oGol.com.br
·11 de junio de 2026
Alisson admite ciclo instável e comenta críticas da torcida: 'Sou o meu maior crítico'

In partnership with
Yahoo sportsoGol.com.br
·11 de junio de 2026

A estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo está próxima e o goleiro Alisson declarou nesta quinta-feira, 2, o que o grupo precisa melhorar após os últimos amistosos. para o defensor, que pela terceira vez será dono da camisa 1 o Brasil no Mundial, uma equipe vencedora precisar 'odiar levar gol'.
"A gente não quer isso. Eu, como goleiro, sou o primeiro que sai da partida insatisfeito com o fato de ter sofrido gols. Acho que uma equipe vencedora tem que odiar tomar gol, o adversário tem que trabalhar muito forte para fazer gol", iniciou em entrevista coletiva.
"A gente está tentando criar essa mentalidade aqui. Os amistosos tiveram um caráter de preparação, de testes, que foram escolhidos pelo mister. Acho que dos três gols que sofremos dois eram completamente evitáveis. E a gente conversou sobre o que tinha que ter sido feito diferente, até mesmo no gol de falta", completou o goleiro, lembrando os gols sofridos nos amistosos contra Panamá e Egito.
Apesar de lamentar os gols sofridos, Alisson indicou que existe um lado positivo na possibilidade de corrigir os erros defensivos nos amistosos antes da Copa do Mundo.
"Buscamos olhar também pelo lado positivo que aconteceu nos amistosos para não acontecer na Copa do Mundo. Nos dá oportunidade de corrigir aquilo que tem ser corrigido. Às vezes se a bola desvia e não entra por algum fato não tem tanta atenção em cima disso, mas quando nos custa um gol temos que estar muito ligados nisso. Esse aspecto defensivo é extremamente importante na Copa do Mundo, uma competição de tiro curto. Nós queremos ter uma defesa sólida, uma equipe que defende junto, totalmente focado em não sofrer gols. Depois a gente sabe que vai criar chances e ter oportunidades. Nos deixou desconfortáveis nos amistosos, mas são coisas que ajustamos", disse.
Em sua terceira Copa do Mundo como titular da seleção brasileira - algo inédito na história -, Alisson admitiu que o último ciclo brasileiro foi repleto de oscilações, mas mostrou confiança em um bom resultado na Copa do Mundo após a chegada do técnico Carlo Ancelotti.
"É inegável que esse último foi muito difícil. Sentimos na pele a dificuldade que tivemos, por vários fatores. Mas o mais importante é o momento em que nos encontramos agora. Desde a chegada do Ancelotti, o ambiente foi transformado. Ele carrega uma presença muito forte e nos dá essa tranquilidade de um ambiente focado no trabalho, sem polêmicas ou outras questões. Dentro de tudo isso, que aconteceu, o mais importante é o momento que nos encontramos agora. É isso que importa. O momento que a equipe vai para disputar o primeiro jogo", falou.
O goleiro também disse entender a desconfiança de parte da torcida brasileira em sua terceira Copa do Mundo. "s cobranças são naturais. Injustas ou não, faz parte do futebol e do pacote que é vestir essa camisa. Os torcedores querem que quem vista essa camisa conquiste títulos. Eu já experimentei isso conquistando uma Copa América, mas nada se compara a conquistar uma Copa do Mundo. Esse é o objetivo. As críticas vêm por isso também, por não termos ganhado nas outras oportunidades."
Alisson disse que não fica remoendo as derrotas contra Bélgica e Croácia em 2018 e 2022, em que parte da torcida exigia que ele fizesse mais nos gols sofridos e rebateu os comentários. "Não sei a intenção de quem critica ou traz à tona ainda esse tipo de questão. Isso de maneira nenhuma me assombra ou tira minha confiança de que estou fazendo o trabalho da maneira certa e me dedico."
"Sou o meu maior crítico. Ninguém vai me criticar mais do que eu. Porém, a minha crítica é em fatos do dia a dia, leitura técnica e psicológica. Ninguém me conhece mais do que eu", acrescentou o goleiro.
e não garantiu pensar em disputar uma nova Copa do Mundo. Em 2030, ele terá 37 anos.
"Adoraria responder, mas o meu foco está nessa Copa do Mundo. Vou encarar como se fosse a última oportunidade. Tenho aprendido isso na vida, viver a cada dia. Meu foco é para esse tempo. É uma oportunidade grandiosa viver mais uma Copa do Mundo. Eu me sinto honrado de chegar a essa marca dos goleiros que estiveram em três Copas do Mundo, mas quero entrar no outro grupo. Quero estar nos campeões de uma Copa. Com os outros 25 convocados. Esse é meu foco e a coisa mais importante no momento."
A seleção brasileira estreia na Copa do Mundo neste sábado, 13, às 19h (horário de Brasília) contra o Marrocos, pelo Grupo C. O jogo acontece no Metflife Stadium, em Nova York.







































