Glorioso 1904
·29 de junio de 2026
Antigo guardião do Benfica deixa alerta a Rui Costa sobre a nova época: "Deverá acelerar o passo"

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O Benfica saiu reforçado da Assembleia Geral realizada, no último sábado, com a aprovação do orçamento para 26/27, mas José Manuel Delgado acredita que os desafios estão longe de terminar. O guarda-redes que passou pelo Benfica na década de 80 considera que Rui Costa garantiu estabilidade para iniciar a nova temporada, embora alerte para a necessidade de acelerar a construção do plantel orientado por Marco Silva.
"Com vários jogadores espalhados pelas seleções que disputam o Mundial, e ainda com as dúvidas que envolvem, por razões diversas, a continuidade de alguns desses e de outros, Rui Costa e Mário Branco deverão acelerar o passo para, de acordo com o que é pretendido por Marco Silva — evitando que seja "cada cor seu paladar", como diziam antigamente os pregões dos vendedores de gelados — criar um grupo coeso e coerente", escreveu no seu texto de opinião no jornal A BOLA.
O principal foco da análise recai, contudo, sobre a centralização dos direitos televisivos. O jornalista recorda que da Assembleia Geral resultou uma posição muito clara dos encarnados, transmitida por Nuno Catarino. "Para lá de algumas ameaças ocas de "tolerância zero" à FPF e à arbitragem, resultou uma tomada de posição, veiculada por Nuno Catarino, relativa à venda centralizada dos direitos televisivos, que mostrou, por um lado, como esse processo está longe de ser dado por terminado, e por outro a determinação do Benfica de se manter fiel ao que sempre disse sobre esta matéria: "desde que não recebamos um euro a menos, que seja, relativamente ao que conseguimos, não nos opomos a que um aumento de receitas seja distribuído pelos restantes clubes", pode ler-se.
Na opinião de José Manuel Delgado, o conflito está longe de terminar. "Se a divergência se mantiver, se na altura de se saber quanto é que as operadoras estão dispostas a pagar pelo nosso futebol profissional — e será esse o valor do produto e não qualquer dos números que há anos vêm sendo adiantados — e se o Benfica entender que assim não vai a jogo, ficou a saber-se que seguirá a via dos tribunais", afirmou.
Recorde-se que o Benfica continua a ser visto como um elemento fundamental neste dossiê, algo que foi assumido publicamente por André Mosqueira do Amaral, diretor executivo da LPFP. "A contribuição do Benfica é, obviamente, incontornável", falou à Agência Lusa.







































