Calciopédia
·16 de enero de 2026
16ª rodada: tropeço do Napoli impulsiona duelo entre Inter e Milan pelo scudetto

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A 16ª rodada da Serie A ficou marcada pelo adiamento de quatro partidas em razão da disputa da Supercopa Italiana por Napoli, Inter, Milan e Bologna. Com a participação desses times no torneio, os confrontos que os envolviam precisaram ser reagendados, o que alterou momentaneamente a dinâmica da tabela e o ritmo da competição. Mas, agora, tudo se reconfigurou e já há um cenário mais claro, em especial na parte mais alta da tabela.
A reposição desses jogos ganhou peso específico na definição do campeonato. Inter e Milan, protagonistas da corrida pelo título – com a Beneamata confirmando o simbólico posto de campeã de inverno –, venceram seus compromissos e ratificaram a condição de postulantes ao troféu, enquanto o Napoli perdeu terreno. Já o Bologna, aproveitando a derrota do Como, voltou à briga por vagas europeias após encerrar um jejum de seis rodadas sem triunfos. Confira, a seguir, o que de melhor ocorreu nas partidas recuperadas.
Gol: Esposito Tops: Esposito e Lautaro (Inter) Flops: Kaba e Morente (Lecce)
A Inter conquistou uma vitória suada sobre o Lecce e se manteve firme na liderança da Serie A. O gol decisivo saiu aos 78 minutos, com Esposito, coroando uma atuação de paciência e controle diante de um adversário bem postado. O resultado, somado ao tropeço do Napoli, reforçou a vantagem da Beneamata no topo da tabela e confirmou o título simbólico de campeã de inverno.
Desde o início, os nerazzurri controlaram a posse e criaram chances com Thuram, Mkhitaryan e Zielinski, mas encontraram dificuldades para romper o bloco defensivo do Lecce. Os salentinos tentaram explorar contra-ataques, sem levar perigo real a Sommer. O primeiro tempo terminou sem gols, marcado por disciplina tática, intensidade no meio-campo e um pênalti, a favor dos mandantes, revogado após revisão pelo VAR.
Na etapa final, a Inter aumentou a presença ofensiva e contou com as entradas de Esposito e Lautaro para dar mais mobilidade ao ataque. A vitória se materializou no fim: após chute do argentino, a joia italiana aproveitou o rebote e finalizou para as redes. O Lecce, que chegou a testar Sommer pouco antes, ainda ensaiou uma reação em bolas paradas nos acréscimos, mas não conseguiu ameaçar a defesa interista.
O triunfo reforçou a consistência da Inter, líder isolada e cada vez mais confortável na ponta – a vantagem para o Milan seguiu em três pontos, enquanto para o Napoli agora é de seis. Para o Lecce, a derrota expôs as dificuldades de pontuar fora de casa contra equipes do topo da tabela e manteve o alerta na luta contra o rebaixamento.
Gols e assistências: Kempf (Baturina); Nkunku (pênalti), Rabiot (Rafael Leão) e Rabiot Tops: Rabiot e Maignan (Milan) Flops: Van der Brempt e Moreno (Como)
O Milan mostrou capacidade de reação ao vencer o Como após sair em desvantagem: além de ter seguido perto da Inter na disputa pelo título, ainda impôs à sensação do campeonato sua primeira derrota em casa na temporada. O time mandante abriu o placar aos 10 minutos, com Kempf, em jogada ensaiada de escanteio que surpreendeu a defesa rossonera. Na sequência, os lariani ainda criaram diversas outras oportunidades, sobretudo com Paz, mas Maignan foi decisivo para manter o Diavolo no jogo, com defesas sensacionais.
O empate veio no fim do primeiro tempo, já nos acréscimos, em cobrança de pênalti convertida por Nkunku – Rabiot, derrubado por Kempf dentro da área, iniciava ali sua trajetória heroica. O gol produzido por uma jogada do camisa 12, que já vinha bem em campo, mudou o panorama da partida. Na volta do intervalo, o Milan passou a controlar melhor as ações e virou aos 55 minutos, com o próprio meio-campista, após passe preciso de Rafael Leão.
Com postura segura, o Milan administrou a vantagem e explorou os espaços deixados pelo adversário. Aos 88 minutos, Rabiot marcou novamente, desta vez em chute de fora da área com a perna esquerda, fechando o placar. O resultado destacou a eficiência do meio-campista e mais uma atuação decisiva de Maignan. A vitória fez o Diavolo ganhar vantagem na vice-liderança e reforçou o cenário de uma disputa pelo título cada vez mais concentrada na dupla de Milão. Para o Como, ficou a constatação de que o seu ímpeto ofensivo e o grande futebol produzido precisa ser acompanhado de maior aproveitamento das chances criadas e mais rigor defensivo para evitar punições rápidas contra adversários de maior qualidade técnica.
