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·27 de junio de 2026

A história de Caçapava, lenda do Internacional

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Em 2016, o ex-volante Luís Carlos Melo Lopes, conhecido como Caçapava, faleceu aos 61 anos após sofrer um infarto em Caçapava do Sul, sua cidade natal. Revelado pelo Gaúcho, clube da própria cidade, o ex-meio-campista iniciou a carreira profissional aos 18 anos e chegou ao Sport Club Internacional em 1972.

A partir daí, construiu uma trajetória marcante no futebol gaúcho, conquistando o Campeonato Gaúcho em 1974 e repetindo o feito em 1975, 1976 e 1978, além de alcançar os maiores títulos da carreira com as conquistas do Campeonato Brasileiro de 1975 e 1976.


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No título nacional de 1975, Caçapava teve papel importante na semifinal contra o Fluminense, equipe apelidada de “Máquina Tricolor”. Sob o comando de Rubens Minelli, ele entrou no lugar de Escurinho com a missão de neutralizar Rivellino, desempenhando a função com destaque na vitória por 2 a 0 no Maracanã, resultado que abriu caminho para a conquista inédita do Brasileirão pelo clube gaúcho.

Curiosidades

Após sua passagem pelo Internacional, o volante atuou em outras equipes do futebol brasileiro. Em 1979, defendeu o Corinthians e foi campeão paulista no mesmo ano. Também vestiu as camisas de Palmeiras, Vila Nova-GO, Ceará e Novo Hamburgo, encerrando a carreira em 1987, no Fortaleza.

Algumas curiosidades trazem que em 1978, Caçapava foi incluído na Seleção da Bola de Prata, tradicional premiação da Revista Placar que reconhece os melhores jogadores do Campeonato Brasileiro, reunindo os destaques da competição em uma formação ideal.

Sua saída do Sport Club Internacional ocorreu em um contexto curioso. À época, o presidente do Corinthians, Vicente Matheus, tinha interesse na contratação de Falcão, mas, diante da recusa do clube gaúcho em negociar o craque, o clube paulista acabou optando pela chegada de Caçapava. No Parque São Jorge, o volante teve passagem de destaque e conquistou o Campeonato Paulista de 1979.

Conhecido pelo estilo firme de marcação e pela intensidade em campo, Caçapava também carregava uma curiosidade fora das quatro linhas: segundo relatos da época, tinha medo de cobras e aranhas, uma fobia que contrastava com sua postura forte e destemida dentro de campo.

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