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·27 de julio de 2026
285 jovens de 50 países no Campus: o segredo dos Elite Training Camps que ninguém copia ao Benfica

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Cinquenta nacionalidades no mesmo relvado. Foi este o número que ficou desta edição, e não é pormenor. O Benfica Campus recebeu cerca de 285 jovens futebolistas para a 16.ª edição dos Elite Training Camps, e a marca que se bateu não foi de inscrições, foi de países representados. Vinte anos de Campus, e a academia continua a puxar miúdos dos quatro cantos do planeta.
A lógica das quatro semanas manteve-se. As três primeiras foram para o futebol masculino, com perto de 240 participantes vindos de 50 países. A quarta ficou reservada ao futebol feminino, com cerca de 45 atletas de 14 nacionalidades. Nada de campo de férias improvisado. Estes jovens viveram, na primeira pessoa, aquilo que é ser jogador da formação do Sport Lisboa e Benfica.
E aqui está o que distingue isto de qualquer outro estágio de verão. O programa não se esgota no relvado. Há testes físicos, palestras de nutrição, sessões sobre prevenção de lesões e fisiologia, visitas ao Estádio da Luz e ao Museu Cosme Damião. Ou, como resumiu o treinador Wivaldo Martins, não é só o campo, é também o extracampo. É a metodologia da casa a ser servida em pacote completo.
Wivaldo fez um balanço positivo e explicou a receita. Um programa semanal que percorre o passe, a receção, a condução, a leitura de jogo, sempre a mesma base metodológica adaptada à qualidade de cada grupo. Muito feedback, muita correção. “Eles vão aceitando e percebendo aquilo que nós queremos”, frisou. E porque escolhem o Benfica? A resposta dele é directa: duas décadas a formar jogadores que hoje pisam grandes campeonatos. Os miúdos vêm perceber o que estes fizeram de diferente.
Quem lá esteve confirma. Abdallah Daher, vindo do Líbano e de Inglaterra, sente que melhorou muito e tem o João Neves como referência. Guilherme Pimenta, de 14 anos, benfiquista desde pequeno, repetiu a dose depois de 2025 e não hesita em recomendar. “É muito exigente”, diz, com um ar de quem gosta precisamente disso.
No feminino, o discurso é de crescimento. David Casaca quer atletas que evoluam táctica e tecnicamente, mas sobretudo que sintam o que é ser Benfica. Julieta Marques sonha com a Seleção e com os melhores clubes. Mariana Carreira, que decidiu vir depois de ver um Benfica-Sporting em Leiria, admite que aprendeu bem mais táctica ao treinar ao lado de atletas de outros países. Sonhos de família, de gente benfiquista até aos bisavós.
O que carimba esta edição é a novidade que Tiago Silva, coordenador de projetos desportivos, fez questão de sublinhar. Nova imagem, nova identidade, ligada ao Campus que celebra 20 anos. E uma ideia central: aproximar a experiência dos participantes daquilo que é, de verdade, o quotidiano de um atleta no Seixal. É esse o fosso. Outros vendem estágios. O Benfica vende o Benfica.







































