Jogada10
·28 July 2026
Uefa reage a plano da Fifa e ameaça boicotar a Copa do Mundo de 2030

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A proposta da Fifa de criar uma empresa para administrar suas principais competições provocou forte reação no futebol europeu. Segundo informações divulgadas pelo jornal The Times nesta terça-feira (28), o presidente Gianni Infantino pretende abrir parte do controle comercial da Copa do Mundo, da Copa do Mundo Feminina e do Mundial de Clubes para investidores privados. A iniciativa gerou críticas imediatas da Uefa e já levanta a possibilidade de um boicote europeu à Copa do Mundo de 2030.
De acordo com a publicação, o projeto prevê a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária que concentraria a gestão comercial das principais competições da entidade. A Fifa permaneceria como acionista majoritária, mas venderia até 20% da empresa para investidores privados, em uma operação que pode movimentar bilhões de dólares.
A intenção da entidade é utilizar os recursos obtidos para ampliar as receitas e aumentar os repasses às 211 federações filiadas. Atualmente, cada associação recebe cerca de R$ 41 milhões por ciclo. Caso o plano seja aprovado, esse valor poderá ultrapassar R$ 100 milhões até a Copa do Mundo de 2030, com novos aumentos previstos para os ciclos seguintes.
De acordo com o The Times, o fundo Thrive Eternal, comandado por Joshua Kushner, e o banco JPMorgan aparecem entre os principais interessados em investir na nova empresa.
A proposta, porém, encontrou forte resistência na Europa. Em nota oficial, a Uefa afirmou que a ideia ultrapassa um limite que as entidades responsáveis pelo futebol jamais deveriam cruzar e criticou a falta de transparência nas negociações.
“A alma e a governança do futebol não estão à venda. Nenhum de nós é dono do futebol, e a Fifa não tem o direito de comercializá-lo”, declarou a entidade.

Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, (E) fala com Gianni Infantino, presidente da Fifa (D) – Foto: Stu Forster/Getty Images
Além da manifestação pública, dirigentes ligados à Uefa discutem uma resposta mais dura. Segundo a emissora britânica Sky Sports, representantes das federações europeias avaliam até mesmo um possível boicote à Copa do Mundo de 2030. Uma reunião virtual entre as associações deve acontecer nos próximos dias para definir uma posição conjunta sobre o assunto.
Enquanto isso, a Fifa defende que a nova estrutura permitirá explorar melhor os direitos de transmissão, patrocínios e demais ativos comerciais de seus torneios. Já críticos do projeto alertam que a entrada de investidores privados pode aumentar a pressão por decisões voltadas ao lucro, como ampliar ainda mais as competições, alterar calendários e priorizar sedes com maior potencial financeiro.







































