MundoBola
·12 de marzo de 2026
Admitir que falta muito mas reconhecer também um bom começo

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Seria até injusto avaliar Leonardo Jardim com base no desempenho do Flamengo na final do Carioca, tanto para elogios quanto para críticas. A defesa pareceu evoluir mas o ataque seguia inoperante, a escalação era semelhante a de Filipe Luís e alguns jogadores pareceram render mais e outros conseguiram render ainda menos do que com o antigo treinador.
Num cenário em que vencer não era uma grande conquista mas perder seria uma vergonha, o português chegou e, apesar da partida horrível de assistir que foi o FlaFlu, conquistou a vitória nos pênaltis e levantou a sua primeira taça no comando da equipe rubro-negra.
Então a primeira oportunidade de realmente analisar com alguma justiça o trabalho do ex-treinador cruzeirense acabou sendo exatamente o confronto contra o Cruzeiro, pela 5ª rodada do Brasileirão. Uma partida marcada por alguns reencontros cheios de rancor (Jardim enfrentando a equipe mineira, Gérson retornando ao Maracanã) e outros com os quais ninguém se importava (a passagem do obsoleto Tite pelo Flamengo não vale nem o ar gasto pra xingar).
E o que vimos foi um bom começo. O Flamengo foi dominante durante a maior parte da partida, criou as chances mais claras e conseguiu uma vitória por 2x0 que só não foi mais ampla em virtude da grande atuação do jurássico goleiro Cássio e dos seguidos erros ofensivos da nossa equipe.
Mas também vimos problemas. Emerson Royal segue voluntarioso mas continua se complicando demais, a defesa cometeu alguns vacilos absolutamente não provocados e mesmo Carrascal, o autor do segundo gol, vinha realizando uma série de violentas atrocidades antes de receber de Samuel Lino o passe para definir a partida.
O que temos então é um começo de trabalho, sem direito a pré-temporada - algo que Bap não deixou nem que Filipe Luís tivesse direito - onde o português vai precisar imprimir seu estilo de jogo e definir sua equipe já com o calendário moendo e as exigências de um Brasileirão onde saímos atrás do outro principal concorrente. E tudo isso sem ter o colchão de afeto e reputação que nosso ex-treinador tinha e que, mesmo assim, não o protegeu de uma torcida parcialmente em surto e um presidente totalmente egocêntrico.
Se a intenção com a chegada de Léo Jardim era chacoalhar o grupo e buscar um futebol mais direto, o plano parece, inicialmente, estar dando certo. Pedro basicamente ressuscitou após ter indo de encontro ao pai e marcou um belo gol, Paquetá fez aquela que possivelmente é sua melhor partida pós-retorno, com vários lançamentos verticais e alguns pontapés em Gerson. Não tem como dizer que vai dar certo, mas parece ser realmente algo diferente.
O próximo teste já é diante do Botafogo, colocando Leonardo Jardim com a estranha estatística de, em 3 jogos, ter disputado 66% de clássicos e 33% de finais, com 100% de aproveitamento na conquista de títulos. O que não prova nada, a não ser que realmente é complicado confiar em números e que o trabalho de Leonardo Jardim realmente está só no começo. Que possa se tornar uma surpresa tão positiva quanto a saída do último treinador foi uma surpresa negativa para a maior parte de nós.









































