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·16 January 2026

Weverton é apresentado no Grêmio e explica saída do Palmeiras

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Weverton foi apresentado no Grêmio no início desta tarde de sexta-feira em uma coletiva oficial do clube. O goleiro de 38 anos chega sem custos ao time do Sul, após encerrar seu contrato de forma amigável com o Palmeiras.

Questionado sobre o que fez o atleta aceitar a proposta e rescindir seu contrato com o Palmeiras, Weverton destacou que está pronto para uma nova missão: “O que me trouxe aqui foi a grandeza do Grêmio. Sou um cara movido a desafios, eu amo um desafio. Me sinto muito bem preparado para assumir esse desafio. Talvez essa seja a maior pergunta das pessoas: ‘Por que você quer trocar a estabilidade ou um conforto?’ E é por isso mesmo, porque eu sou um atleta de alta performance, de alto nível, que amo o que eu faço, que amo trabalhar e me dedicar. O Fábio (Fluminense) é um grande exemplo do quanto um goleiro dedicado pode atuar em alto nível com 45, 46 anos”.


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Estreia no clube

Por enquanto, não existe uma previsão de estreia, mas o goleiro afirmou que está pronto. “Eu tive uma lesão simples na mão, uma pequena fissura, disso eu já estou 100%, já tem quase um mês que voltei a treinar, dentro das minhas férias, eu abri mão delas para treinar bem, voltar bem. A hora da minha estreia quem vai decidir é o treinador, a hora que ele achar que pode contar comigo, a gente sabe da concorrência que tem no gol, os goleiros que (o time) tem aqui”.

Weverton também falou do projeto oferecido. “Você conhece um projeto primeiro pela seriedade com que as pessoas tratam, como elas te tratam, a importância que elas te dão e a forma como tudo é tratado com respeito. O futebol é difícil, ele é duro, mas com muito trabalho e seriedade, você consegue competir no mais alto nível”.

Cobranças no novo clube

Outra questão levantada foi a cobrança e proximidade dos torcedores com o clube gaúcho. “Essa cobrança, eu vejo como natural, acho que todos aqui queremos a mesma coisa, temos os mesmos objetivos e o torcedor também. Mas eu percebo também que eles apoiam na mesma proporção, apoiam incondicionalmente. A gente tem que estar sempre preparado, a minha carreira foi pautada nisso. Eu sei viver momentos bons, mas também sei viver momentos ruins e foi isso que me fez chegar até aqui”, finalizou.

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Weverton fez parte de uma construção de títulos por anos no Palmeiras, e o jogador falou sobre a experiência que pode acrescentar ao elenco. “Eu adoraria ter (quando mais novo) uma pessoa como eu hoje, para poder falar o que já viveu. Os jogadores experientes antigamente eram mais duros, mais bravos e davam mais ordem. Hoje as coisas são diferentes, a gente gosta de ensinar, de contar as experiências passadas. O vestiário é algo sagrado, os jogadores tem que ter harmonia. Só se faz uma equipe vencedora se todo mundo estiver disposto a abrir mão do próprio ego. Essa é a minha missão daqui para frente, ajudar não só em campo, óbvio, a minha principal função é fechar o gol, mas também contribuir com a minha experiência”.

Firmeza emocional na carreira

Outro tema relacionado à bagagem que o goleiro construiu ao longo da carreira é sua resiliência. Questionado sobre a construção de sua saúde mental, Weverton também falou sobre a necessidade de se fortalecer.

“Esse é um tema cada vez mais forte e sério. Não só o atleta tem que se cuidar, todas as pessoas devem cuidar da sua mente. O que aprendi em todos esses anos da minha vida é entender e saber que ‘quem eu sou’, eu sou no momento bom ou no momento ruim. É difícil um atleta jogar bem a vida inteira, em algum momento ele vai ter dificuldade e isso é normal, mas você saber quem você é em todo tempo, é fundamental. Às vezes, quando as coisas não saem tão bem, vem geralmente a cobrança, a pressão e você começa a acreditar que aquilo é o seu destino, o que as pessoas pensam, e é nesse momento que você começa a se afundar. Então, eu acho que a saúde mental, e você se fortalecer mentalmente, é fundamental para conquistar qualquer coisa na vida”, respondeu Weverton.

Novamente falando de seu antigo clube, o jogador falou sobre uma das características que ele enxerga como crucial para o histórico recente. “Uma das características do Palmeiras que eu posso falar é o lado humano, o clube nunca pode tratar as pessoas só como um prestador de serviço. O Palmeiras sempre tentou tratar as pessoas da forma mais humana possível. Eu respeito quem consegue separar o lado pessoal do lado profissional, eu não consigo.  Se eu sou um bom marido, um bom pai, um bom filho, eu também vou ser um bom atleta, vou ser um atleta dedicado. Esse lado humano não pode se apartar de nós, o respeito”.

Longevidade de um goleiro

Weverton chega ao Grêmio com 38 anos, considerada uma idade avançada para um atleta. O jogador explicou que enxerga de forma diferente a carreira de um goleiro. “A vida de goleiro é um pouco diferente da vida do atleta de linha, o goleiro às vezes demora um pouco mais para amadurecer, porque exige experiência, exige percepção, exige uma antecipação de lance. Às vezes as pessoas olham para a idade, mas para o goleiro, eu diria que o ápice de um goleiro é depois dos 30 (anos)”

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