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·16 de mayo de 2026

Auto-golo e mais um penalti por assinalar contra o FC Porto

Imagen del artículo:Auto-golo e mais um penalti por assinalar contra o FC Porto

Vencem o jogo com um autogolo e com mais um penálti que ficou por assinalar contra o FC Porto. Nada de novo. Apenas mais um capítulo de uma época inteira construída entre eficácia, conveniência e decisões que, nos momentos certos, aparecem sempre para o mesmo lado.

A equipa de arbitragem não quis estragar a festa. Era dia de celebração, de faixas, de sorrisos, de câmaras, de discursos preparados e de um campeão a desfilar perante os seus. Não podia correr mal. A última partida tinha sido uma derrota contra o último classificado e isso já tinha sido embaraçoso demais. Para a festa, não podia haver novo tropeção. E, quando o futebol ameaça atrapalhar o guião, aparece sempre alguém para garantir que o guião chega ao fim.


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Foi isso que se viu. Um jogo resolvido com um autogolo e com mais um lance que, se fosse na outra área, teria direito a repetições, debates, especialistas, linhas, slow motion, indignação e talvez até pedidos de investigação. Mas como era contra o FC Porto, seguiu tudo como se nada fosse. O penálti ficou por assinalar, a festa continuou, a música tocou e o país do costume fingiu que não viu.

Esta época teve vários jogos assim. Jogos em que o FC Porto venceu não apenas pelo que jogou, mas também pelos milagres vindos das equipas de arbitragem. Milagres em momentos decisivos. Milagres quando o jogo estava apertado. Milagres quando era preciso desbloquear. Milagres quando o adversário ainda acreditava que podia pontuar. Milagres quando o campeonato ainda tinha história para contar.

Não vale a pena fingir que não aconteceu.

Quando o Benfica é beneficiado num lance duvidoso, pára o país. Quando o Sporting reclama, há programas especiais, comunicados, teorias, arbitragens desmontadas ao segundo e comentadores a falar de verdade desportiva como se tivessem descoberto a pólvora. Quando é o FC Porto, há silêncio. Ou pior, há normalização. Passa a ser um detalhe. Um lance discutível. Uma interpretação. Uma decisão difícil. Uma festa que não se deve estragar.

O FC Porto perdeu contra o último classificado e, mesmo assim, chegou ao jogo da celebração com o caminho protegido. Não podia voltar a cair. Não podia estragar o desfile. Não podia transformar a festa em assobios. E então lá veio mais um jogo daqueles em que tudo corre como tem de correr. Mesmo quando não corre.

Autogolo para resolver. Penálti por assinalar para não complicar. Festa feita.

E depois ainda querem que se aceite isto com naturalidade. Que se diga que foi um campeonato limpo, tranquilo, indiscutível e sem manchas. Não foi. Houve futebol, sim. Houve mérito em muitos momentos, sim. Mas houve também um rasto de decisões que empurraram uns para cima e outros para baixo.

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