Tops: Rinaldi e Keita (Parma) Flops: Højlund e David Neres (Napoli)
O Napoli voltou a tropeçar na Serie A ao empatar sem gols com o Parma e ampliou para três jogos a sua sequência sem vitórias – todos terminaram em empate. O resultado frustrou o time napolitano, que precisava dos três pontos para não se distanciar da Inter, líder do campeonato. Apesar do controle territorial e da maior produção ofensiva, a equipe azzurra voltou a esbarrar na baixa eficiência no terço final, e viu brilharem tanto a zaga crociata quanto o estreante Rinaldi, quarto goleiro dos parmenses.
Logo no início, aos 11 minutos, McTominay chegou a balançar as redes, mas o gol foi corretamente anulado pelo VAR por impedimento na origem da jogada. A partir daí, o primeiro tempo se desenvolveu com pressão constante dos partenopei, especialmente em bolas alçadas na área e finalizações de Højlund, Di Lorenzo e Buongiorno, neutralizadas pela defesa do Parma ou pelo goleiro Rinaldi. Os gialloblù apostaram em transições rápidas e mantiveram boa organização defensiva.
Na segunda etapa, Antonio Conte mexeu na equipe para aumentar o volume ofensivo, com as entradas de David Neres, Elmas e Spinazzola, além de Vergara e Lucca nos minutos finais. Ainda que o Napoli tenha rondado a área adversária mais intensamente, nada surtiu efeito – e o brasileiro, costumeiramente um dos mais ativos do time, entrou bem disperso. Lobotka, McTominay e Rrahmani tiveram boas chances, e nos acréscimos a pressão foi quase sufocante, com sequência de cruzamentos e finalizações.
O gol, porém, não saiu. O Parma resistiu até o apito final e deixou o Diego Armando Maradona com um ponto valioso. Para o Napoli, o terceiro empate consecutivo freou qualquer tentativa de reação e ampliou a distância para a Inter, deixando clara a necessidade de retomar rapidamente o caminho das vitórias para seguir na disputa pelo scudetto.
Gols e assistências: Orban (Bernede) e Freuler (contra); Orsolini (Freuler), Odgaard (Domínguez) e Castro (Pobega) Tops: Orsolini e Heggem (Bologna) Flops: Nuñez e Al-Musrati (Verona)
O duelo entre Verona e Bologna proporcionou um dos jogos mais movimentados da rodada, com cinco gols, ritmo alto e destaque para Orsolini e Castro, no ataque, e pela segura atuação de Heggem na zaga rossoblù – apesar dos dois gols dos mandantes. Com o resultado, os felsinei enterraram uma sequência de seis partidas sem triunfos. Já o Hellas, que divide a lanterna com o Pisa, deixou o campo vaiado por sua torcida.
A partida começou aberta, com maior iniciativa dos emilianos, mas foi o Verona quem saiu na frente: aos 13 minutos, Orban marcou após contra-ataque bem conduzido por Bernede. A vantagem durou pouco. Aos 21, Orsolini empatou com um golaço de pé esquerdo em cobrança de falta ensaiada, confirmando o bom momento ofensivo do Bologna. A intensidade seguiu elevada, e a virada veio ainda no primeiro tempo, com Odgaard aos 29 e Castro aos 44 – este último com finalização potente, fuzilando Montipò.
O Verona voltou mais agressivo na segunda etapa e diminuiu aos 71 minutos, em gol contra de Freuler após cruzamento de Orban. O time do Vêneto pressionou em busca do empate, criando chances com Sarr e Giovane, mas esbarrou em um Ravaglia decisivo, que garantiu a vitória dos visitantes. O resultado, aliado ao tropeço do Como, recolocou o Bologna na briga por vagas europeias. Já o Verona, apesar da tentativa de reação após a virada sofrida, segue pagando pela fragilidade defensiva e pela dificuldade de transformar volume em pontos na luta contra o rebaixamento.
Maignan (Milan); Tameze (Torino), Maripán (Torino), Heggem (Bologna); Yildiz (Juventus), Fagioli (Fiorentina), Keita (Parma), Rabiot (Milan), Parisi (Fiorentina); Kean (Fiorentina), Esposito (Inter). Técnico: Luciano Spalletti (Juventus).
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