Atualização do volante, do meia e agora do possível camisa 9 do Grêmio no mercado
O Grêmio segue no mercado, mas em compasso de espera. O principal motivo tem nome e sobrenome: Guido Rodríguez. O volante argentino ainda tenta resolver sua vida na Europa e mantém o Tricolor como uma possibilidade, embora esteja claro nos bastidores que Porto Alegre não é, hoje, a prioridade do jogador.
Guido não conseguiu fechar com o Valencia e também não avançou com outros clubes do futebol europeu. O entrave é conhecido: salário. O volante recebe na casa dos R$ 2 milhões por mês, valor que muitos clubes médios da Espanha, Alemanha e Itália não conseguem pagar. Em ligas alternativas, como a segunda divisão inglesa, o cenário é ainda mais complicado. Hoje, o futebol brasileiro consegue competir financeiramente com boa parte da Europa — e isso pesa.
Houve conversa com a MLS. O Atlanta United chegou a analisar a situação, mas a possibilidade praticamente caiu por terra. Jogar nos Estados Unidos significaria abrir mão, na prática, do sonho de disputar uma Copa do Mundo. Não é o caminho que Guido quer seguir neste momento da carreira.
Diante disso, o recado do jogador ao Grêmio é claro: ele vai esperar até o início de fevereiro, quando se fecham as principais janelas europeias. Se nada aparecer, aí sim o Tricolor vira uma opção real. O torcedor precisa entender o cenário: o Grêmio está no jogo, mas não é a prioridade. É a última cartada.
Enquanto isso, a direção trabalha com outras frentes. Nomes como Ascacíbar e Ibarra foram descartados. No caso de Ascacíbar, o salário pago pelo Estudiantes foge completamente da realidade gremista. Não adianta gostar do jogador se a conta não fecha.
O planejamento do Grêmio é objetivo: buscar um camisa 5, um camisa 10 e, mais adiante, um camisa 9 para compor elenco. Anderson Talisca, que chegou a ser especulado, está fora de cogitação. Dirigente ouvido foi direto: esquece, não vem.
No ataque, Carlos Vinícius é o titular. Isso não está em debate. Ainda assim, o Grêmio admite que vai buscar mais um centroavante ao longo da temporada. Não é prioridade agora, mas está no radar. E isso passa, principalmente, pela situação de Braithwaite.
O dinamarquês custa caro, está lesionado e se envolveu em um ruído nos bastidores após cobrar valores em atraso do clube. Não entrou na Justiça, apenas cobrou o que era devido — o que é direito do jogador. Mesmo assim, a forma como o episódio vazou não caiu bem internamente. Parte da dívida foi paga, mas a sensação é de que uma saída pode acontecer, seja por custo-benefício, seja por ambiente.
Esse movimento faz parte de um processo maior. O Grêmio já soma cerca de 16 saídas no elenco e projeta uma economia anual próxima de R$ 20 milhões em salários. Na prática, algo entre R$ 1,6 milhão e R$ 1,7 milhão por mês deixa de pesar na folha. É ajuste, é realidade financeira, é sobrevivência.
Outros nomes, como Cuéllar e Aravena, também viraram pauta após notícias de que estariam liberados para procurar clube. A apuração mostra que isso não aconteceu de forma oficial. Nenhum deles foi chamado pela direção para ouvir um “procura outro time”.
O Grêmio segue, assim, tentando ajustar o elenco no limite entre o que quer e o que pode. Com calma, mas sabendo que algumas definições — especialmente a de Guido Rodríguez — vão impactar diretamente os próximos passos do clube.