Zerozero
·30 de julio de 2026
Acusações, péssimo relvado e insólito com as bolas: recorde a última Supertaça em Coimbra

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FC Porto e Torreense dão, no próximo sábado (1 de agosto), o pontapé de saída da nova temporada do futebol português. Em disputa está a Supertaça Cândido de Oliveira Placard. O encontro coloca frente a frente o campeão nacional (FC Porto) e o vencedor da Taça de Portugal (Torreense) da época passada. Assinalando também o regresso da prova ao Estádio Cidade de Coimbra, 22 anos depois.
A última passagem pela cidade de Coimbra terminou com uma vitória dos azuis e brancos, que conquistaram a 14ª taça, graças ao golo de Ricardo Quaresma, mas o jogador não foi a figura central da partida. A verdade é que o relvado do Estádio Cidade de Coimbra parecia um autêntico «batatal» e foi o protagonista inesperado da Supertaça de 2004.
Apesar da partida estar marcada para o dia 20 de agosto, as controvérsias em torno do jogo começaram no dia anterior ao apito inicial. Gilberto Madaíl, na altura presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), revelou que subitamente o campo ficou em más condições, equacionando a possibilidade de adiar o duelo.
«Há uma semana fizemos uma inspeção e estava tudo bem. Contudo, uma alga causada pela chuva deteriorou gravemente o relvado. Se os clubes levantarem problemas, poderemos pensar em adiar o encontro», referiu o líder da FPF, em declarações à Rádio Renascença (RR).
O que é certo é que os dois rivais uniram-se contra o «amadorismo» de Madail e criticaram fortemente todo este circo, até porque a escolha da bola foi também uma dificuldade para a FPF. Esteve em cima da mesa a possibilidade de utilizar em cada parte uma bola diferente.
Segundo apurou a imprensa nacional, os dirigentes do FC Porto ficaram muito insatisfeitos com a forma como a federação lidou com a situação, considerando que «um jogo não pode ser adiado de um dia para outro», não aparecendo sequer ao reconhecimento do relvado, hábito normalmente realizado pelas equipas no dia anterior à partida.
Por sua vez, o Benfica foi muito mais crítico, afirmando que ficou a conhecer das novidades através da rádio.
«Oficialmente, não tivemos conhecimento de nada, mas ouvimos pela rádio essa informação. Só podemos encarar isto como uma brincadeira de mau gosto; é um ato de incompetência total. Estamos num país de terceiro mundo», reagiu o então administrador da SAD encarnada, José Veiga, à imprensa nacional.
Veiga abordou ainda a situação da bola do encontro, ironizando a possibilidade de utilizar duas bolas em uma só partida, uma em cada parte.
«Faz algum sentido jogar com uma bola Adidas na primeira parte e outra da Nike na segunda? E se houver prolongamento, jogamos com qual? E se for a penáltis, joga cada um com a sua bola? Só no Afeganistão é que isto acontece», concluiu indignado o dirigente das águias.
Apesar de toda esta polémica, o encontro acabou mesmo por se realizar no Estádio Cidade de Coimbra na data prevista, apenas com uma bola para os 90 minutos e com um relvado a parecer um «batatal». Felizmente, nenhum jogador saiu lesionado do primeiro jogo da temporada, que terminou com vitória portista.
22 anos depois, a prova vai voltar à cidade dos estudantes. Esperamos que existam melhores condições para um bonito espetáculo.
*por Luísa Guerreiro
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