a 1 no placar agregado, que deixou rastro de humilhação na queda dos rossoblù. O time de Vincenzo Italiano pouco competiu, repetiu os erros da ida e se despediu de forma amarga, com poucas respostas ao longo dos 180 minutos e um futebol muito distante da identidade que vem construindo nos últimos anos – em especial, na gestão do atual treinador.
O roteiro já era complicado desde o jogo de ida, quando o Aston Villa havia vencido por 3 a 1 no Renato Dall’Ara, com um gol de Konsa e uma doppietta de Watkins, enquanto Rowe descontou para os italianos. O time de Unai Emery, grande especialista na Liga Europa, construiu a vantagem com eficiência, explorando falhas defensivas dos rossoblù. Ainda assim, havia uma pequena expectativa de reação – nem que fosse baseada no fato que os emilianos têm mostrado mais competitividade fora de casa, com seu futebol propositivo. Nada disso aconteceu. Pelo contrário.
Italiano teve que lidar com as baixas de Skorupski, Lucumí, Domínguez e Dallinga. Ravaglia, que falhara na ida, voltou ao gol após começar no banco contra o Lecce, enquanto Casale ganhou a disputa com Heggem na zaga. No meio, Moro foi escolhido no lugar de Pobega, enquanto Bernardeschi e Rowe foram mantidos na frente, deixando Orsolini e Cambiaghi como opções no banco. Chamou atenção também a decisão de inverter os laterais: Miranda atuando pela direita e João Mário pela esquerda, ambos com o pé trocado. Do outro lado, Emery teve apenas a ausência de Kamara e repetiu a base da ida, com Martínez de volta ao gol e nomes como Buendía, Tielemans, Onana e Watkins liderando a equipe. Douglas Luiz ficou novamente fora do onze inicial. Entre os reservas do Aston Villa, ainda estavam nomes como Sancho, Bailey e Abraham.
Os primeiros minutos foram truncados, com muitas faltas e o jogo constantemente interrompido pela arbitragem de José Sánchez. Ainda assim, o Aston Villa demonstrava mais organização e controle, enquanto o Bologna tinha dificuldades para se estabelecer em campo. Quando a bola rolou com mais fluidez, os mandantes foram eficientes e, aos 16, abriram o placar com Watkins. Numa bela troca de passes, Buendía encontrou Rogers pela direita e o inglês só rolou para o atacante marcar sem goleiro, anotando seu 100º gol com a camisa do clube inglês.
Bagunçado: contra o Aston Villa, o Bologna não conseguiu mostrar quase nada de bom (Getty)
Aos 19 minutos, o mesmo Rogers levou perigo em contra-ataque puxado por Buendía, finalizando para defesa de Ravaglia. O Bologna respondeu aos 21, quando Bernardeschi fez jogada individual pela direita, cortou para o meio e chutou forte, mas parou em intervenção de Martínez.
Aos 24 minutos, o Aston Villa teve a chance de ampliar em cobrança de um pênalti marcado após Vitík saltar com o braço aberto e desviar uma cabeçada de Rogers. O próprio meia-atacante bateu, mas Ravaglia defendeu, evitando momentaneamente o segundo gol. No entanto, logo na sequência, o Aston Villa chegou ao 2 a 0 num dos vários erros do Bologna no confronto – em cobrança lateral, para que se tenha a dimensão da falha. Após o arremesso de Digne, Buendía apareceu às costas de Miranda, dominou, passou por Moro e finalizou forte para marcar. O placar agregado já apontava 5 a 1 para os ingleses.
O terceiro gol veio aos 39 minutos. Em jogada iniciada por um lançamento longo de Dibu Martínez, Watkins acionou McGinn, que abriu para Rogers na esquerda. O meia-atacante cortou para o meio e finalizou no canto defendido por Ravaglia, que protegeu mal a trave mais próxima de si e falhou no lance. O 3 a 0 praticamente selava o destino do confronto.
O gol sofrido no lance seguinte ao pênalti defendido por Ravaglia mostrou como o Bologna não teve o foco correto contra o Aston Villa (Getty)
No intervalo, Italiano promoveu três mudanças de uma vez só: saíram Bernardeschi, Freuler e João Mário para as entradas de Orsolini, Sohm e Zortea. Com isso, Miranda voltou para a esquerda, enquanto Zortea passou a atuar pela direita, corrigindo a desastrosa inversão inicial dos laterais. O ala destro deu nova energia ao Bologna, que viria a ter sua melhor chance aos 52 minutos. Após erro de Pau Torres, a bola sobrou para Orsolini, que finalizou forte: o chute foi desviado na zaga e a bola passou muito perto da trave de Martínez.
Com o passar do tempo, o Aston Villa passou a administrar o resultado com tranquilidade. Sem ser pressionado, controlando o ritmo e explorando espaços pontuais, o time inglês nunca pareceu ameaçado. O Bologna, por outro lado, demonstrava pouca capacidade de reação – fruto do peso psicológico causado pela enorme desvantagem no placar agregado. Assim, foram os Villans que criaram as melhores oportunidades até o apito final.
Aos 81 minutos, Bailey fez jogada individual e tocou para Digne, que finalizou para uma rebatida de Ravaglia. O time inglês ainda conseguiria ampliar no apagar das luzes. Na casa dos 89, após escanteio cobrado por Douglas Luiz e desvio de Heggem, a bola sobrou para Konsa, que girou e finalizou bonito para marcar o quarto gol, selando o 7 a 1 da vez. Nas semifinais, o Aston Villa fará duelo inglês com o Nottingham Forest.
A eliminação teve saldo bem ruim para Italiano e seu elenco, especialmente pela forma como aconteceu. Diante do Aston Villa, o Bologna não conseguiu mostrar nada do que havia apresentado de melhor na eletrizante disputa de oitavas contra a Roma, ficando muito aquém em termos de competitividade e desempenho. Agora, o time rossoblù precisa virar a chave rapidamente. Apesar do golpe europeu, ainda se agarra a uma improvável classificação a competições continentais através da Serie A: para isso, terá que vencer a Juventus em Turim e torcer por um tropeço da Atalanta em visita à Roma. Só assim poderá reduzir a desvantagem atual de cinco pontos para os nerazzurri, hoje na sétima colocação, e manter viva uma esperança que, neste momento, parece quase se esvair.









































