Calciopédia
·16 de abril de 2026
A Fiorentina até venceu, mas o Crystal Palace garantiu vaga nas semifinais da Conference League

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No jogo de volta das quartas de final da Conference League, a Fiorentina até conseguiu dar uma resposta diante de sua torcida, derrotando o Crystal Palace por 2 a 1. No entanto, o resultado não bastou para reverter a pesada desvantagem construída no confronto de ida. Com o agregado apontando 4 a 2 para os ingleses, a equipe italiana se despediu da competição sem alcançar as semifinais, o que obtivera em suas três participações anteriores. Com o encerramento de sua campanha continental, os gigliati voltam o foco integralmente para a disputa da Serie A.
A missão já carregava contornos pouco animadores para os mandantes antes mesmo do apito inicial, considerando o histórico negativo dos toscanos em cenários semelhantes. Em todas as cinco ocasiões anteriores nas quais sofreu derrotas por três ou mais tentos no duelo de ida em competições continentais, a Fiorentina acabou eliminada. Além disso, apenas um time conseguiu reverter uma derrota tão dura no jogo de ida em toda a história da Conference League: o Olympiacos, que virou sobre o Maccabi Tel Aviv em 2023-24.
Devido à ausência do lesionado Kean, Paolo Vanoli optou por Piccoli como referência ofensiva, sustentado por Gudmundsson e Solomon – após semanas afastado por lesão, o israelense retornou na segunda, contra a Lazio, e foi titular pela primeira vez desde que se machucou. Mandragora e Fagioli organizariam o setor intermediário, com Harrison ocupando o lado direito em razão da ausência do suspenso Dodô. Do outro lado, Oiver Glasner estruturava sua equipe com Mateta à frente, acompanhado por Sarr e Pino nas extremidades, apoiados por Wharton e Kamada na articulação, além das projeções constantes de Muñoz e Mitchell.
O início da partida confirmou a proposta agressiva dos visitantes, que não se limitaram a defender a vantagem. Logo aos 3 minutos, Muñoz apareceu com liberdade em posição promissora e recebeu bolão de Sarr, mas não conseguiu direcionar a finalização com precisão e mandou para fora. A Fiorentina tentava controlar a posse e construir jogadas com paciência, mas demonstrava certa ansiedade na circulação da bola, o que facilitava a recomposição adversária.
Ainda no primeiro tempo, Sarr marcou e complicou ainda mais a vida da Fiorentina (Getty)
Aos 17 minutos, um golpe duro para os anfitriões. Gosens falhou na cobertura a Muñoz e ainda permitiu o cruzamento do colombiano. Aproveitando o erro, Sarr apareceu livre e cabeceou de curta distância, com a bola ainda desviando no rosto de De Gea antes de entrar. Com sua capacidade de atacar profundidade e de decidir em momentos críticos, o atacante já havia sido determinante no primeiro encontro, e novamente se mostrou fundamental. De quebra, o senegalês chegou a 13 gols em competições europeias e se tornou o segundo maior artilheiro de seu país no quesito, ficando atrás apenas de Mané, com 31.
O gol colocou os ingleses em vantagem no jogo e praticamente inviabilizava qualquer tentativa de reversão no agregado. Porém, mesmo diante da adversidade, a equipe da casa não se desorganizou completamente e seguiu tentando encontrar espaços. Aos 25 minutos, após jogada dentro da área, a bola sobrou para Solomon, que finalizou de imediato, obrigando Henderson a realizar defesa de alto nível e mandar para escanteio. Pouco depois, Mandragora foi chutado por Canvot e o árbitro Jesús Gil Manzano assinalou penalidade máxima. Na cobrança, Gudmundsson demonstrou frieza ao deslocar o goleiro e restabelecer a igualdade no placar, devolvendo alguma esperança ao confronto.
O restante da primeira etapa seguiu com a Fiorentina tentando construir pressão. Em cobrança de escanteio de Gudmundsson, aos 38 minutos, a bola ficou viva na área, gerando confusão, mas Piccoli não conseguiu espaço para finalizar. O Crystal Palace, por sua vez, também sofreu com questões físicas: perdeu Wharton no momento do pênalti e, posteriormente, Lacroix, o que obrigou Glasner a reorganizar a estrutura de seu time duas vezes ainda antes do intervalo. Entraram Lerma e Riad.
Ndour entrou bem e tentou impulsionar reação da Fiorentina, mas a vitória dos mandantes foi insuficiente (Getty)
Na volta para o segundo tempo, a entrada de Ndour no lugar de um apagado Fagioli trouxe nova energia ao meio-campo. Ainda assim, os ingleses levaram perigo primeiro: aos 51 minutos, Kamada arriscou de fora da área com força, exigindo defesa segura de De Gea, que desviou para escanteio. A resposta mandante veio pouco depois. Aos 53, Solomon encontrou Ndour, que, de fora da área, acertou um chute preciso, superando Henderson e virando o placar. O gol poderia incendiar o ambiente e fazer a Fiorentina crescer no jogo, na busca por reduzir a diferença no agregado, mas não foi bem isso o que aconteceu.
A Viola até teve domínio da bola e se estabeleceu na metade do gramado defendida pelo rival. Porém, em que pede a tentativa de transformar volume em pressão contínua, passou a esbarrar em um cenário cada vez mais travado, no qual cada ação ofensiva encontrava interrupções constantes e um adversário disposto a fragmentar o ritmo a qualquer custo. Aos 63 minutos, a equipe italiana conseguiu articular uma sequência de passes no campo de ataque, culminando em finalização de Gudmundsson da entrada da área, exigindo nova intervenção de Henderson. Pouco depois, aos 68, foi a vez de Harrison aparecer em projeção pela direita, recebendo em profundidade, mas concluindo sem força suficiente para incomodar o goleiro inglês, que fez a defesa com tranquilidade.
A partir desse momento, o jogo perdeu fluidez de maneira evidente. O Crystal Palace teve mais sucesso em administrar o resultado, com paralisações frequentes, reposições demoradas e quedas estratégicas que quebravam qualquer tentativa de aceleração por parte dos italianos. A Fiorentina ainda buscava alguma insistência, rondando a área adversária, mas já sem a intensidade necessária para alterar o cenário. No restante do confronto, pouco aconteceu em termos de criação efetiva.
Ao apito final, o Crystal Palace confirmou a classificação e garantiu vaga na semifinal, onde enfrentará o Shakhtar Donetsk. Para a Fiorentina, a eliminação não chega a surpreender dentro do contexto construído desde o jogo de ida, em Selhurst Park, e o olhar agora se volta integralmente para o cenário doméstico. Com oito pontos de vantagem sobre a zona de rebaixamento da Serie A, a equipe vê a permanência cada vez mais próxima e pode dar um passo ainda mais decisivo neste fim de semana, caso consiga superar o Lecce fora de casa. As férias estão chegando, mas convém lembrar que a Viola gosta de se complicar sozinha.









































