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·27 de mayo de 2026

25 anos do Tri de 2001: como Edílson e Júlio César sustentaram Flamengo antes do gol histórico

Imagen del artículo:25 anos do Tri de 2001: como Edílson e Júlio César sustentaram Flamengo antes do gol histórico

O título do Campeonato Carioca ficou eternizado nos livros de história pelo gol de falta de Petkovic aos 43 minutos do segundo tempo. No entanto, no dia 27 de maio de 2001, a conquista do quarto tricampeonato do Flamengo foi construída por duas atuações individuais avassaladoras.

Antes mesmo do chute histórico que decidiu o campeonato, a sobrevivência do Flamengo em campo dependeu diretamente da eficiência cirúrgica de Edílson no ataque e das defesas de Júlio César na meta. Enquanto o atacante se encarregou de balançar as redes do rival, o jovem goleiro sustentava a pressão com intervenções capitais.


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Os bastidores da semana eram de pura tensão devido aos atrasos de salários, o que fez Petkovic deixar a concentração. O sérvio retornou na madrugada seguinte após ser convencido por um amigo. No dia seguinte, Zagallo conversou com o meia e deu um voto de confiança ao jogador.

Unindo forças contra o caos financeiro e o tabu de que o vencedor do primeiro jogo quase sempre levava a taça, o elenco entrou em campo focado em buscar o tri. Para piorar o cenário técnico, o técnico Zagallo perdeu o zagueiro Gamarra por ausência sentida e escalou Fernando como substituto, o que fez o Flamengo entrar em campo com sete jogadores formados nas categorias de base.

A contextualização desse jogo passa obrigatoriamente pela entrega absoluta de Júlio César e Edílson, que jogaram no limite dentro do Maracanã. Quando a crônica esportiva analisa friamente os lances que antecederam o apito final, fica claro que o golaço de Petkovic foi a moldura, mas a obra foi pintada pelas mãos de Júlio e pés de Edílson.

O faro de gol de Edílson

Sem Romário no páreo do lado adversário, Edílson, muito ligado, brigava constantemente pela bola com os zagueiros e corria bastante, tendo a grande oportunidade de assumir de forma isolada a artilharia do Carioca. Aos 2 minutos do primeiro tempo, ele já havia sofrido a primeira falta perigosa do clássico.

Aos 17 minutos, o Vasco levou perigo quando Viola apareceu livre na área e finalizou para grande defesa de Júlio César. No contra-ataque imediato, o Flamengo respondeu rápido e o lateral Cássio acabou derrubado na área. Edílson converteu o pênalti, abriu o placar e chegou ao seu 15º gol na competição.

Passados minutos de tensão, que contaram com o empate vascaíno, em gol marcado por Juninho Paulista, a dupla Petkovic e Edilson apareceu. Desafetos fora dos gramados, ambos se encontraram no gramado para recolocar o Mengão em vantagem novamente.

Petkovic fez grande jogada individual pelo setor esquerdo, driblou Paulo Miranda e cruzou na medida exata para a grande área. Edílson subiu completamente livre de marcação, antecipando-se ao zagueiro Odvan, e testou firme e forte para vencer Helton, fazendo o seu segundo gol e o segundo do Flamengo.

Os milagres de Júlio César

Ainda no início do confronto, quando a equipe do Vasco conseguiu se recuperar de uma falta batida por Beto e engatilhou um contra-ataque rápido, Juninho Paulista saiu em disparada do meio de campo, passou por dois marcadores e chutou forte, mas o jovem arqueiro Júlio César fez a defesa.

Aos 17’, após cruzamento vindo da esquerda, o atacante Viola apareceu livre e desferiu um tapa na bola, mas o goleiro rubro-negro fez uma linda e difícil defesa utilizando os pés.

Próximo do fim da primeira etapa, aos 43 minutos, o meio-campista Beto errou um passe em pleno setor de meio de campo, deixando Juninho Paulista avançar completamente sozinho contra a zaga do Flamengo que estava totalmente desarrumada.

O camisa 10 vascaíno avançou em velocidade, driblou Fernando e chutou firme. Contudo, Júlio César apareceu novamente para fazer outra grande intervenção e evitar o gol de virada do rival.

No segundo tempo, o goleiro fez grandes intervenções para conter a velocidade do ataque vascaíno. Aos 13 minutos, após Euller arrancar pela esquerda e passar pela marcação de Juan, Júlio César fez uma defesaça espetacular para impedir o gol. Perto do fim, aos 38 minutos, Euller ganhou na corrida pela lateral e finalizou firme, mas o arqueiro rubro-negro, em tarde totalmente inspirada, espalmou a bola e segurou a vantagem do Flamengo.

A apoteose do tricampeonato carioca do Flamengo

Aos 43 minutos da etapa final, após Edílson sofrer falta de Fabiano Eller a cerca de 25 metros de distância do gol, Petkovic cobrou a falta com enorme precisão, fazendo a bola passar pela barreira e entrar no ângulo inalcançável de Helton para selar o placar de 3 a 1.

A comemoração invadiu o gramado do Maracanã para consagrar um dos lances mais icônicos da história do clube. O golaço de Petkovic coroou de forma perfeita uma tarde em que o Flamengo também dependeu do faro de gol de Edílson e das defesas difíceis de Júlio César para construir o caminho até a taça.

Assista aos melhores momentos: 

Relembre o confronto completo:


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