Papo na Colina
·11 June 2026
Venda da Vasco SAF exige aval do Conselho Deliberativo

In partnership with
Yahoo sportsPapo na Colina
·11 June 2026

A negociação para a venda das ações da Vasco SAF para o grupo liderado pelo empresário Marcos Lamacchia envolve trâmites burocráticos rígidos que vão muito além dos valores financeiros. De acordo com informações do perfil NT Vascaínos, nos bastidores de São Januário debate-se intensamente a necessidade de submeter a operação ao Conselho Deliberativo. Independentemente de o percentual final da venda ser fechado em 70%, 80% ou 90% dos ativos, o estatuto do clube determina que qualquer transferência de controle exige pareceres opinativos do Conselho de Beneméritos e do Conselho Fiscal antes de virar realidade.
Por configurar a entrega do comando do futebol para um novo investidor, a transação jurídica depende obrigatoriamente da aprovação do Conselho Deliberativo, exigindo um quórum qualificado de dois terços dos votos dos conselheiros presentes. As regras institucionais exigem uma análise minuciosa de crédito, reputação e integridade do adquirente. Dessa forma, a autorização de diluição de ações concedida no passado para a antiga parceira não funciona como um cheque em branco permanente para novos compradores, obrigando o cumprimento do rito de aprovação.
VIRALIZANDO NA WEB! 👉🏽 Clique aqui para jogar Monte seu Vasco na Libertadores
Caso os conselheiros tentem travar o andamento da negociação societária, a diretoria administrativa possui uma alternativa legal prevista nas normas do clube para salvar o futuro financeiro da instituição. Se o projeto for rejeitado no plenário ou não alcançar uma definição após três tentativas consecutivas de votação, o presidente Pedrinho poderá encaminhar a proposta de venda da Vasco SAF diretamente para os sócios estatutários através de uma Assembleia Geral Extraordinária.
A convocação dessa assembleia de associados dependerá do presidente da Assembleia Geral, Alan Belaciano. A grande vantagem dessa rota alternativa para a gestão é o quórum de votação muito mais acessível do que o exigido no conselho, necessitando apenas de maioria simples — metade mais um dos votos dos presentes — para validar o negócio. Essa flexibilidade impede que o comitê político engavete a modernização do futebol vascaíno.

Pedrinho e Alan Belaciano – Foto: Dikran Sahagian/ CRVG
A diretoria trabalha com cautela para evitar brechas que possam resultar na paralisação dos investimentos por meio de liminares na Justiça Comum. Caso a cúpula tente assinar o contrato final de venda das ações sem convocar os conselheiros para debater e deliberar o tema, o risco de judicialização da venda da Vasco SAF é considerado altíssimo pela ala jurídica do clube.
A discussão central dos bastidores não se limita ao percentual de ações que será repassado para o novo dono, mas sim no cumprimento rigoroso de todos os procedimentos exigidos pelas normas internas. O respeito aos pareceres técnicos e às votações é o que garantirá a segurança jurídica necessária para que o comprador possa colocar os recursos financeiros no futebol profissional ao longo do segundo semestre de 2026.
+ Siga as redes sociais do Papo na Colina: Thread, Bluesky, Twitter, Facebook, Instagram, Youtube, Tiktok e Google News.







































