Esporte News Mundo
·8 de junio de 2026
Após semestre com improvisos, Santos mira reforços em posição carente

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·8 de junio de 2026

O Santos FC já traça seus plano para a próxima janela de transferências com um alvo claro: as laterais. O setor, que vem sendo motivo recorrente de preocupação ao longo da temporada, expõe limitações importantes do elenco à disposição do técnico Cuca, tanto pela escassez de opções quando pelos problemas físicos enfrentados pelos jogadores.
A avaliação interna é de que o clube precisará agir de forma pontual no mercado para corrigir desequilíbrios que têm impactado diretamente o desempenho da equipe em campo
LADO DIREITO CONVIVE COM DORES, CRÍTICAS E INCERTEZAS
Na lateral-direita, o cenário é marcado por instabilidade. Igor Vinícius se firmou como titular ao longo da temporada, somando 26 partidas e sendo presença constante na equipe. No entanto, sua sequência em campo tem sido sustentada à base de esforço físico extremo.
O jogador sofreu uma fratura em um dos dedos do pé, mas, mesmo assim, seguiu atuando. Após o duelo contra o Vitória, Cuca revelou que o atleta precisou recorrer a infiltrações para aliviar a dor e conseguir permanecer em campo, situação que acende um alerta sobre o risco de agravamento da lesão.
Como alternativa, Mayke também enfrenta dificuldades. O lateral convive com dores no joelho e já passou, em março, por um procedimento de PRP (plasma rico em plaquetas), método que utiliza componentes do próprio sangue para acelerar a recuperação. A comissão técnica não descarta a necessidade de uma nova intervenção no mesmo local.
PRESSÃO EXTERNA E POSSIBILIDADE DE SAÍDA
Além das questões médicas, Mayke também vive um momento delicado fora das quatro linhas. Parte da torcida demonstra insatisfação com seu desempenho recente. Um exemplo claro ocorreu na derrota para o Coritiba, quando o jogador foi escalado como titular, recebeu vaias ainda no primeiro tempo e acabou substituído precocemente.
Com contrato válido até o fim de 2027 e figurando entre os maiores salários do elenco, o lateral tem futuro incerto. Internamente, o Santos não descarta a possibilidade de negociar uma rescisão amigável, caso surja um cenário viável para ambas as partes.
Outras opções para o setor não animam. JP Chermont, que pertence ao clube, está emprestado ao Coritiba, e a diretoria não considera seu retorno neste momento, mesmo diante da carência na posição.
A falta de nomes levou Cuca a buscar soluções emergenciais. Em algumas partidas, o treinador optou por improvisar Davizinho, atacante do time sub-20, como alternativa no banco para a lateral-direita, um retrato claro da escassez de peças específicas para a função.
LADO ESQUERDO AGRAVA CENÁRIO COM LESÕES GRAVES
Se o lado direito preocupa, a lateral-esquerda apresenta um quadro ainda mais crítico. Atualmente, Escobar é o único jogador disponível para a posição no elenco principal. O defensor soma 25 partidas na temporada e tem sido presença constante, mas também sofre com a sobrecarga.
Seu contrato se encerra ao fim do ano, o que aumenta a urgência por planejamento e reposição no setor.
A principal alternativa, o jovem Vinícius Lira, sofreu uma ruptura total do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo em março. A gravidade da lesão praticamente encerra sua participação na temporada, reduzindo ainda mais opções do treinador.
BASE AINDA NÃO OFERECE RESPOSTA IMEDIATA
Na tentativa de suprir a carência, o Santos promoveu Rafael Gonzaga, destaque das categorias de base, ao elenco profissional. O lateral participou de quatro jogos, mas acabou retornando ao sub-20.
A avaliação da comissão técnica é de que, apesar do potencial, o jogador de 18 anos ainda não está pronto para assumir um papel consistente na equipe principal, especialmente em um momento de alta exigência.
IMPROVISAÇÕES VIRAM ROTINA NO ESQUEMA DE CUCA
Diante da escassez, o improviso passou a fazer parte do cotidiano do time. Quando não pôde contar com Escobar, Cuca recorreu a adaptações físicas, utilizando nomes como o atacante Barreal e o zagueiro Luan Peres na lateral-esquerda.
Outro jogador observado é João Ananias, zagueiro que já atuou na posição durante sua formação na base. No entanto, ele ainda não recebeu oportunidades no time profissional.
MERCADO SURGE COMO SOLUÇÃO INEVITÁVEL
Com um cenário marcado por lesões, limitações técnicas e ausência de reposições imediatas, a diretoria reconhece que o mercado será fundamental para corrigir o problema.
A busca por laterais, especialmente que possam chegar e assumir protagonismo, se tornou prioridade absoluta no planejamento do clube. A expectativa é de que a próxima janela represente uma oportunidade decisiva para reorganizar o setor e dar mais estabilidade ao trabalho da comissão técnica.
Até lá, o Santos segue convivendo com um dos pontos mais frágeis de seu elenco, tentando equilibrar improvisações e administrar os riscos físicos de seus principais jogadores.
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