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·15 de enero de 2026

António Silva diz que “o triunfo do FC Porto não é merecido” após novo jogo sem golos no Dragão

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No final da eliminação frente ao FC Porto, o Benfica saiu de campo com um discurso que voltou a colocar o mérito dos dragões em discussão. António Silva foi a voz dessa leitura: “Havia uma equipa hoje que merecia passar, acho que éramos nós.” Uma declaração forte, sustentada na exibição encarnada, mas que esbarra num dado incontornável da época: em duas visitas ao Estádio do Dragão, o Benfica não conseguiu marcar um único golo.

O futebol decide-se na eficácia. E é precisamente aí que o discurso do “não merecíamos perder” começa a perder força. O Benfica voltou a sair do Dragão sem marcar, repetindo o desfecho do jogo do campeonato. Dois clássicos no mesmo palco, dois jogos sem golos marcados. Independentemente do volume ofensivo, da posse ou da territorialidade, a incapacidade de transformar domínio em finalização eficaz pesa inevitavelmente na leitura global.


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António Silva sublinhou o golo sofrido de bola parada como um episódio do jogo — “é futebol” — e não como reflexo da superioridade portista. Ainda assim, este detalhe acaba por reforçar uma tendência: o FC Porto foi mais pragmático, mais competente nos momentos-chave e mais eficaz na gestão das vantagens. Mérito que, no futebol de alto nível, raramente se mede apenas pela qualidade exibicional.

O defesa encarnado rejeitou cenários de época perdida e reforçou a união do balneário em torno do treinador, desvalorizando críticas externas. Esse discurso de coesão é relevante num contexto de desilusões acumuladas, mas não apaga a realidade competitiva: o Benfica continua a revelar dificuldades estruturais em jogos grandes, sobretudo naquilo que mais decide partidas — o golo.

No fim, fica um paradoxo difícil de ignorar. O Benfica até pode ter tido mais remates no jogo, mas voltou a sair derrotado. Pode ter mostrado evolução emocional e física, mas não conseguiu alterar o resultado. E enquanto o discurso do mérito não for acompanhado por eficácia ofensiva, especialmente em estádios decisivos como o Dragão, continuará a soar mais como uma justificação do que como uma conclusão incontestável.

No futebol, não há vitórias morais. Há vitórias dentro de campo e o FC Porto tem sido mais forte que o Benfica.

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