Central do Timão
·18 January 2026
Tupãzinho relembra começo no futebol, chegada ao Corinthians e relação com Vicente Matheus

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Na última terça-feira (13), o ex-atacante Tupãzinho, que atuou pelo Corinthians entre janeiro de 1990 e começo de 1997, concedeu entrevista exclusiva à Central do Timão e relembrou sua infância, detalhando também seus primeiros passos no futebol. Nascido em Parnaso, distrito de Tupã, interior de São Paulo, o ex-jogador revelou que não sonhava em ser jogador de futebol.
“Comecei a trabalhar com 11 anos tirando leite no sítio e jogando bola à tarde, depois comecei a jogar na escolinha do Tupã Futebol Clube, onde é o time onde eu comecei e hoje eu sou o presidente e tudo ali. Construindo devagar uma carreira que a gente fala, mas nunca sonhei, se eu falava: ‘vou jogar no Corinthians, vou jogar nesse’. Então, foi acontecendo as coisas naturalmente na minha vida, eu só tenho a agradecer a Deus por tudo isso“, iniciou.

Foto: Reprodução/Central do Timão
Posteriormente, falou sobre seu primeiro campeonato que disputou em sua cidade antes de ir para o Tupã Futebol Clube e as dificuldades em disputar torneios naquela época, diferentemente do que acontece nos dias atuais: “O meu primeiro campeonato foi um campeonato rural que eu desfrutei com 14 anos, porque eu moro em um distrito, eu moro em Parnaso, então Parnaso é um distrito de Tupã, foi o primeiro campeonato que eu disputei, fui bem nesse campeonato. Nesse campeonato eu fui pro Tupã Futebol Clube. Dali eu já fui pros juniores na época.”
Era uma dificuldade danada, porque na nossa época não tinha isso, negócio de tanto campeonato. A gente jogava no time ali do distrito mesmo, que era o Primeirão e tinha o Cascudão, aí você jogava no Cascudo os dois tempos, que era mais mulecada, e no Primeirão que era dos caras mais de elite mesmo, que eles contratavam pra jogar, e eu comecei a jogar ali mesmo no Parnaso, aí de Parnaso fui pro Tupã”, prosseguiu.
Entre os 14 e 17 anos defendeu as cores do Tupã Futebol Clube, até se transferir para o São Bento, aos 18 anos, em 1987. Tupãozinho relembrou sua chegada no time de Sorocaba e detalhou que, inicialmente, não teve tanto espaço, cenário que mudaria nos dois anos seguintes, quando passou a ser titular e se destacar pela equipe do interior de São Paulo.
“No Tupã Futebol Clube, joguei dos 14 aos 17 anos. Com 18, fui para o São Bento de Sorocaba. Teve um jogo amistoso entre o Tupã futebol clube de São Bento, de Sorocaba, onde eu me destaquei, fiz o gol da vitória e fui emprestado para o São Bento. Aí no São Bento, eu joguei no Juniors, primeiro ano, em 87. Aí em 88, eu já fui disputar meu primeiro Paulista, meu primeiro Campeonato Paulista. Não joguei em 88 e na a maioria dos jogos no banco. Ali já não era talismã. Os caras confundem muito isso, né? Que eu estava talismã no São Bento. Não, talismã foi no Corinthians. Aí em 89, já joguei no profissional, já fui titular, joguei quase todas as partidas, fiquei duas partidas de fora. Ali me destaquei no Paulista e fui contratado pelo Corinthians”, continuou.
Em 1990, junto com o zagueiro Guinei, que também era do São Bento, foi contratado pelo Corinthians. O ex-camisa 7 relembrou sua chegada ao Parque São Jorge e uma partida que disputou contra o clube antes de se transferir para o Alvinegro.
“Eu fui até, no jogo fui bem contra o Corinthians, né? Não fui 100%, mas no 70 eu fui. E acabei indo pro Corinthians. Chegou o presidente (do São Bento) e falou: ‘ó, vocês vão pro Corinthians. Na pré-temporada, no comecinho de noventa. Eu e o Guinei. Na realidade veio o Guinei primeiro. O Guinei tava contratado porque o Jorge Luiz, que era o zagueiro na época, tinha ido embora, pro Rio de Janeiro. Aí estava precisando de um zagueiro. E o Guinei foi bem também no campeonato. O Guinei jogou todas as partidas no São Bento de Sorocaba. E de capitão.”
“Aí o presidente disse: leva aquele cabeludinho ali, aquele cabeludinho é bom de bola, tá, tá, o presidente do São Bento falou pro presidente do Corinthians que na época era o seu Vicente Matheus, né? Falei lá, vamos trazer os dois, e nós ficamos em ‘teste’ três meses, mas em trinta, acho que 40 dias já, já compraram o passe, já, ficou tudo legal”, complementou.
Tupãozinho também foi questionado sobre o histórico e folclórico Vicente Matheus, que foi presidente do Corinthians em diferentes ocasiões nas décadas de 1950, 1970 e 1990. Ele ainda relembra um episódio curioso com o dirigente quando foi renovar seu contrato com o Alvinegro após a conquista do título do Campeonato Brasileiro de 1990, no qual foi o autor do gol da conquista até então inédita do clube.
“Ele era um cara muito sério. Ele para renovar contato, era difícil, não era fácil. Na realidade, eu cheguei no Corinthians, não sabia nem quanto eu ia ganhar. Você tem uma ideia, né? A emoção, foi de corintiano jogar no Corinthians. E chegamos de perua, chegamos no Parque São Jorge ali de perua, ficamos um tempão para entrar, e depois na conversa com o Sr. Vicente (Matheus), com os diretores, assina o contrato aí, se não, um contrato de experiência, e acabou dando certo nessa experiência.”
“Tanto eu como o Guinei, fizemos um bom campeonato paulista, depois o primeiro brasileiro, campeões, então ela foi acontecendo, como eu falei, acontecendo naturalmente. O Sr. Vicente é um cara fantástico, né? Eu digo muito, meu primeiro apartamento, meu primeiro contrato. Chega no começo de 91, primeira coisa que ele (Vicente Matheus) disse: ‘não é porque você fez um golzinho do título que você pensa que você vai ganhar muito’. Só isso que ele brigou tanto pra ter esse brasileiro, né? Depois ele relaxou, ele falou, fino aí e tal. Aí foi, conversamos, acertamos, e eu acabei ficando até 97.”
Por fim, Tupãzinho fez uma análise da conquista do Campeonato Brasileiro de 1990. Inicialmente, o Alvinegro teve dificuldades no torneio No mata-mata, os comandados de Nelsinho Batista cresceram de desempenho e passaram por Atético-MG e Bahia, nas quartas e semifinal, respectivamente. Na decisão, dois triunfos por 1 x 0 sobre o São Paulo, no Morumbis.
“Em 90 foi natural. Nós não montamos um time pra ser campeão, montou um time pra ficar na primeira divisão, um time pra disputar o brasileiro, quando se fala: ‘montamos um time pra ser campeão em 90’. Não, não aconteceu isso. Na realidade foi contratando as peças que precisavam pra montar um time, pra ter um time forte ali. E o time começou da liga, começou a ganhar os jogos”, finalizou.
Ao todo, Tupãzinho disputou 341 jogos com a camisa corinthiana (231 como titular), sendo 164 vitórias, 113 empates e 64 derrotas – quase 60% de aproveitamento. Além disso, foram 52 gols marcados e cinco títulos conquistados: Brasileirão (1990), Supercopa do Brasil (1991), Copa Bandeirantes (1994), Copa do Brasil (1995) e Campeonato Paulista (1995).
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