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·16 de marzo de 2026
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Carlo Ancelotti, agora no comando da Seleção Brasileira, recebeu o jornal Marca, em seu escritório na sede da CBF para uma entrevista exclusiva.
Comandante vitorioso e de currículo invejável, o treinador falou sobre os seus primeiros meses no Brasil, a adaptação ao ambiente e os desafios que o separam do tão sonhado hexacampeonato mundial – e tratou de negar qualquer "pressão" pelo título da Copa do Mundo.
Para o lendário técnico italiano, disputar o mundial com a Seleção é mais uma "motivação" em sua longa, e vitoriosa, carreira.
"A dificuldade tem que ser uma motivação para fazer melhor. A sensação que tenho é que há um ambiente preparado para vencer. Há muita pressão, é verdade, mas há também um carinho incrível pela seleção nacional", afirmou.
Às vésperas de divulgar a lista para os últimos testes da Seleção, contra Croácia e França, Ancelotti comentou a dificuldade de convocar o Brasil.
"Não é fácil fazer a lista porque há muitas opções, especialmente no ataque, porque temos muitas opções. Um pouco menos no meio-campo ou nas pontas (laterais), mas existe a possibilidade de escolher os jogadores que atuarão nos próximos amistosos e na Copa do Mundo". afirmou.
Em tom bem-humorado, o treinador ainda brincou com Federico Valverde, ao ser perguntado sobre se ficou surpreso com a atuação de gala do uruguaio no Real Madrid 3 x 0 Manchester City, pela Champions League.
"[Sim, falei com ele] Eu disse: “É uma pena que você não tenha um passaporte brasileiro", brincou.
Na entrevista, Carleto ainda elegou o melhor XI que treinou, contando apenas jogadores brasileiros.
Confira a seguir:

Após uma passagem histórica e multipremiada pelo Real Madrid, Ancelotti revelou que a Seleção Brasileira era o único caminho que enxergava para a sequência de sua carreira.
"Eu não tinha a ideia de ir para outro clube depois do Madrid. A oportunidade com a seleção brasileira surgiu há dois anos e depois renovei com o Madrid, mas no ano passado achamos que era hora de sair e agora estou feliz", explicou o treinador.
O ambiente na CBF, segundo ele, é marcado por cores e muita alegria, contrastando com a formalidade de seu antigo escritório em Valdebebas.
Apesar da resistência inicial que parte da "velha escola" do futebol brasileiro demonstrou em relação a treinadores estrangeiros, Ancelotti se diz acolhido.
"As pessoas me recebem muito bem aqui, sou muito respeitado e elas me amam muito. O ambiente no Brasil é um ambiente de futebol, muito apaixonado, as pessoas são muito ligadas ao futebol", celebrou.
Com a proximidade da Copa do Mundo, a pressão por resultados e pela sexta estrela é uma realidade constante no Brasil.
No entanto, o treinador encara o cenário de forma positiva.
"Eles vêm pedindo isso há muito tempo. Isso não é apenas um objetivo, é também uma motivação".
Ancelotti destacou a diferença cultural no peso que a Seleção tem para os brasileiros em comparação com a Europa.
"A sensação que tenho é que há um ambiente preparado para vencer. Há muita pressão, é verdade, mas há também um carinho incrível pela seleção nacional. Aqui, quando a seleção joga, tudo para, não é o mesmo ambiente da Europa", observou.
Ele acredita que, na Europa, as seleções perderam força devido ao calendário intenso de competições de clubes, como a Champions League.
Porém, essa paixão nacional cobra seu preço dos jogadores.
"No Brasil, o time mais importante é a seleção nacional e, para os jogadores, é muito especial vestir a camisa. Isso é bom, mas também há muita pressão sobre o jogador de futebol. Um erro em um amistoso aqui pune você, e eu quero tratá-los para não colocarem tanta pressão sobre si mesmos", completou Ancelotti.
Acostumado à rotina diária de treinamentos em clubes, Ancelotti detalhou que o trabalho em uma seleção exige um ritmo diferente, com menos estresse contínuo, mas com um forte componente de observação.
O treinador ressaltou a dificuldade de montar o elenco ideal devido à vasta quantidade de talentos disponíveis: "O Brasil tem pelo menos 70 [jogadores] que podem estar na seleção, e fazer uma avaliação de todos não é tão simples". Ele revelou manter contato constante com treinadores de clubes brasileiros, citando Palmeiras, Flamengo e Bahia, para auxiliar no monitoramento dos atletas que atuam no futebol nacional.
O processo de definição da lista para a Copa do Mundo está em andamento, e o ataque é o setor que mais gera "dores de cabeça" positivas para o treinador.
"Não é fácil fazer a lista porque há muitas opções, especialmente no ataque", admitiu.
O contato direto com os jogadores brasileiros no dia a dia da Seleção tem fortalecido a sua admiração pelo perfil dos atletas do país.
Ao comentar sobre Vinicius Jr., jogador com quem trabalhou intensamente no Real Madrid, Ancelotti enalteceu o caráter brasileiro.
"Ele é brasileiro, tem o caráter de um brasileiro. O brasileiro é uma pessoa com alegria, muito humilde. Ainda não encontrei uma pessoa arrogante nem na CBF nem em nenhuma das pessoas brasileiras que conheço. Vinicius é humilde, alegre e tem um talento extraordinário".
E para afastar qualquer dúvida sobre o poder de decisão do atacante, ele foi categórico: "Vinicius nunca falhou em partidas importantes... Tenho certeza de que ele fará uma grande Copa do Mundo se estiver no time".

📸 IAN KINGTON - AFP or licensors









































