Esporte News Mundo
·19 de marzo de 2026
Atleta da Seleção detona acerto de Cuca com o Santos

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·19 de marzo de 2026

A lateral Fê Palermo, do Palmeiras e da Seleção Brasileira feminina, fez duras críticas à contratação do técnico Cuca pelo Santos.
Em um longo desabafo publicado nas redes sociais, a jogadora questionou a postura do futebol diante de acusações graves envolvendo profissionais do esporte e cobrou mudanças de comportamento por parte de clubes e dirigentes.
No posicionamento, Palermo afirmou que o futebol não pode ser tratado com fanatismo a ponto de ignorar atitudes fora de campo, e que há uma tendência recorrente de relevar acusações em nome do talento ou da história de atletas e treinadores.
A manifestação ocorre após o Santos anunciar a contratação de Cuca, com vínculo até o fim de 2026.
O treinador esteve envolvido no chamado “Escândalo de Berna”, ocorrido em 1987, quando, ainda como jogador do Grêmio, foi acusado de participação em um caso de violência sexual contra uma menor de 13 anos, na Suíça.
Em 1989, ele foi condenado pela Justiça local por ato sexual com menor, mas não cumpriu a pena por estar no Brasil. Décadas depois, em 2023, a condenação foi anulada por questões processuais, sem reavaliação do mérito, ou seja, sem declaração de inocência, e o caso não pode mais ser reaberto devido à prescrição.
Em sua publicação, Fê Palermo destacou que, mesmo diante de dúvidas ou ausência de conclusões definitivas, clubes deveriam evitar contratações envolvendo profissionais ligados a esse tipo de acusação. Para a atleta, a responsabilidade social do futebol precisa ser levada em conta.
A jogadora também relembrou episódios vividos durante sua passagem pelo Santos, mencionando denúncias e situações de assédio dentro do ambiente do clube, o que, segundo ela, parece se repetir ao longo do tempo, levantando questionamentos sobre a postura institucional no enfrentamento desses problemas.
Em tom firme, Palermo afirmou que o silêncio contribui para a perpetuação dessas situações e revelou já ter sido vítima de abusos, tanto sexuais quanto morais, e disse que decidiu se posicionar justamente para não ser conivente com esse tipo de prática.
Ao final, a lateral cobrou coerência da sociedade e dos dirigentes esportivos, defendendo que o futebol deve ser um espaço de exemplo positivo. Para ela, além do desempenho dentro de campo, o histórico e a conduta dos profissionais também precisam ser considerados nas decisões dos clubes.
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