Fala Galo
·17 de enero de 2026
As boas e as más notícias do Atlético na Copa São Paulo

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·17 de enero de 2026

Por Jonatas Berto
O Atlético foi eliminado da Copa São Paulo de Futebol Jr. no início da semana, após derrota por 3 a 1, para o Ibrachina. Mesmo com nomes de peso como Veneno, Mosquito, Riquelme e Pedro Cobra, o clube fechou mais uma participação muito abaixo, no maior torneio de base do país. Classificado em segundo lugar na fase de grupos, sucumbiu logo no primeiro mata-mata.
Nesta matéria, o Fala Galo vai mostrar quem se destacou e quem foi mal com a camisa Atleticana, e vamos apresentar a “sina maldita” que acompanha o clube na Copinha.
Nos últimos dez anos, chama a atenção o número de eliminações precoces do Atlético. Por cinco vezes, o time sequer chegou à terceira fase, contando até mesmo com uma eliminação na fase de grupos (2016). A última vez que o Galinho chegou numa semifinal foi em 2014, e o último título veio há 43 anos, em 1983.
Já é “chover no molhado”, mas vamos destacar novamente o goleiro Pedro Cobra. Sem suas intervenções importantes, o time poderia ter sofrido uma eliminação, já na fase de grupos. Falhou contra o Ibrachina, mas defendeu um pênalti, quando o jogo estava empatado. Ainda na defesa, o zagueiro Xavier sai do torneio melhor do que começou. Em uma defesa muito vazada, o beque conseguiu mostrar um futebol de personalidade, fazendo desarmes providenciais, e ganhando duelos.
No meio, o destaque é Luiz Peu. O volante, titular na campanha do título sub-17, tem uma passada diferente. Toca bem a bola, dá boas inversões, e é opção confiável na construção ofensiva. Poderia ter “sentido” mais sua primeira participação na Copinha, mas se adaptou bem. É um nome para se ficar de olho. Seu companheiro de meio de campo foi Eric, que mostrou qualidade no momento ofensivo, tendo marcado dois gols na Copa São Paulo – um deles um golaço de falta, quase da linha de fundo.
No ataque, João Teixeira mostrou toda a qualidade que o fez um destaque do sub-17. Foi o artilheiro Alvinegro no torneio, com dois gols, e ajudou na construção de outros lances de perigo. Camisa 9 de imposição física, “Jota” só tem que ficar atento na sua efetividade perto do gol. O centroavante desperdiçou várias oportunidades claras – chances que o próprio Teixeira não perderia no sub-17. Mesmo assim, mostrou qualidade.
Mosquito e Riquelme merecem uma menção honrosa. Destaques absolutos no sub-17, eles não sentiram o peso de jogar no sub-20. Podem não ter marcado muitos gols, mas isso fala mais da desorganização do time do que do futebol deles. A dupla transmitiu confiança, e, com mais minutagem, deve ganhar o protagonismo na sequência da temporada.
Nas laterais, muita dor de cabeça. O lateral-esquerdo Alexis Vargas, que está emprestado junto ao Olimpia, ainda não convenceu. Ele parecia ser “um novo Iván Román”, aquele atleta jovem que chegaria ao Atlético, jogaria algumas vezes na base, e já seria incorporado no profissional. O problema é que Vargas ainda não passou confiança, chegando ao ponto de terminar na reserva um torneio em que começou como titular. O paraguaio tem pouco tempo para justificar sua permanência na Cidade do Galo.
Na direita, o caso de Vitor Gabriel é quase emblemático. No sub-20 já a um bom tempo, ele começou a Copinha com tudo, distribuindo três assistências e marcando um gol, nos primeiros dois jogos. Mas Vitor não conseguiu manter o nível, e teve uma atuação desastrosa na eliminação da segunda fase, onde cometeu um pênalti, e marcou um gol contra.
Gabriel Veneno não foi mal, mas sua participação foi frustrante. Aberto pela direita, o talentoso ponta mostrou habilidade, deu bons dribles, teve volume, mas foi muito pouco efetivo. Veneno passou “zerado” nos gols e assistências, algo impensável para um atacante promissor. O jogador, contudo, precisa de mais minutagem para desabrochar seu futebol, e é natural que ele, com mais tempo de jogo, conquiste a confiança do futebol profissional. Qualidade ele tem.
Ainda no ataque, o centroavante Lucas Louback também causou frustração. Bom, voluntarioso, e artilheiro em 2025, o jogador não balançou as redes em nenhum dos quatro jogos, e, pior que isso: ficou marcado após desperdiçar um caminhão de oportunidades. Louback tem potencial, e isso torna quase que incompreensível sua participação nos campos paulistas.
A segunda passagem de Leandro Zago pelo Galinho sub-20 ainda não deslanchou. Após a Copa São Paulo, Zago chegou a 42 partidas após seu retorno ao Alvinegro, e o aproveitamento é de apenas 44,4%. O time mais perdeu (16) do que ganhou (15), e, neste início de 2026, o Atlético sucumbiu contra os adversários de maior nível. O 3 a 0 sofrido para o Audax, na fase de grupos, já tinha acendido a luz de alerta. Mesmo assim, veio a eliminação no jogo seguinte. O time cometeu erros defensivos demais, perdeu chances claras de gol, e foi inconstante nos jogos.
Apesar de vários destaques da base terem começado o ano com Jorge Sampaoli, o plantel que viajou a São Paulo tinha mais que capacidade de fazer um campeonato melhor. Por causa disso, e observando uma sequência de ano que terá Estadual e Brasileirão da Série B, será necessário melhorar o nível de jogo.




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