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·3 de agosto de 2026
Abel cobra árbitro e Palmeiras solta nota contra a revolta seletiva

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·3 de agosto de 2026

O Palmeiras venceu o Fortaleza por 3 a 0 no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, mas a semana foi tomada por um lance de Maurício que árbitro e VAR não puniram e que agora pode chegar ao STJD. O clube soltou nota oficial com comparativos em vídeo, e Abel Ferreira usou a coletiva para dizer que confrontou o árbitro ainda em campo.
Todos os assuntos estão no episódio 14 do Palestra Cast, o podcast semanal do Portal do Palestra.
O Palmeiras controlou o jogo desde o início e transformou a superioridade em goleada apenas no segundo tempo. No primeiro, foram chances demais desperdiçadas — o time jogou bem, entendeu a partida, mas não converteu.
Maurício é o caso mais claro de virada de chave. Jogador que oscilava demais no começo da temporada, voltou da Copa mantendo um patamar estável e vem somando com regularidade. Jhon Arias fez mais uma grande partida e reforça a avaliação de que foi um dos melhores negócios recentes do clube: leitura de jogo, controle de bola e capacidade de deixar o companheiro na cara do gol.
Flaco López também segue em alta. O atacante tem sondagens no mercado, mas o Palmeiras não pretende liberá-lo pelo menos até o fim do ano. A confiança de Abel Ferreira e da diretoria é integral, e a evolução física dele desde a chegada aparece como um dos motivos.
O episódio que dominou a repercussão foi um lance envolvendo Maurício que não gerou cartão em campo. O árbitro entendeu que não era caso nem de amarelo; o VAR também não interveio. Depois do jogo, o lance passou a ser tratado como possível caso de julgamento no STJD.
A partir daí, a discussão saiu do mérito e virou disputa de narrativa — o que o Palestra Cast chama de indignação seletiva: o mesmo lance gera reações opostas dependendo da camisa envolvida. Rivais que vinham cobrando rigor em situações idênticas passaram a tratar o caso como escândalo.
O contexto ajuda a explicar a temperatura. O Palmeiras lidera o Brasileirão com oito pontos de vantagem, venceu o Flamengo por 3 a 0 no Rio e vem mantendo regularidade. Quanto maior a distância na tabela, maior a pressão externa em cima de cada decisão de arbitragem.
O clube publicou uma nota oficial acompanhada de vídeos com lances muito semelhantes envolvendo jogadores de Flamengo e Corinthians que não provocaram nenhuma comoção — resposta direta à nota em que o Flamengo citou o Palmeiras. A estratégia foi documentar antes de virar alvo, e não reagir depois do prejuízo.
A referência é o que aconteceu na temporada passada, após o jogo no Morumbi: a partir daquele episódio, uma sequência de decisões contrárias marcou a campanha do Palmeiras. O aprendizado interno é que a omissão tem custo.
A leitura apresentada no podcast é menos conspiratória e mais psicológica. Não se trata de acusar árbitro de má-fé, e sim de reconhecer que um profissional que entra em campo cercado de acusações públicas de favorecimento tende, no inconsciente, a compensar. Notas de rivais alimentam exatamente esse ambiente — e é por isso que a resposta com fatos e vídeo importa.
Na entrevista após a partida, Abel Ferreira disse que preferia não falar muito do assunto, mas não se esquivou. Lembrou que o episódio do Morumbi, na temporada passada, era um problema entre Palmeiras e São Paulo até que um terceiro e um quarto clube se juntassem à discussão.
O técnico também defendeu a história do clube ao afirmar que o Palmeiras não precisa se envergonhar das passagens pela segunda divisão: desceu porque não foi competente o suficiente, e voltou com orgulho, sem que nada lhe fosse facilitado.
O ponto mais forte veio no fim. Abel afirmou que já disse ao árbitro o que pensava, porque o confrontou ao término da partida para perguntar por que nem ele nem o VAR viram o que todo mundo viu — e emendou que “esse asterisco ninguém vai apagar”. A referência é ao lance do Pulgar na final da Libertadores, a expulsão que não saiu e que, na avaliação do treinador, alterou o rumo da decisão perdida por 1 a 0.
A sequência não dá trégua. Na quarta-feira (5), às 21h30, o Palmeiras encara o Fortaleza no jogo de volta das oitavas da Copa do Brasil. Com problemas financeiros, o clube cearense vendeu o mando de campo e transferiu a partida para a Arena Pantanal, em Cuiabá. Com o 3 a 0 da ida, o Verdão pode perder por até dois gols de diferença e ainda avança.
No dia 9, o Palmeiras recebe o Internacional. No dia 12 começam as oitavas da Libertadores, contra o Cerro Porteño, com o jogo de volta marcado para o dia 19, no Paraguai. Entre os dois confrontos, ainda tem Fluminense no Rio — um jogo pesado no meio de uma sequência já carregada.
A preocupação está nos desfalques. Gustavo Gómez, fora por lesão, faz falta pela liderança e pela composição defensiva. Murilo vem bem e o setor não é motivo de alarme, mas dois jogos difíceis contra o Cerro Porteño no mesmo mês exigem elenco inteiro. A agenda completa do Palmeiras em agosto está detalhada no portal.
O Palmeiras venceu por 3 a 0, em casa, no jogo de ida das oitavas de final.
Após um lance envolvendo Maurício não ser punido em campo e virar alvo de cobrança pública, o clube publicou nota com vídeos de lances semelhantes de outros times que não geraram a mesma reação, para se antecipar a uma sequência de decisões desfavoráveis.
Abel disse que confrontou o árbitro no fim da partida para perguntar por que nem ele nem o VAR viram o lance, e afirmou que “esse asterisco ninguém vai apagar”, em referência ao lance do Pulgar na final da Libertadores.
Na Arena Pantanal, em Cuiabá, na quarta-feira (5), às 21h30, porque o Fortaleza vendeu o mando de campo.
O Cerro Porteño, com o jogo de ida no dia 12 e a volta no dia 19, no Paraguai.
O Palestra Cast sai toda semana com os assuntos mais quentes do mundo palmeirense. Acompanhe o podcast no YouTube, no Spotify e nas demais plataformas — e siga o Portal do Palestra no Instagram para não perder nenhum detalhe da temporada.







































