Portal dos Dragões
·1 de enero de 2026
André Villas-Boas preparado para a segunda volta do campeonato: “Estamos habituados a desigualdades contra o FC Porto”

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André Villas-Boas marcou presença, esta quinta-feira, no treino aberto do FC Porto no Estádio do Dragão, agradecendo aos cerca de 27 mil adeptos que marcaram presença no primeiro dia de 2026 e deixando várias mensagens sobre ambição e compromisso do Clube.
“Desejo um bom ano a toda a família portista, desde os adeptos que estiveram presentes no Estádio do Dragão hoje aos que nos seguem através do Porto Canal. Que 2026 seja um ano de grandes conquistas. Há um ano estávamos aqui com os mesmos desejos, sonhos e ambições e vimos como as coisas se conseguem desmoronar, por isso é que o compromisso, a exigência, o rigor e a determinação são fulcrais para atingirmos os nossos objetivos. Sabemos que qualquer distância pontual é sempre curta. Estamos numa maratona e temos de levar os nossos objetivos até ao fim. Que a equipa nos continue a dar grandes alegrias com o mesmo foco e ambição para conquistarmos o título, que é o que mais desejamos, tanto no futebol como nas restantes modalidades”, começou por dizer, em declarações ao Porto Canal.
“Agradeço este compromisso associativo que é reflexo da nova ligação que o FC Porto tem com os adeptos e nós queremos continuar a criar laços para que esta união se prolongue no tempo. Queremos chegar aos 250 mil sócios nos próximos três anos. Em abril vamos cumprir dois dos objetivos que delineámos no nosso plano estratégico e tudo se deve à confiança dos adeptos e dos sócios. É um bom reflexo da força do FC Porto e dos princípios e valores do Clube. Só posso estar muito agradecido e espero atingir esta meta o mais rápido possível”, acrescentou o presidente.
André Villas-Boas apelou à união em torno dos objetivos e comentou a forma como o clube tem combatido as “desigualdades”, além de destacar a dificuldade de alguns compromissos vindouros, com o FC Porto a manter-se na liderança da I Liga, com 46 pontos, mais cinco do que o bicampeão Sporting e mais dez por comparação ao Benfica.
“A força do FC Porto é o seu sentido de união e compromisso. Quando estamos juntos e focados no mesmo objetivo somos imbatíveis. É disso que precisamos. Que os adeptos nos empurrem. Sente-se no ar esse compromisso e união da equipa com os adeptos e este carinho é fundamental. Termos quase 30 mil pessoas no estádio, no dia 1 de janeiro, com chuva e frio, reforça esse sentido de união e compromisso e espero que as equipas continuem a corresponder às expectativas e atingirmos o sucesso que queremos“, sublinhou o líder máximo dos azuis e brancos.
“Estamos habituados a ter de construir a nossa fortaleza contra as desigualdades que são cada vez mais crescentes, contra o FC Porto, os seus feitos, os seus jogadores, técnicos… É algo cada vez mais crescente em órgãos de comunicação social que nos atacam diariamente. Esta nossa fortaleza, este espírito de união e a mentalidade que o míster trouxe a esta equipa e, recordando que o FC Porto atingiu os melhores registos da sua história refletem bem o compromisso do míster com o Clube, com a equipa e com os jogadores. Estamos a meio caminho, temos um janeiro difícil com deslocações aos Açores e a Guimarães, um clássico aqui para a Taça de Portugal e queremos muito sonhar com os títulos no futebol, por isso é preciso continuar a apoiar esta equipa, respeitar o seu sentido de compromisso e sobretudo transmitir esta energia interna que é o que precisamos para nos transcendermos até ao título”, vincou.
Os elogios ao plantel de 2010/11 foram comparados aos da temporada atual: nessa época, André Villas-Boas era o treinador dos dragões, após ter recebido um voto de confiança de Pinto da Costa, antigo presidente que em abril de 2024 foi substituído por AVB.
“Recuando à época 2010/11, há aqui uma ligeira comparação. Tínhamos uma equipa altamente talentosa com jogadores que eram foras de série e tínhamos uma mensagem interna muito forte e um espírito motivacional que a cada jogo ia crescendo, muita coisa que podemos comparar com essa época, uma equipa que nunca desiste e que transmite energia positiva e tem uma garra e dedicação como poucas vezes vimos. Encontramos este paralelo, mas é preciso lutar até ao fim. A cada jogo se transmite uma mensagem motivacional mais forte no sentido de conquistar a vitória e ir caminhando passo a passo até à meta final. Isso é o mais importante. Voltámos a ter um guarda-redes capitão, como em 2010/11, e é esta mensagens de força interna que temos de transmitir até ao final”, recordou.
“O que nos une enquanto portistas é este sentimento pelo clube, a transcendência, o amar estes valores que nos unem e um respeito que nos une. Somos uma família em italiano, em português e em bom portuense e é com esse espírito que temos de nos manter até ao fim“, completou.









































